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Crítica do filme: 'Paralisia'


Recém chegado ao catálogo da Netflix Brasil, o suspense britânico Paralisia aborda a perda, a inveja, a amargura, o isolamento, a loucura sob o ponto de vista de duas personagens femininas que se misturam em um cenário de uma possível tentativa de assassinato com muitas variáveis confusas, emboladas por uma narrativa que se atropela para gerar um suspense que caminha a largos passos pela obviedade. Dirigido pela cineasta libanesa Nour Wazzi, com roteiro assinado pelo britânico Rowan Joffe, Paralisia parece aquele quebra-cabeça que já montamos outras vezes.


Na trama, conhecemos Nicky (Anna Friel) uma enfermeira neuroclínica que tenta se comunicar, no tempo presente, com sua mais recente paciente, a ex-atriz e viúva de um milionário Katherine (Famke Janssen). Logo chega na história Lina (Rose Williams), uma jovem que após a morte da mãe, ainda quando era criança, foi criada por Katherine, que virou imediatamente sua guardiã legal, a levando para morar com ela numa mansão afastada dos grandes centros onde também mora o filho do marido falecido de Katherine, Jamie (Finn Cole). Com algumas passagens de tempo, onde verdades vão sendo reveladas, percebemos que a relação de todos os frequentadores e moradores da mansão vão se deteriorando ao longo do tempo, algo observado pelo médico da família, o doutor Robert (Alex Hassell). Mas o que será que aconteceu com Katherine? Alguém tentou matá-la? Quem?


Caminhando pelas relações se destruindo com o tempo para explicar as prováveis causas de uma tentativa de assassinato, o conflito emocional dos personagens é mostrado de forma atabalhoada, sem profundidade, mesmo com uma interessante paleta de cores marcante que vai buscando uma comunicação com o espectador. Um exemplo disso é a expressão da solidão e o tom cinza que se encaixam no epicentro dos conflitos, as idas e vindas para a mansão, um lugar triste, sem vida, à beira de descontroles.


As viradas na trama, com a desconstrução de uma de suas protagonistas, nos leva para um vai e vém de situações que não dizem muita coisa sobre os personagens. É como se aos poucos fossemos perdemos as referências para tentar entender alguns necessários porquês. Buscando encontrar um equilíbrio entre o drama e o suspense a narrativa se perde completamente encontrando apenas um destino: a previsibilidade até o último suspiro!



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