Trazendo para o epicentro do debate a instabilidade emocional de uma protagonista imprevisível, que nos conduz até uma trama que, a princípio, parecia ser apenas mais uma história de amor, mas logo se transforma em um leve suspense, o longa-metragem Oi, Sumido! busca transformar a tensão dosada em uma proposta instigante para refletirmos sobre a dependência emocional e o comportamento humano.
Neste suspense psicológico escrito e dirigido por Sophie Brooks - Molly Gordon, a protagonista, também assinando o roteiro - há um
achado interessante no equilíbrio entre a psique humana ligada ao amor
obsessivo e uma série de situações conflitantes, que vão abrindo camadas sobre
as formas como o ser humano lida com os conflitos que surgem pelo caminho.
Iris (Molly Gordon)
está nas nuvens com o andamento de seu relacionamento com Isaac (Logan Lerman). Ainda nos primeiros
encontros, eles resolvem ir até um lugar isolado e muito bonito para passar o
fim de semana. No entanto, durante uma conversa, Iris percebe que Isaac não
está afim de um relacionamento mais sério - fato que a deixa à beira de
atitudes imprevisíveis.
Bebendo um pouco da fonte do clássico Louca Obsessão, o projeto busca seu próprio caminho com uma
narrativa fluida e provocativa – que se perde em redundância em pouquíssimos
momentos - e adiciona reações e comportamentos de forma imprevisíveis, com
pitadas cômicas, como um chamativo convite para debater a carência afetiva e a
insegurança na esfera amorosa.
Apostando no riso incômodo - como os traços de violência
apresentados de forma irônica e provocativa -, elementos surgem na concepção
estética da narrativa comunicando sentimentos e situando o público nas
variações que vão acontecendo no desenvolvimento dos personagens, bem
interpretados por um elenco em plena sintonia.
Oi, Sumido! é uma
ótima surpresa que chegou recentemente ao catálogo da HBO MAX. A forma
inteligente com que provoca suas reflexões deve agradar à maior parte do público
e, principalmente, gerar debates produtivos sobre os relacionamentos.
