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Crítica do filme: 'Uma Família Extraordinária'


O chegada do olhar para si. Inspirado em uma história real, chegou na Prime Video no final de 2023 um sobre família e suas camadas de conflitos aos olhos de uma jovem que por muito tempo teve sua direção e preocupação aos outros que acaba embarcando em uma jornada para um importante olhar para seus próprios sonhos, sua vida que está em momentos decisivos. Baseado em um documentário do cineasta Matt Smukler (que também assina a direção dessa produção), Uma Família Extraordinária mesmo rumo ao previsível, ensina, comove, abre debates profundos sobre o que de fato é ser feliz.

Na trama, conhecemos Bea (Kiernan Shipka), uma jovem adolescente que após sofrer um acidente entra em coma reunindo para perto de si toda sua família e amigos. Assim, vamos conhecendo melhor essa família. Bea, filha de pais deficientes e com uma família que se embaralha no suporte necessário, ao longo de toda sua trajetória, da infância até aquele presente momento, momentos importantes viram peças de reflexões em um filme sobre os laços profundos e suas camadas.

O que seria uma família perfeita? Isso existe? Uma Família Extraordinária busca um amplo recorte da trajetória de sua protagonista. Do preconceito até o entendimento do real sentido do amor maternal e paternal, somos testemunhas de um desabrochar para a maturidade onde a necessidade de pitadas de egoísmo acaba se tornando uma válvula propulsora. A narrativa expõe dilemas, dramas, fatos marcantes, elementos que de alguma forma moldam a personalidade forte de sua personagem principal.

O olhar da família, seus pensamentos conflitantes, e as derrapadas na hora de prestar qualquer ajuda vão se construindo ao longo do tempo sempre com a preocupação por conta das limitações dos pais de Bea. As duas avós, interpretadas pelas excelentes Jacki Weaver e Jean Smart, são responsáveis por diálogos impactantes, com uma leveza e verdade, deixando transparente seus conflitos mais profundos.

Previsível porém importante. Uma Família Extraordinária não deixa de ser uma emocionante caminhada para o entendimento maduro do sentido de família e a luz no fim do túnel quando passamos a olhar para nosso próprio caminho.



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