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Crítica do filme: 'Eu e o Boi, o Boi e Eu' [7a Edição do Lanterna Mágica]


Trazendo para o centro dos holofotes um evento marcante em vários municípios de Minas Gerais, inclusive a cidade de Pedro Leopoldo - sua festa conhecida do Boi da Manta - o criativo filme Eu e o Boi, o Boi e Eu nos apresenta o contraste entre a admiração e o receio através de um jovem personagem e seus primeiros passos rumo à percepção cultural de seu estado. Dirigido e escrito por Jane Carmen Oliveira, essa animação foi selecionada para a Mostra Competitiva Nacional da 7ª edição do Lanterna Mágica – Festival de Animação Internacional e Nacional que ocorre todo ano em Goiânia.

Em cinco interessantes minutos acompanhamos um pequeno recorte na vida de uma criança que paralisa seus olhos para as histórias que escuta da mãe sobre um tal boi da manta que é uma figura representativa de uma festa popular conhecida em sua cidade, Pedro Leopoldo. Com o passar do tempo a criança embarca em jornada de onde vai do extremo de um medo incessante até um fascínio pelas descobertas.

Compondo sua narrativa com a base na relação inicial de uma jovem com as descobertas culturais e folclóricas, tendo todas as infinidades criativas que o universo do cinema e animação possibilitam, o projeto consegue seguir uma forte linha dentro de seu discurso transformando em camadas que giram em torno das emoções e tensões uma festa-ritual sempre realizada em períodos pré-carnaval.

As mensagens se tornam objetivas, com o foco nas primeiras impressões, dentro de um arranjo contextual que transforma uma festa com seus simbolismos destacados através de um possível choque de imagens. Da imaginação da personagem, importante pilar por aqui, nasce uma pequena pérola que ganha vida na tela batendo na tecla do descobrir o Brasil e seus detalhes através da força cultural.


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