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Crítica do filme: 'O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas'


O que você faria se o seu dia se repetisse toda vez que você acordasse? Essa pergunta você com certeza já se fez pensando em outras produções mas aqui em O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas o refletir consegue ser mais profundo, somos guiados em uma análise muito densa, emocionalmente e intelectualmente, onde somos testemunhas de uma forte desconstruções de dois personagens com lacunas na imaturidade e as respectivas visões que possuem de tudo que acontece ao seu redor. Baseado na obra homônima do romancista e crítico literário norte-americano Lev Grossman.


Na trama, conhecemos Mark (Kyle Allen), um jovem com problemas de comunicação com o pai, que vê a mãe muito pouco, afastado da irmã que possui apenas uma certeza: seguir em frente na tentativa de entrar em uma faculdade para cursar artes. A questão aqui é que ele está em Loop, em uma repetição infinita de um mesmo dia onde através dos mesmos passos busca entender a situação inusitada e seus porquês. Até que um dia, conhece Margaret (Kathryn Newton), um jovem que ama astronomia e que está na mesma situação que ele. Assim, essa dupla de descobridores sobre a essência da vida irá precisar reunir forças para combater todos os dramas e fortes emoções que virão pela frente, numa jornada de autodescoberta.


O Feitiço do Tempo, o recente Palm Springs, são alguns dos outros filmes que a princípio podem parecer semelhantes a esse projeto lançado em 2021 e disponível lá na Prime Video. A questão aqui é o forte foco no amadurecimento em dois personagens que vestem suas verdades na imaturidade onde acompanhamos um desabrochar para os dramas da vida, fato que chega até mesmo de forma precoce por conta da bolha inusitada que estão. Em O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas não é importante saber o porquê da questão física/existencial de como eles foram parar nesse espaço tempo nada contínuo, aqui o que importa são as diversas formas de aprender a romper as barreiras de limites emocionais da fase presente de suas vidas. O ingrediente do amor, um destino que se torna óbvio, aqui vira uma variável propulsora para o rompimento das amarras que deixavam esses corações mais tristes.


O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas busca a originalidade, escapa dos polêmicos caminhos da física para falar sobre crises existenciais na visão de duas almas que tem a oportunidade de aprender bastante sobre a vida.



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