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Crítica do filme: 'O Sexto Sentido' *Revisão*


Você sabe porque sente medo quando está sozinho? Nos guiando para olhares diversos sobre o medo e o luto sob uma peculiar perspectiva, O Sexto Sentido e sua hipnotizante trama tem no seu alicerce o trauma como a estrada que percorrem dois protagonistas que se unem por respostas para seus conflitos. Escrito e dirigido pelo cineasta M. Night Shyamalan, Indicado para seis Oscars, esse projeto é aquele que na segunda vez que assistimos tudo fica mais óbvio. Então as surpresas de uma primeira jornada só se tem uma vez.


Na trama, ambientada no sul da Filadélfia, conhecemos Malcolm (Bruce Willis) um psicólogo infantil que após um trauma com um antigo paciente vê seu casamento entrar em uma crise profunda, sua esposa nem mais o olha sequer. No outono depois, apresentado a um novo paciente, um jovem com diversos conflitos e repleto de medos de algo que não conta a ninguém e por isso tem um cotidiano conflituoso com a mãe. Aos poucos, paciente e psicólogo vão embarcando em uma jornada onde um ajuda o outro quando as surpresas pelo caminho começam a serem reveladas.


“Eu vejo pessoas mortas”, uma frase que se tornou emblemática, um símbolo de uma obra-prima do suspense que é muito mais profundo quando fazemos uma análise ampla sobre os intrigantes conflitos do personagens. Como mencionado, o trauma é a estrada que percorrem os dois protagonistas. Um jovem que associa seus medos a um fato inusitado de enxergar pessoas que já se foram, não conseguindo se encaixar socialmente, vivendo uma rotina solitária buscando soluções para sobreviver dentro do caos emocional que só transborda. Do outro lado, vemos um experiente psicólogo que de tanto se dedicar aos seus pacientes, esqueceu do próprio casamento e dos momentos com a esposa sendo punido pelo destino quando o passado lhe traz um forte trauma, algo difícil de esquecer. Quando essas correntes se encontram, um terceiro ponto, o luto, se torna ferramenta importante da pulsante narrativa.


O filme, que completa 24 anos em 2023 e que colocou M. Night Shyamalan em outra prateleira aos olhos de Hollywood, foi o segundo maior em bilheteria no ano de seu lançamento, 1999, perdendo apenas para Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma. No ano de sua chegada às locadoras, foi o filme mais alugado com a incrível marca de mais de 80 milhões de aluguéis. O projeto marca uma das grandes atuações da carreira de Bruce Willis no cinema.


Pra quem se interessar, o filme está disponível no catálogo da Star Plus.



 

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