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Crítica do filme: 'A Queda'


O luto pra falar sobre medo. O medo para falar de sobrevivência. Buscando instigar nossos pensamentos em relação à situações extremas, principalmente e implicitamente nos fazendo responder sobre o que faríamos em uma determinada situação à mais de 600 metros do chão, A Queda é um drama que aborda a sobrevivência, a amizade, o luto, o trauma e os conflitos que surgem entre duas amigas que se colocam em uma situação extrema. O projeto tem um abre alas que lembra um pouco o filme Risco Total (aquele filme de 1993, estrelado pelo Stallone), principalmente sob a ótica do trauma. Sonolento em alguns momentos, o roteiro parece guardar a sete chaves uma reviravolta mas que não é aprofundada. Tem começo, meio e fim muito perto do previsível.


Na trama, conhecemos as amigas Becky (Grace Caroline Currey) e Hunter (Virginia Gardner), duas aventureiras que adoram praticar o alpinismo que em uma dessas aventuras acabam presenciando uma fatalidade com o namorado de uma delas. Um ano se passa e a dupla de amigas volta a se reunir, dessa vez para um novo desafio: subir até uma antena de transmissão que fica a mais de 600 metros do chão localizada em um deserto na Califórnia. Algo de inesperado acontece e as amigas precisarão se unirem ainda mais para buscar soluções nas alturas.


Há um caminho por cima do pensamento sobre a adrenalina mais compreensivo por quem ama viver perigosamente, praticando esportes que tem lá seus riscos. Cá pra nós, subir uma antena de quase 610 metros, com uma escada já corroída e nitidamente em más condições realmente é para poucos corajosos. Nesse projeto, o medo de altura não existe! O roteiro caminha pelo medo, pelo trauma, pelos conflitos, os arrependimentos, as relações familiares (essa sem muita profundidade) para mostrar um recorte de soluções sobre auto sobrevivência. Outro fator importante é a questão do luto por onde uma das personagens acaba se construindo logo nos primeiros minutos.


A questão da sobrevivência prolonga o clímax. Como sobreviver em um lugar inóspito onde não pega celular, onde qualquer rajada de ventos inesperada pode te derrubar? Não há uma reviravolta profunda mas uma questão do passado que acaba se tornando um certo conflito, mexendo mais ainda com as emoções das duas amigas. Quase sem água, com muitas horas naquela situação, medidas extremas e perigosas acabam sendo tomadas dentro da necessidade.


Dirigido pelo cineasta britânico Scott Mann, A Queda aos poucos se torna previsível, surpreende pouco. Chega a ser decepcionante pra quem criar altas expectativas pelo bom trailer divulgado.



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