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Pausa para uma série: 'Casar com um Assassino?'


Alguns dilemas da vida surgem quando se menos espera. A vida da patologista escocesa Caroline Muirhead seguia em uma caminhada de esperança por dias apaixonantes, mesmo com o peso de um passado com desilusões amorosas, até ela acessar um dos mais famosos aplicativos de relacionamentos e descobrir um novo e intenso amor. Tempos mais tarde, uma revelação bombástica do seu ‘príncipe encantado’ a coloca novamente na gangorra emocional, com difíceis passos que é obrigada a dar.

Para contar essa dolorosa história, que começa em Glasgow nos anos 2020, chegou à Netflix Casar com um Assassino?, mais um daqueles True Crimes intrigantes que parecem histórias criadas por roteiristas. Uma médica inteligente, com um bom emprego, família estruturada e amorosa e com vida toda pela frente, sê vê diante de uma situação inusitada que a leva ao fundo do poço - e expõe um sistema jurídico e policial que apresentou falhas inadmissíveis na proteção de uma testemunha que também era vítima.

Um ciclista desaparecido anos atrás vira uma variável que atravessa essa história, quando o novo namorado de Caroline assume esse crime e a coloca em um dilema dilacerante: ela precisa avisar a polícia. Nesse movimento feito logo após saber do relato de seu novo amor, ela inicia uma jornada destrutiva, repleta de dúvidas e cheia de idas e vindas com o namorado assassino.

Toda essa história é apresentada de forma fluída e concisa ao longo de três recheados episódios, que se dividem com uma ampla apresentação do ponto de vista da testemunha/vítima. Em uma franca e muito bem conduzida entrevista - que se torna a base da narrativa – a obra busca nos detalhes gerar as reflexões necessárias de um caso de assassinato que também revelou uma verdadeira destruição psicológica ao longo de um período marcado por incertezas.

Perfeita para maratonar em uma noite apenas, essa minissérie não deixa de dar boas cutucadas à forma como a polícia agiu na proteção de sua única testemunha, expondo um sistema jurídico falho, que não soube lidar com a situação e ainda precisava de uma dupla validação para comprovação de um crime. Todo esse esgotamento se refletiu na vida de uma médica que só queria poder amar e viver em paz.     

    

 

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