Depois de gerar um enorme burburinho na bolha cinéfila após algumas passagens em outros eventos audiovisuais em 2026, o curta-metragem Os Arcos Dourados de Olinda enfim desembarcou em seu lar, Pernambuco, marcando de forma inesquecível o segundo dia de exibições do Cinepe 2026.
Partindo da ironia de um fato inusitado – o orgulho de uma
cidade que foi a única do mundo a levar um McDonalds à falência -, este
espetacular curta-metragem documental utiliza um narrador irônico, e fundamental,
ditando o ritmo de um recorte que se aprofunda por meio de outras situações
peculiares ficando à disposição de um roteiro plural que articula um retrato
multifacetado social e político.
Criativo e muito bem montado, com o imprescindível acréscimo
de uma baita pesquisa que foi amadurecendo ao longo de seus quatro anos de
ciclo de produção e utilizando 100% de material de arquivos, percorremos a
história de uma cidade, suas relações simbólicas e também as divisões
ideológicas. Ponto importante em torno disso, entendemos curiosidades sobre uma
disputa eleitoral histórica que culminou na eleição da primeira prefeita
comunista do Brasil.
Falando muito sério de forma divertida, brincando de maneira
inteligente com a polarização, e com uma ironia cirúrgica se tornando um
recurso narrativo de grande valor, Os
Arcos Dourados de Olinda empolga do início ao fim, se tornando um aulão sociológico
de grande valor e que deve conquistar a atenção de todo mundo que tiver a sorte
de assistir. É ESPETACULAR!
