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Crítica do filme: 'Massa Funkeira' [Festival do Rio 2025]


Abrindo espaço para vários olhares sobre o movimento funkeiro - um dos grandes expoentes da cultura brasileira quando pensamos em representações artísticas, sobretudo no Rio de Janeiro -, o documentário Massa Funkeira, novo trabalho da cineasta Ana Rieper, reúne um interessante retrato social a partir de uma série de registros e depoimentos de Mc’s, dançarinos e produtores, revelando novos olhares para essa arte musical que conquista atenção e aborda, sem papas na línguas, temas considerados tabus na sociedade.

A montagem desse filme é a chave do sucesso. Ao criar um ritmo intenso e envolvente, esse retrato social coloca em evidência - sem moralismos e julgamentos - as letras ligadas as relações íntimas, especialmente o sexo. Assim, percorremos o por trás da fama de artistas desse segmento que alcançaram sucesso em vários períodos dos últimos anos, chegando também às mudanças e reflexões por trás das canções que embalaram bailes funks pelo Brasil – e pelo mundo.

Com uma mescla de batidas eletrônicas e letras imponentes – que chamam a atenção logo de cara -, o funk traduz as expressões e realidades do cotidiano, representando a força da periferia brasileira. Desmistificando esse gênero musical que ainda hoje é alvo de preconceitos por alguns olhares da sociedade, o projeto apresenta uma recorte sociológico profundo, divertido e, até mesmo, emocionante, capaz de fazer o público enxergar de outras formas para esse movimento musical por novas perspectivas. 

Massa Funkeira, selecionado para o Festival do Rio 2025, é um dos grandes documentários exibidos na edição deste ano do evento carioca. Ana Rieper mais uma vez consegue, com seu cinema documental de primeira linha, trazer olhares, relflexões e registros importantes da nossa sociedade.

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