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Crítica do filme: 'O Clube do Crime das Quintas-Feiras'


Mesmo com o suspense em segundo plano, a nova comédia da Netflix O Clube do Crime das Quintas-Feiras é aquele passatempo gostoso em que nem percebemos o tempo passar. Trazendo a melhor idade para frente dos holofotes, acompanhamos os risos e aventuras de um grupo de pessoas que enxergar na fatalidade uma oportunidade de se sentirem vivos.

A divertida narrativa nos conduz pela acidez da violência em contraponto ao olhar com delicadeza sobre uma fase da vida em que os suspiros de aventuras se tornam oportunidades que não podem ser deixadas passar. Assim, em uma mistura de tensão e humor, somos recompensados com uma trama que ainda consegue deixar lições por todos os lados.

Com atuações maravilhosas e um ritmo equilibrado, percorremos a história de um grupo de pessoas na melhor idade que vivem em um enorme lar e se reúnem para refletir sobre crimes. Até que, um dia, um assassinato acontece bem próximo a eles, levando-os a embarcar pelas verdades sobre o ocorrido.

Dirigido por Chris Columbus, de sucessos como Esqueceram de Mim e Uma Baba quase Perfeita, o projeto traz a pegada de um tabuleiro de 'Detetive' com pitadas de Agatha Christie. Mas não pense que o mistério domina as ações: nesse filme, a maturidade em lidar com perdas domina as ações, conduzindo o público para camadas além da superfície - distante da melancolia.

Mesmo com algumas escorregadas nos clichês, o projeto baseado no livro homônimo do escritor Richard Osman - lançado em 2021 - é uma delícia de história que passa longe de qualquer trama piegas, com um desenvolvimento eficaz e personagens carismáticos dominando cada cena. Encabeçado pela maravilhosa Helen Mirren, o elenco é um show à parte.

Se você está procurando um filme para se divertir e passar boas horas na frente da sua televisão, liga na Netflix e dá o play em O Clube do Crime das Quintas-Feiras.

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