Com um discurso que segue pela impulsividade causado pela necessidade de vingança - uma questão bastante pessoal e debatida aos montes por aí -, o novo filme da Netflix, que logo alcançou o Top 1 da plataforma, não reinventa a roda sobre o assunto e segue por uma narrativa convenciona, sem muita empolgação. Geralmente partindo de tragédias e guiando personagens pelos caminhos de uma reta só pela sede de justiça, muitas obras que abordam o tema buscam no impacto de cenas de ação e violência um lugar cômodo que, muitas vezes, chama a atenção mas carece de desenvolvimento dos próprios personagens. Esse é o caso do novo lançamento da líder dos streamings, o longa-metragem sul-africano 180 . Com um protagonista exposto à gangorra da moralidade ambígua, precisando lidar com um labirinto emocional dominado pela violência que está ao seu redor, a obra se limita a entregar um retrato sem profundidade, com lições de moral que se mostram frágeis em torno do tema, que abraça a culpa e o luto d...
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