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Crítica do filme: 'French Lover'


Na simpatia e bom humor se leva uma história batida. Tratando com maturidade alguns temas – mesmo entupido de clichês – o novo longa-metragem da Netflix French Lover é aquele mais do mesmo que consegue nos divertir. Trazendo como protagonista um dos mais carismáticos artistas do cinema mundial - o francês Omar Sy – a produção coloca seus holofotes para um casal que busca a felicidade no equilíbrio entre dois mundos completamente diferentes.  

Abel (Omar Sy) é um ator francês em plena ascensão na carreira. Já Marion (Sara Giraudeau) é uma recém-divorciada que sonha em ter um food truck. Um dia, esses dois se encontram por acaso e logo nasce uma paixão avassaladora. Com o tempo, precisam enfrentar os obstáculos que aparecem pelo carinho.

Dirigido por Nina Rives, em seu primeiro longa-metragem, o filme busca a todo tempo alcançar um clímax previsível – desde o início, fica evidente onde chegaria o desenvolvimento dos personagens. O caminho até esse destino é marcado por altos e baixos: por vezes rompe a camada superficial de alguns temas, em outros passa batido, se fortalecendo apenas pela harmonia e carisma em cena dos protagonistas. Junto a isso, um ritmo frenético imprime ao fluxo narrativo um dinamismo que encaixa como uma luva e que no fim das contas prende a atenção.

Mas o roteiro é pra lá de indeciso em seu discurso – algo que incomoda o olhar mais atento. Sem saber direito se quer ser um ‘conto de fadas’ sonolento ou se provar como um projeto maduro para refletir sobre relacionamentos, vamos caminhando até os detalhes dos dois universos que se unem aos trancos e barrancos. De um lado, o status do artista, com gravações, sonhos, aquela vida cheia de exposição que já conhecemos. Do outro, uma mulher num momento de instabilidade, com o coração ferido, lidando com as limitações que a vida lhe trouxe até esse momento. Absolutamente nada de novo: Já vimos essa história várias vezes em alguns filmes, né?

French Lover vale para quem curte comédias românticas: tem seu charme, mas carece de desenvolvimento dos personagens para se tornar inesquecível. Esse calcanhar de aquiles torna tudo previsível.

 

 

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