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Crítica do filme: 'Inferno Sangrento'


Um terror com altas cargas de suspense. O primeiro filme de uma possível trilogia, Inferno Sangrento nos leva para um tour pela mente humana acoplado em uma série de situações aterrorizantes que passa um perturbado protagonista, junto ao seu enlouquecedor alter-ego. Dirigido pelo cineasta australiano Alister Grierson e com um roteiro escrito por Robert Benjamin, o filme reúne num liquidificador um desfile de mentes perturbadas, diálogos na linha do sarcasmo, indo da comédia ao terror, transformando a narrativa num prato cheio para quem gosta de se surpreender assistindo a um filme.


Na trama, conhecemos Rex (Ben O'Toole), um ex-militar do exército, perturbado psicologicamente, com uma visão de si mesmo que aparece em meio a todos os conflitos que passa. Ele está em um presente complicado após ser o protagonista de uma abordagem imprudente dentro de um banco, o que para alguns foi um ato heroico mas acaba o levando para a cadeia por oito anos. Assim que sai da prisão, por conta da repercussão da história, é perseguido por paparazzis e se torna um rosto famoso na multidão. Buscando se livrar de todo esse holofote resolve comprar uma passagem apenas de ida para a Finlândia onde eu destino se cruza com uma aterrorizante família de psicopatas que inclusive pratica o canibalismo.


Filmado na cidade australiana de Gold Coast, o projeto percorre o psicológico para juntar peças em uma narrativa dinâmica, que foge muitas vezes do linear para entregar ao público certas questões importantes sobre o passado de seu personagem principal. Na busca por momentos de tranquilidade após cumprir sua pena por uma ação impensada durante um assalto à banco onde era refém, acaba se metendo em outra fria. Aqui, há um curioso olhar para o que seria um ato heroico, com o recheio de reflexões sobre a opinião pública no mundo instantâneo da redes sociais, algo que traça muitos paralelos com a realidade.


Esse pode ser o primeiro de outros filmes dentro do universo contado, e olha: há muita margem para isso! O desenvolvimento da família de psicopatas não teve um antes, não conhecemos o passado daquele lugar nem daquelas pessoas, o que pode ser um bom caminho para os futuros filmes. Inferno Sangrento cumpre o que promete, um filme que vai da comédia ao terror sempre acompanhado por um suspense dinâmico que prende a atenção.



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