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Crítica do filme: 'A Noiva do Ano'


O casamento é uma data especial, sonhada por muitas pessoas, uma celebração de uma futura união que deseja um laço eterno com um alguém para passar a vida toda. Na realidade, e bem longe de contos de fadas, nem sempre é assim. Quando os obstáculos se somam sem soluções, frustam, e geralmente nos levam até uma jornada de incertezas, mesmo quando existe um forte sentimento envolvido.

Buscando abordar de uma maneira bem peculiar esse sonho do casamento, com um roteiro ingênuo que investe tempo de tela em um universo caricato, fantasioso e previsível, chegou à Netflix o longa-metragem sul-africano A Noiva do Ano, dirigido pelo cineasta Joshua Rous.

Nessa trama inocente, que busca blindar seus desacertos narrativos com uma comédia romântica repleta de soluções triviais, vamos caminhando a passos largos rumo a uma história bobinha, mas que pelo menos não tem a pretensão de ser nada além do que oferece sua premissa.

Lienkie (Carine Rous) é uma empreendedora que possui uma loja de doces e sonha em ser A Noiva do Ano, um concurso anual que, desde a infância, alimenta seus sonhos. Porém, no dia de seu casamento, ela flagra o futuro marido com a estagiária. Com o mundo despedaçado, ela resolve bolar um plano mirabolante para ganhar o concurso mesmo assim e, para isso, contará com a ajuda do malandro Frank (Bouwer Bosch).

Com uma boa dose de exageros e desencontros narrativos, além dos clichês que estão contidos praticamente a cada 5 minutos de filme, o filme usa a conveniência de forma demasiada como uma ferramenta de apoio para uma narrativa que busca ser um entretenimento leve e divertido. Ao mesmo tempo, insiste em uma abordagem idealizada, culminando na validação da ideia de que os opostos se atraem e de que o amor pode surgir de todas as formas possíveis.

Não há problema nenhum nessas mensagens bonitas que o filme se dispõe a entregar. A questão mesmo é como se chega até isso. Buscando o entretenimento rasteiro a partir do conforto do final feliz, A Noiva do Ano se consolida como um passatempo açucarado, capaz de entreter em alguns momentos, mas bem longe de ser uma comédia inesquecível.

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