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Crítica do filme: 'Ninguém (mais) Verá' [Comunicurtas 2025]


Um grito ácido e bem-humorado. Selecionado para a Mostra Brasil do Comunicurtas 2025, o documentário Ninguém (mais) Verá , de Fabiano Raposo, é um assertivo e poderoso projeto que não hesita em colocar o dedo em feridas morais, políticas e sociais, mesclando imagens do ontem e da atual Campina Grande. Direto e provocativo, exaltando leveza e o bom humor, logo percebemos se tratar de um registro necessário e acachapante, que utiliza o cinema como um poderoso megafone.

Impressiona como tudo que é visto na tela funciona com certo impacto, impulsionado por uma montagem que direciona de forma elegante a progressão narrativa, chegando rapidamente na percepção dos espectadores. Os recursos e infinidades que o cinema oferece ganham criatividade e ironia, com mensagens - e mais mensagens - sendo vistas por meio de uma locomotiva de relatos críticos sociais e da exposição de polêmicas estruturas de poder.

Entre esses olhares próximos e constantes, nos deparamos com imagens atuais da cidade e com registros de arquivo de obras do repórter fotográfico e cineasta paraibano Machado Bittencourt - algo que enriquece ainda mais a obra.

O projeto passeia por muitos assuntos sem perder o ritmo envolvente; busca provocar o pensar, instigar o pensamento crítico em olhares próximos e distantes sobre questões que atravessam a cidade. Com uma narração costurando a narrativa e imagens direcionando denúncias e chacoalham as reflexões, esse filme-denuncia se transforma em um dos grandes acontecimentos do festival Comunicurtas.

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