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Crítica do filme: 'Como Mágica'


Enroscando a fantasia aos modos de sobrevivência na natureza selvagem, chegou à Netflix, Como Mágica, uma aventura com técnicas de animação que encontra reflexões tanto para a garotada quanto para os adultos. Com personagens carismáticos e diversas lições permeando as entrelinhas das ações que se seguem, o projeto dirigido por Nathan Greno usa das cores exuberantes e analogias com animais conhecidos para criar um deleite de conhecimento sobre o meio ambiente.

Ollie foi criado desde criança ouvindo sobre os perigos do mundo lá fora. Ele faz parte de um povo ligado a criaturas da floresta conhecidas como Pookoos, que vive em total atenção por conta de uma lenda de um perigoso lobo de fogo que pode retornar à região. Um dia, em uma caminhada movida pela curiosidade, seu destino se cruza com Ivy, uma ave que integra um grupo que sobrevive do mesmo fruto consumido que o povo de Ollie. Esse encontro gera um grande problema para Ollie e seus familiares. O tempo passa, e Ollie se reencontra com Ivy. De forma mágica, acabam trocando de corpos e embarcando em uma aventura pela natureza que os cercam.

Para um filme voltado em sua essência ao público infantil, este longa-metragem se mostra bem mais profundo. Os riscos da extinção, os valores da amizade e do confiar se juntam a uma composição visual chamativa, que reúne seres místicos como pomares ambulantes, lobos de fogo, cobras-raiz, boogles. Em alguns momentos, é preciso um olhar maduro para entender os paralelos e absorver as diversas lições que a obra oferece. Uma conversa entre pais e filhos sobre a obra é fundamental para todas as ideias que o filme sugere sejam compreendidas.

A narrativa, bem construída, aposta em um elo de amizade improvável e na relação mútua que a natureza oferece – mostrando que precisamos um do outro, mesmo sendo diferentes. Tudo isso flui de forma natural, com um ritmo muitas vezes acelerado, com foco em uma aventura empolgante que apresenta uma curiosa reviravolta capaz de deixar o público bastante surpreso. Esse ar de coletividade e a necessidade das ações em conjunto para se mudar uma situação são uma das ótimas reflexões que essa animação deixa a disposição do público.   

Como Mágica é aquele programão entre pais e filhos que continua quando o filme acaba. Se você está em busca de um momento assim - comendo pipoca e preparando o sofá para um dia divertido em casa -, esta obra precisa estar na sua lista.

 

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