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Crítica do filme: 'Da Aldeia à Universidade' [CinePE 2026]


A educação sempre foi um tema de grande importância quando pensamos nas inúmeras realidades de nosso país. Uma questão muito explorada no audiovisual, com a maioria das obras abrindo horizontes e promovendo debates fundamentais para um norte de melhorias e possibilidades cada vez mais próximas de todas as pessoas que acreditam na força das ferramentas educacionais e suas contribuições para um desenvolvimento individual e coletivo.

Trazendo esse assunto importante para reflexões de todos nós, o curta-metragem Da Aldeia à Universidade, dirigido por Leandro de Alcântara e Túlio de Melo, chega do Tocantins até o CinePE 2026, no penúltimo dia de mostra competitivas, para nos mostrar a realidade dos choques culturais, por meio de depoimentos de integrantes pertencentes ao povo indígena Xerente que almejam uma graduação universitária.

A narrativa, bem conduzida, busca expandir o olhar do discurso que o roteiro propõe, através de uma comunicação visual repleto de registros do cotidiano de uma aldeia indígena, uma música quase contínua, e depoimentos que entrelaçam as ações da natureza e os principais obstáculos para integrantes desse lugar que buscam na educação um caminho para mais realizações importantes.   

Primeiro curta de Tocantins exibido no CinePE, essa é uma daquelas obras documentais que, na sua simplicidade e objetividade, nos conduz rapidamente para suas questões. O projeto nos leva a pensar sobre questões sociais que vão além da superfície, principalmente os desabafos que expõem aos conflitos culturais que a gente sabe que existe em nosso país, mas sobre os quais muitas vezes nunca paramos para pensar.

Ao mesmo tempo, também abre-se espaço para povos indígenas ocuparem espaço de fala e terem suas identidades apresentadas, expondo a fundamental importância de revisões de políticas públicas, um tema pouco abordado e que aqui ganha registro através do audiovisual.  

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