É difícil pensar que um filme chileno, país de pouca expressão no mundo do cinema, possa mexer tanto com o espectador em menos de uma hora e meia de fita. Em “ A Vida dos Peixes” , a simplicidade que sempre devemos levar em consideração em qualquer produção de orçamento baixo, é o pontapé inicial positivo desse trivial/genial longa. Pegaram poucos recursos (até mesmo locações, só tem uma) mas com muita mão-de-obra qualificada (sim, os atores) e colocaram no liquidificador, deu certo. A trama, fala basicamente sobre um reencontro de dois eternos namorados, em uma festa rodeada de passado e indefinição sobre o futuro. O filme não toma tendências, o que é ótimo, os atores tem uma harmonia comparável, sem dúvidas, a Julie Delpy e Ethan Hawke ( “Antes do Amanhecer”/”Antes do Pôr-do-Sol ”) e ao casal de “ Once ” (aqueles que não sabemos os nomes dos personagens até hoje). Matías Bize (que dirigiu o intenso “Na Cama” ) é o comandante desse grande filme. O diretor enriquece a fita com deta...
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