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11/02/2012

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Crítica do filme - 'O Artista'

Desde os primeiros minutos, o Oscar de melhor filme e melhor ator (desse ano) já tem fortes concorrentes. Com o objetivo de falar da trajetória dos artistas em meio ao mundo (mudo) do cinema, na década de 20, o diretor francês Michel Hazanavicius consegue reunir elementos maravilhosos que transformam ‘O Artista’ em um dos melhores filmes do ano.

Em uma época onde o cinema era mudo e as calorosas plateias lotavam as enormes salas, conhecemos um astro do gênero, que entra em crise, após a migração de todas as produções para o ‘novo’ cinema falado. Não desistindo de fazer o cinema mudo (sua grande paixão), George Valentin começa a dirigir, roteirizar e protagonizar seus próprios filmes, levando-o ao limite. Pouco tempo antes da decadência conhece uma linda mulher que, naquela época, começava uma carreira como atriz e acaba se tornando um grande amor, além de responsável pelo declínio do cinema que tanto ama.

A alegria e a leveza dos personagens em cena contagiam o público.

Jean Dujardin é o tão falado ‘Artista’, vai de mosqueteiro à Zorro em instantes! Não precisou pronunciar muitas palavras para ser um forte candidato ao prêmio máximo do cinema. Faz parte de um daqueles filmes que terão cenas preferidas e estarão em fóruns, com cinéfilos discutindo sobre ele durante décadas. Desculpem a profecia: Dujardin vencerá o Oscar, ou melhor (para não bancar o Nostradamus), Dujardin merece levar o grande prêmio. Seu personagem alegra, comove e demonstra toda a versatilidade do ator francês de 39 anos.

O papel da grande figura feminina fica na responsabilidade de Bérénice Bejo. Jovem, bonita e falante todos amam Peppy Miller. É a grande responsável pela virada na trama e tem cenas de sapateado nostálgicas com o protagonista.

Sempre bom rever Malcolm Mcdowell em cena (nosso eterno Alex de ‘Laranja Mecânica’). John Goodman também aparece no filme e faz o engraçado chefão das produções de cinema da época, James Cromwell também da o ar de sua graça na pele do motorista inseparável do personagem principal.

O cachorrinho, fiel amigo do artista, da um show à parte. O publico se diverte o tempo todo com as estripulias dele.

Entre ascensões e declínios uma grande declaração de amor ao cinema é visto na telona. A trilha sonora tem papel importante na fita, é praticamente um personagem coadjuvante escondido em meio o preto e branco da tela, emociona e comove o espectador. Mesmo sem falar uma palavra a simpatia de todos os personagens é impressionante.

Vá ao cinema, você merece ver essa história. Já viu? É pra ver mais uma vez? Com Prazer! J

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