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Crítica do filme: 'O Véu' [CinePE 2026]


Muito bem executado, com formas criativas de fazer um mergulho eficiente na tensão, o curta-metragem O Véu, exibido no terceiro dia do CinePE 2026, nos guia até o sobrenatural por meio de temas sociais em constante debates, como a religião e o preconceito, rumando para um desfecho que busca o impacto para se chegar nas reflexões.

Pra quem curte filmes de terror, esse projeto é um prato cheio! Repleto de alegorias contornando a construção do medo e sem esquecer de estar atento aos detalhes, embarcamos em uma história que envolve falsos rituais ligadas a um culto que personifica um conjunto de religiões decifráveis, chegando até as consequências que atingem toda uma família.

O foco é no pastor – também pai -, uma figura que comete, frequentemente, deslizes morais e comportamentos suspeitos. No centro das atenções do lugar onde exerce sua função, estão possessões feitas por um alguém bem próximo dele. Porém, quando uma entidade real toma conta do local em uma dessas sessões, o caos é instaurado.

Com uma fotografia expressiva, guiando o olhar do público e capaz de construir toda a atmosfera necessária para se chegar a uma imersão nas agonias – expressadas de muitas formas – esse filme dialoga com obras do gênero terror, mas trilha suas próprias originalidades. Através de um intrigante roteiro, que conecta seus pontos centrais, não esquece de uma importante lapidada de imersão rumo à tensão.

Dirigido por Gabriel Mott e Jonts Ferreira, esse projeto participou do Festival de Cinema de Toronto e depois desembarcou em Pernambucano, em uma sessão que prendeu a atenção do público e deu bons sustos.

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