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Crítica do filme: 'Pupá' [Mostra de Cinema de Gostoso 2025]


Do curioso ao familiar. Abrindo a noite de competições do segundo dia da 12ª Mostra de Cinema de Gostoso, um curta-metragem do Rio Grande do Norte busca, através do olhar familiar, um recorte íntimo sobre uma mulher que não passa desapercebida por onde anda. Seu apelido é Pupá, famosa anotadora do Jogo do Bicho na região onde mora (Acari), que criou os filhos na raça – quase sempre sem apoio - e se tornou uma figura bastante conhecida e querida.

Com uma série de registros caseiros que buscam compor uma atmosfera cheia de respingos de emoções - algo que dialoga com nossa percepção a todo instante -, vamos nos encaminhando para o valor do depoimento pela ótica da família. Assim, chegamos numa composição narrativa que usa o íntimo e a proximidade para abrir os horizontes de reflexões – um convite para que o público busque semelhanças, ou mesmo lembranças, em sua própria história.

Indo mais a fundo nesse ponto fundamental da obra, o diálogo franco e aberto que é proposto a partir do cotidiano da personagem-título pode gerar muitas identificações. Apresentando logo no inicio a mais peculiar de suas atividades - anotadora do Jogo do Bicho, prática de jogo ilegal no Brasil mas amplamente difundida – e, logo depois, chegamos na liberdade de escolhas, na necessidade de ser feliz que acaba gerando um impacto positivo em todos que a rodeiam.

Pupá é um documentário simples e objetivo, uma carta de amor, que não entrega nada além do que se propõe – e, ainda assim, se revela um retrato interessante de uma mulher e sua força em acreditar no viver.

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