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Crítica do filme: 'Jantar entre Amigos'


Reflexões sobre relacionamentos. Produzido pelo HBO e jogando na tela conflitos dentro de relacionamentos, o cineasta canadense Norman Jewison nos faz embarcar em diálogos que vão desde futilidades do cotidiano, passando pelo relacionamento de um casal até as descobertas sobre as verdades do próprio casamento. Jantar entre Amigos, baseada na premiada peça teatral escrita por Donald Margulies é um daqueles filmes marcantes que ficam em nossa memória por muito.


Na trama, conhecemos os críticos gastronômicos Gabe (Dennis Quaid) e Karen (Andie MacDowell), um apaixonado casal que viaja bastante. Certo dia, ele chamam seus melhores amigos para jantarem em sua casa, o casal Beth (Toni Collette) e Tom (Greg Kinnear), mas só a primeira aparece e logo solta uma bomba: ela está se separando do marido. A notícia pega Gabe e Karen de surpresa e ao longo de intensas conversas vamos entendendo como esse fato acaba modificando a maneira de todos de enxergarem suas próprias relações.


Os conflitos são eminentes, os pontos de vista variados. Ao longo da projeção vamos entendendo os porquês, quase um desabrochar da relação entre quatro paredes. O choque da realidade chega mais forte em Gabe e Karen pois esses acabam ficando em uma posição de medo talvez por não querem parar para pensar como anda a relação deles. Uma crise de meia idade? Qual o posição de um amigo nessas horas? Há julgamentos constantes? É pra julgar sem ouvir as partes? Qual o sentido da solidão em um relacionamento? Muitas perguntas chegam ao espectador.


O roteiro utiliza um recurso interessante sobre a não linearidade, ele volta na década de 80 para mostrar o início dessa amizade, os primeiros encontros e desencontros dessa amizade que já tem mais de uma década. Assim, podemos entender as mudanças ou não sobre algumas questões que de alguma forma se tornam paralelos com seus presentes.



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