Policiais disfarçados, situações engraçadas e muitos exageros. Dirigido pela dupla Phil Lord, Chris Miller,Anjos da Lei”, é uma adaptação cinematográfica da série de televisão homônima que consagrou, o hoje astro, Johnny Depp. Estreado por Jonah Hill e Channing Tatum (que lança um longa atrás do outro), o filme tira algumas risadas, mescla, piadas bobinhas com sacadas inteligentes. Diverte mas falta consistência.

Nessa comédia, Schmidt (Hill) e Jenko (Tatum) se conhecem no colegial, ainda jovens, um muito popular e outro totalmente derrotado pelo bullying do dia-a-dia. O tempo passa e se reencontram em um lugar inusitado, se tornam parceiros durante a Academia de Polícia. Como dupla eles tentam se completar mas não são bons policiais, longe disso. Após mais um fracasso em uma tentativa de prisão, são mandados para a unidade secreta chamada ‘21 Jump Street’, coordenada pelo Capitão Dickson (Ice Cube) que pretende prender uma rede de traficantes de drogas que habitam em uma ‘high school’ americana. Assim, eles trocam suas armas e distintivos por mochilas e usam sua aparência jovem para ficarem à paisana, ou pelo menos tentam.

O roteiro é exagerado, ao mesmo tempo tenta ser seguido pelo pessoal em cena. Algumas partes incomodam com a falta de criatividade nos diálogos e uma condução de câmera peculiar nas cenas de ação. O anticlímax nas sequencias de perseguição acaba tirando o foco da situação criada, acontece mais de uma vez durante a fita, o que incomoda o espectador.

Quando os protagonistas precisam voltar à adolescência, os papéis se invertem. Quem era fracassado anteriormente tenta ser o “Popular” e quem era o popular tenta se entender com os nerds do grupo de química. Aos poucos novas amizades vão sendo criadas, afastando os dois amigos. Há um envolvimento profundo, com a situação, de uma das partes, o que atrapalha a dupla na investigação. Lutando contra traficantes caolhas motoqueiros, professoras taradas, os tiras encaram muitos adversários até chegarem em um pequeno mistério, que se instaura para sabermos, quem é o fornecedor.

Um grande ator conhecido aparece de surpresa, disfarçado, como já fizera brilhantemente em outro filme, “Donnie Brasco”. No começo da fita, Channing Tatum parece o ator que fez o vilão de “Um Tira no Jardim de Infância”, Richard Tyson, quem foge da história e põe a memória cinéfila para funcionar pena logo nisso.

Pode ser divertido para que curte longas do gênero. Tem uma deixa enorme para um segundo filme em seu desfecho. Longe de ser a melhor comédia do ano, gera certa expectativa, o que prejudica. É aquele avião que está com tudo pronto para voar mas falta alguma coisa para decolar.  

Crítica do filme: 'Anjos da Lei'


Quem nunca sonhou em ir atrás do seu destino? Em mais uma adaptação para o cinema de uma obra do escritor Nicholas Sparks, dessa vez, temos a busca do protagonista por um caminho, um lugar. Dirigido pelo cineasta africano Scott Hicks,Um Homem de Sorte”, tem intensos clichês que são inclusos na falta de “alma” ao sentimento verossímil dos personagens.

Na trama, que começa ao melhor estilo “Falcão Negro em Perigo”, um fuzileiro naval (Zac Efron) chamado Logan, após alguns incidentes trágicos em batalhas, viaja para casa depois de cumprir seu tempo de serviço no Iraque. Totalmente abalado pelo ocorrido, resolve viajar (a pé, diga-se de passagem) até a cidade onde vive uma mulher desconhecida (Taylor Schilling) que ele acredita ser seu amuleto de sorte durante sua passagem pela guerra. Assim, o protagonista acaba se envolvendo com a moça, o que deixa o ex-marido dela bastante furioso. A revelação da obra do destino mexe com todos, reproduzindo um novo capítulo nessa história.

O longa não foca no triângulo amoroso formado. A mulher aterrorizada pelo ex-marido com um ‘network afiado’ e deveras violento que a ameaça com a possibilidade de pedir a guarda do filho deles a todo instante. E como quase todo filme tem que ter um vilão, o papel do mesmo é muito bem definido nas sequências, o ex-marido irritadinho do novo amor do protagonista. Já sabemos como começam e terminam as histórias de Sparks, não há muito mais surpresas nas tramas sofridas, com alta carga emocional envolvida.

O papel principal, do fuzileiro naval de 25 anos, fica com o jovem Zac Efron. Seu personagem tenta responder a questão: “Porque tantos morreram e ele sobreviveu a guerra?”. Logan é triste, com um olhar deprimido que após sair do exército vai de encontro ao anjo que achou em meio ao inferno de uma guerra. 
Tem uma peculiaridade, gosta de andar (e faz isso o filme todo), assim, chega ao seu destino. Zac, às vezes, parece robótico e apenas em alguns lampejos chega ao ápice com seu personagem. É válida a tentativa do artista californiano ao pegar um papel muito profundo, só assim poderá fugir do rótulo daquele famoso musical adolescente de que fez parte.

É o tipo de trabalho que muitos vão gostar, por isso, para você que curte histórias triviais de amor e eternos clichês do gênero, vá conferir e tire suas próprias conclusões. 

Crítica do filme: 'Um Homem de Sorte'


A gente é o que a gente sente. Seguindo esse lema, o diretor Marcos Prado (diretor do excelente “Estamira”) chega aos cinemas com seu novo trabalho “Paraísos Artificiais”. Entre uma e outra viagem psicodélica, os personagens viajam de Amsterdam ao nordeste do país ao som da música eletrônica. Com algumas cenas calientes, há uma entrega muito grande de Nathalia Dill, Luca Bianchi e Lívia de Bueno para com seus personagens e a história em si. A crítica negativa vai para a montagem, há muita informação nos 15 minutos iniciais, quando o espectador percebe tenta se acostumar com a não linearidade que acompanha a trama até o seu desfecho.

Na trama, percorremos o mundo das ‘raves’, enormes festivais de arte e cultura alternativa com o background sonoro de música eletrônica. Assim conhecemos o trio formado por Nathalia Dill (que encarna sua primeira protagonista no cinema) e sua Érika, que sonha em um dia ser uma bem-sucedida DJ internacional. A bela Lívia de Bueno, intérprete da apaixonada e inconsequente Lara e o mais protagonista de todos, Nando, um rapaz que sofre as consequências de um ato infeliz em uma viagem, interpretado por Luca Bianchi. Os três vivem experiências sensoriais (no sentido das drogas mesmo) intensas que trazem enormes consequências para o resto de suas vidas, como prisão, relacionamentos não aproveitados e uma surpresa que o destino apronta.

Olhar as estrelas no céu, sentir a alucinação ao extremo, ver o pôr do sol, tudo isso tem muito significado para aqueles jovens aventureiros. Tecno music, Disk Jóquei, inúmeras drogas, muita gente não conhece, não entende sobre o que o universo desse filme fala. O “Ping Pong” na linha temporal só tem a conclusão de que o destino está em todo lugar. A não linearidade compromete o longa em alguns momentos, a montagem ficou esquisita, não dá o ritmo necessário para sustentar a história. Quem consegue achar atrativo o modo como foi montado esse filme se sente mais próximo da história, é uma questão deveras pessoal. Para os que se afastarem da história (Quando a memória cinéfila desperta), irão haver semelhanças ou lampejos de “Réquiem para um Sonho”.

Amizades são quebradas, vícios de drogas, novos raciocínios surgem após o encontro com a consequência. A relação entre os irmãos (Nando e Lipe) é muito afetada após a morte do pai, é um dos núcleos mais sólidos da trama, mais fica um pouco para trás por conta das outras histórias que o filme conta. O ator que faz Lipe (irmão do protagonista), César Cardadeiro, é talentoso, transforma o seu personagem coadjuvante em um dos melhores e necessários papéis para o filme.

Com um final sugestivo, “Paraísos Artificiais”, é um longa que quando foca na fuga do mundo imprevisível das drogas e nas escolhas do passado que atormentam o protagonista se torna muito interessante e por isso merece ser conferido. Veja e tire suas conclusões. Viva o cinema nacional!

Crítica do filme "Paraísos Artificiais"


Até onde se sustenta uma amizade? O novo trabalho do diretor Nando Olival (que dirigiu o famoso curta “Eduardo e Monica – O Filme”, que foi usado em uma campanha publicitária de telefonia) fala sobre juventude, amizade, desejos, privacidade e Reality Shows. A proposta de“Os 3” é interessante mas poderia ir mais profundo em alguns assuntos, fica superficial em muitos momentos o que não chega a mexer tanto com o público que acompanha fielmente o desfecho simples que a trama tem.

Na trama, somos rapidamente apresentados a três jovens que chegam de diferentes partes do país para ir para a faculdade na cidade de São Paulo. Em seu primeiro dia na grande metrópole, vão a uma festa e após um inusitado encontro no banheiro, uma estranha atração os une. Pegando carona em um fusquinha de um deles, resolvem alugar um apartamento e começar a viver juntos num lugar próximo à faculdade. Após quatro anos de um relacionamento intenso, com um certo ar de desejo, cada um deles percebe que a separação é iminente. Porém, quando apresentam o trabalho de conclusão de um curso, recebem uma proposta inusitada de transformar suas vidas (e isso, diga-se, suas rotinas) em um reality show, mudando de vez aqueles amigos para sempre.

Um trio de amigos, muito unidos que são conhecidos pelos colegas de faculdade com “Os 3”. Nesse triângulo, vemos claramente que os dois jovens amam a única menina dessa forma geométrica criada, o que gera sentimentos complicados que ficam cada dia que passa mais difíceis de segurar. A amizade desses amigos é inocente e ao mesmo tempo dependente, isso é demonstrado quando uma das partes rompe essa corrente deixando abalada a estrutura (elo) criada.

O filme tem uma proposta interessante que é de brincar com aquelas personalidades dos protagonistas, induzindo-os à um reality show e toda a confusão que dá quando o verdadeiro tenta aparecer em meio às ações de fantoches criadas. Os sentimentos reprimidos (ou escondidos) ganham força e coragem mexendo com todos os envolvidos.

Não é um dos melhores filmes que já fizemos, como mencionado, faltou profundidade (e duração, tem menos de 80 minutos) à fita mas vale a pena conferir!

Crítica do filme: 'Os 3'


Kate Elizabeth Winslet nasceu na Inglaterra em meados da década de 70. A excepcional artista tornou-se conhecida do grande público ao interpretar a personagem Rose na mega produção de James Cameron, “Titanic”, mas antes disso (e depois também, claro) já brilhava nos palcos ingleses e em outros ótimos filmes de grandes diretores. 

O mundo das artes sempre esteve envolto à Kate, seus avós eram administradores de um teatro na Inglaterra e seus pais eram atores, assim como não poderia ser diferente, desde pequena já subia ao palco para se apresentar. Antes dos 15 anos, Kate já estava estudando teatro em uma das escolas mais caras da região onde vivia, um saudoso presente da sua querida avó.
Como muitos atores de sua geração, começou na televisão fazendo pontas em alguns comerciais mas logo depois voltou aos palcos onde fez inúmeras peças e que com certeza a ajudaram a ter uma técnica bastante apurada em cena.

Sua estréia nos cinemas foi no sensacional “Almas Gêmeas” do diretor da saga “Senhor dos Anéis”, Peter Jackson. Venceu pouco mais de 170 atrizes e conseguiu o papel. Todo o esforço valeu muito a pena, sua atuação é maravilhosa sendo elogiada por público e crítica. Com o sucesso nas mãos, quase põe tudo a perder no terrível filme “Um Garoto na Corte do Rei Arthur”. Mas foi apenas uma má escolha. Algum tempo depois, Kate é chamada por Emma Thompson para interpretar a complicada Marianne em “Razão e Sensibilidade”, filme que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar.

Com o sucesso meteórico, a artista inglesa idolatrada pelos cinéfilos de todo o planeta não sabia mas estava prestes a subir mais uma vez de patamar ao conseguir o papel de Rose no filme “Titanic”.  Com o imenso sucesso que o filme fez, Kate se tornou uma das mais queridas e requisitadas atrizes de Hollywood, fato que dura até hoje.

Os 5 melhores de Kate Winslet

O Leitor - Pecados Íntimos - Razão e Sensibilidade - Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças - Almas Gêmeas


5+ O Leitor (“The Reader”, 2008) de Stephen Daldry
Nesse emocionante filme de pouco mais de duas horas, Kate Winslet, domina sua personagem do início ao fim passando ao público todo o drama e emoção daquela figura massacrada pela sociedade. Um dos grandes trabalhos (talvez a melhor atuação de Kate Winslet na carreira) do diretor Stephen Daldry. O longa mereceu todos os prêmios ganhos.

4+ Pecados Íntimos (“Little Children”, 2006) de Todd Field
Falando sobre traição e a conseqüências desse ato, o trabalho do diretor Todd Field, “Pecados Íntimos” é um retrato tenso e comovente sobre a sociedade e as possibilidades de escolha de qualquer pessoa. Nesse filme descobrimos o talento do bom ator, às vezes subestimado, Patrick Wilson que tem sequências excelentes ao lado de Kate Winslet.  

3+ Razão e Sensibilidade (“Sense and Sensibility”, 1995) de Ang Lee
Dirigida pelo cineasta chinês Ang Lee, Kate Winslet, mostrou que sabe fazer filmes de época muito bem, no longa “Razão e Sensibilidade”. Ao lado de grandes nomes do cinema britânico, como: Emma Thompson, Hugh Grant, Alan Rickman, Immelda Staunton e Hugh Laurie ( Sim, o “House”) a ganhadora do Oscar usa e abusa de seu carisma em cena, transformando o filme em um dos melhores trabalhos de sua gloriosa carreira.

2+ Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (“Eternal Sunshine of the Spotless Mind”, 2004) de Michel Gondry
Um dos maiores sucessos da carreira da talentosa atriz é sem dúvidas esse filme de meados de 2004, “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”. O filme, que mostra o talento de Jim Carrey em longas de drama, fala sobre amor, memórias, perdas e consegue se conectar com muitos cinéfilos com uma história muito emocionante brilhantemente interpretada pela dupla de protagonistas. Um filme necessário em qualquer cabeceira.

1+ Almas Gêmeas (“Heavenly Creatures”, 1994) de Peter Jackson
Um dos primeiros grandes trabalhos de Kate nas telonas, “Almas Gêmeas”, conta a história de duas garotas extremamente ligadas que após uma abrupta separação resolvem se vingar. Um filme extremamente intenso, que de drama vira thriller deixando o espectador pasmo com as maravilhosas atuações em cena.



Os 5 piores de Kate Winslet

Enigma - Fogo Sagrado - O Expresso de Marrakesh - Jude – Paixão Proibida - Um Garoto na Corte do Rei Arthur


5- Enigma (“Enigma”, 2001) de Michael Apted
Um thriller que tinha tudo para dar certo, dependeria de um roteiro ao menos que se encaixasse e de boas atuações. Parte disso acontece, parte disso não acontece. É uma das atuações mais fracas da Srta. Winslet no mundo cinematográfico.

4 - Fogo Sagrado (“Holy Smoke”, 1999) de Jane Campion
“Fogo Sagrado” é uma mistura de drama e comédia onde Kate Winslet atua ao lado do experiente ator Harvey Keitel. O roteiro deixa um pouco a desejar e a dupla protagonista não parece ter a harmonia (juntos) necessária para seus personagens brilharem em cena.

3- O Expresso de Marrakesh (“Hideous Kinky”, 1998) de Gillies Mackinnon
Em “O Expresso de Marrakesh”, Kate Winslet interpreta uma mãe que parte ao lado de suas duas filhas para o Marrocos e tem sua trajetória contada pela ótica de uma delas. É um filme que você ama ou odeia, não tem jeito. Algumas pessoas vão se identificar com a história de Julia (personagem principal) outras não. O interessante sobre esse filme é que foi baseado em um romance de uma das netas de Freud, Esther Freud

2- Jude – Paixão Proibida (“Jude”, 1996) de Michael Winterbottom
O longa inglês “Jude – Paixão Proibida” não é um filme ruim mas tem algumas partes muito sonolentas que distanciam o espectador da história, além de ter algumas específicas atuações bem fracas. Vamos apenas dizer que não é um dos melhores trabalhos da nossa homenageada desse Top 5.

1- Um Garoto na Corte do Rei Arthur (“A Kid in King Arthur’s Court”, 1995) de Michael Gottlieb
No começo da carreira a gente sofre não é mesmo? Excelentes atores pegam papéis que estão longe de serem o melhor filme do mundo. Essa é a relação de Kate Winslet com esse filme dirigido por Michael Gottlieb.


Menção Honrosa ou Horrorosa: Kate Winslet, após o sucesso em “Titanic”, voltou a trabalhar com Leonardo DiCaprio no excelente “Foi Apenas um Sonho”, um filme que foi muito pouco falado (não entendemos bem o motivo) na época e que possui atuações maravilhosas dos ótimos artistas. Algum tempo antes, Kate, atuou com Johnny Depp no simpático “Em Busca da Terra do Nunca”.


Top 5 - Kate Winslet


A história não é original, garota de programa que esconde de tudo e todos como gera dinheiro no seu dia-a-dia. O grande trunfo do longa do cineasta esloveno Damjan Kozole está na personagem que é muito profunda (entra até em depressão) por fazer uso dessa profissão e conta com uma inspirada atuação da atriz que faz a protagonista.

Na trama conhecemos Alexandra, uma aluna de uma pequena cidade no interior da Eslovênia. Estudante dedicada ocupa parte do seu tempo com estudos de Inglês, em Liubliana, na capital da Eslovênia. Idealista, busca sua liberdade tanto financeira como pessoal, e no tempo livre, acaba trabalhando como prostituta para altos figurões da cena política da região. Assim, sua vida está indo para onde ela quer (ou não), para onde o vento sopra ela está indo. Até que um dia, uma morte acidental acontece com um dos seus clientes, após o mesmo ingerir dois comprimidos seguidos daquele famoso remedinho azul. Como foi a última pessoa a vê-lo com vida, Alexandra tem sua vida revirada e a imprensa começa a expor seu ‘codinome’ levando à conflitos internos e externos.

O filme retrata as facetas de uma jovem que precisa esconder a polêmica profissão que pratica, seu pai toma papel importante na história quando percebe que algo de errado está acontecendo. Nesses aspectos, o longa analisa a personalidade forte da protagonista em diferentes situações e o seu relacionamento com muitos personagens, há uma entrega muito grande da atriz Nina Ivanisin que tenta flutuar nessas individualidades que cercam a alma da jovem, há uma luta com sentimentos recém-descobertos como: medo, solidão e a depressão.

Brigando contra cafetões, indefinições amorosas com um amigo apaixonado, dificuldades nos estudos, sonho de ter uma moradia própria, a fita flexiona bons momentos quando tende ao lado do drama. Logo que, o longa esloveno tenta fugir desse gênero, vira uma espécie de thriller, em um momento específico, onde não há continuidade nessa proposta deixando um pouco confuso o espectador.  É como se um trem saísse do trilho por alguns minutos e conseguisse voltar.

Para quem curte aqueles filmes cabeça, com uma temática bem profunda, é um prato cheio. O filme é do ano de 2009 e estreia em nossas salas no próximo dia 27 de abril. Vale a pena dar uma conferida na saga dessa jovem em busca de liberdade.

Crítica do filme: 'Slovenian Girl'


Dezenove anos depois de sua última direção no mundo do cinema (“Jennifer 8 - A Próxima Vítima”) o cineasta inglês Bruce Robinson tenta dar um tom de comédia à história de um jornalista que adora uma bebedeira, baseado na trama de Hunter S. Thompson, em “Diário de um Jornalista Bêbado”. Com um bom material humano nas mãos, o longa tinha tudo para ser um sucesso de crítica e público mas acaba virando uma maçante novela mexicana regada à muitos tipos de bebidas, alucinações de línguas gigantes e diálogos esquisitos. Johnny Depp tenta de todas as maneiras salvar o filme, porém, naufraga junto com o péssimo roteiro que não cria nenhuma harmonia para as sequências.

Na trama, um jornalista americano chamado Paul Kemp (Depp) vai para Porto Rico trabalhar para um jornal que está caindo aos pedaços, durante os anos 1950, que é comandado pelo impulsivo Lotterman (interpretado pelo irreconhecível Richard Jenkins). Aos poucos começa a entender e conhecer todo tipo de gente que mora naquela região se metendo em muitas confusões por conta de uma paixão ardente e interesses de influentes locais.

O longa é basicamente um carro desgovernado sem direção. Muitos fragmentos de história tentam se juntar de maneira extremamente confusa afastando o público a todo momento do que é visto na telona. É uma luta constante que o espectador tem contra aquele soninho que sempre aparece quando o filme é ruim. É aquele tipo de filme que não vale a pena segurar aquela vontade de ir ao banheiro que possa surgir.

Tentando manter o filme nos trilhos, Johnny Depp usa e abusa de sua técnica cênica. Nota-se o esforço do conhecido ator para dar entendimento e um sentido ao seu personagem que acaba sendo sugado pela loucura do roteiro.  O mais difícil é saber quem está mais perdido, o personagem do Aaron Eckhart, o personagem de Giovanni Ribisi ou o público. O primeiro, ótimo ator, tem uma de suas piores atuações muito talvez (como nós) por não entender o sentido de Sanderson (seu papel).  O segundo não se entende em nenhum momento com seu louco Moberg, deixando rastros de loucura a cada vez que aparece em cena.  A beleza da texana Amber Heard é mostrada de todas as maneiras (só faltou um zoom em 3D) pena que o personagem é fraco e pouco acrescenta a confusa história.

Uma grande decepção, provavelmente será um dos piores do ano.


Crítica do filme: 'Diário de um Jornalista Bêbado'


Em meio às dificuldades, o que fazemos com as nossas vidas? O novo trabalho do diretor Vladimir Kott, “Gromozeka”, chama a atenção por conta da marginalidade das emoções oriundas de três almas tristes que possuem trabalhos totalmente diferentes do que realmente gostariam. Os coadjuvantes dessa história vão se encontrando, trazendo surpresas para a trama, méritos para o ótimo roteiro assinado pelo próprio diretor. É um hino do desabafo da tristeza, um drama classificado como melancólico, porém, longe de ser chato.

Na trama entendemos melhor a vida de três pessoas, amigos de longa data, que possuem problemas complicados de origens diferentes. Cada um tenta a resolução do seu problema de uma maneira, levando o filme a encontros e desencontros em busca de uma saída, rumo à tentativa de ser feliz. Às vezes sente-se falta de uma trilha interagindo com a trama, o único som que fica na cabeça é o da cena de abertura que tem um bis já no desfecho do filme. As histórias são muito interessantes e envolvem o público com uma carga elevada de sentimento à flor da pele e são coroadas por ótimas interpretações dos protagonistas.

O primeiro amigo é um taxista bigodudo de bom coração que roda pela cidade mas sempre tem o azar de pegar passageiros longe de serem ‘animadores’, além de entrar em desespero ao saber a profissão da filha, abandona o trabalho e passa a seguir os passos dela, chegando à loucura quando negocia uma punição à jovem. O segundo amigo é um cirurgião prestigiado de olhar distante que tem um dia ruim na mesa de operação, problemas com a esposa, gosta de fumar e faz flexões. Mantém uma amante mas não consegue contar a esposa sobre a infidelidade, descobre um problema de saúde e por conta disso sofre com as conseqüências de seus pecados. O terceiro amigo é um policial que sempre foi mal aproveitado nesse serviço, tem sérios problemas com o filho que não quer saber de nada, pratica Tai Chi Chuan para relaxar e acha que a esposa o está traindo, é surpreendido por fatos que o levam surpreendentemente a um final interessante.

Amargurados, machucados pelo mundo, são jogados em situações constrangedoras. Sem encontrar uma luz no fim do mundo, vão ao limite em todos os sentidos possíveis. O final do longa é uma junção de possibilidades de tragédias que os levam à uma pequena redenção, esclarecendo um pouco o que é o sentido da vida para cada um deles.

É um trabalho reflexivo que deve agradar aos cinéfilos que gostam de discussões profundas sobre o viver. Vale a pena conferir o desfecho dessa saga deprimente mas nem por isso desinteressante.


Crítica do filme: 'Gromozeka'

Baseado na história em quadrinhos criada por Stan Lee e Jack Kirby, “Os Vingadores” era um dos filmes mais aguardados do ano (talvez ao lado do novo Batman de Christopher Nolan). Bem, a espera acabou! Para delírio dos fãs, Joss Whedon, famoso diretor de seriados americanos, faz um trabalho fabuloso no comando desses grandes astros conseguindo deixar o crítico de cinema mais chato desse planeta com um sorriso de orelha a orelha quando termina a fita. É absolutamente genial.

Nessa fita tão aguardada, o inimigo da vez é Loki (interpretado pelo ator inglês Tom Hiddleston), irmão desobediente de Thor, que veio de Asgard para recuperar um artefato poderoso.  Assim, quando ele surge de outro planeta ameaçando a segurança global, Nick Fury (Samuel L. Jackson), diretor de uma agência internacional secreta conhecida como “SHIELD”, resolve adotar um plano mirabolante e recruta uma equipe de notáveis guerreiros para livrar o mundo de um possível apocalipse provocado pelas forças do mal. Para a missão de salvamento da terra são chamados: o bilionário, playboy e excêntrico Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), o dorminhoco Capitão América (Chris Evans), o irmão do vilão desse primeiro filme dos Vingadores, Thor (Chris Hemsworth), o calmíssimo Hulk (Mark Ruffalo), o Legolas da nossa geração, Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e a linda e competente Viúva Negra (Scarlett Johansson).

Nessa produção que é um prato cheio para os fãs dos quadrinhos somos, um a um, reapresentados aos nossos queridos e carismáticos heróis.

O Capitão América é mais uma vez interpretado pelo ex-tocha humana Chris Evans (que esteve rapidamente no Brasil, recentemente, divulgando o filme), após acordar de um longo sono o famoso capitão é chamado para a linha de frente pintando e bordando com seu escudo mega protetor que também serve como impulso para pulos sensacionais. Hulk, interpretado muito sabiamente por Mark Ruffalo, em seu momento relaxado divide varias cenas no laboratório com Tony Stark, já em seu momento de fúria destrói prédios, balança (com uma facilidade) vilões de um lado para outro e se torna um dos grandes destaques do longa, com cenas impagáveis. Thor e seu visual Patrick Swayze em “Caçadores de Emoção” (uma das melhores piadas do longa, obrigado à mente brilhante cômica de Tony Stark/ Robert Downey Jr.) tem cenas hilárias com Hulk e Homem de Ferro. Hawkeye, conhecido por nós brasileiros por “O Gavião Arqueiro”, passa parte do filme longe dos amigos de batalha, na verdade em uma corrente totalmente contrária, volta ao normal no fim, ajudando com sua mira certeira. Scarlet Johansson como agente secreta e falando russo irá deixar os marmanjos loucos, vestida de Viúva Negra, impressionante como a personagem caiu bem nela. Mas, não tem como não comentar dele: Robert Tony Downey Stark Jr., roubando a cena, como sempre, na pele do Homem de Ferro, está excepcional em todas as cenas em que participa, faz o público quase aplaudir de pé suas aparições cheias de charme, comédia e competência, vale o ingresso!

O grupo demora a se entender, cada um luta por uma causa até perceberem que podem trabalhar pela mesma. Essa humanização dos papéis é característica bastante evidente no roteiro assinado pelo próprio diretor, assim deixando muitas coisas inimagináveis na linha do possível aproximando o público a cada instante dos queridos personagens. 

Já perto do final, na principal batalha, cada um ajudando o companheiro geram sequências espetaculares, nostalgia nerd cinéfila na telona! Lutando contra lagartos voadores, poderosos do mal com um chapéu de chifres, monstrengos bufando raiva, em meio a muita ação e cenas de lutas muito bem construídas, ninguém tenta aparecer mais que ninguém. Juntos todos os atores em cena estão fantásticos e se doam para transformar esse filme em uma das melhores adaptações de um quadrinho para as telonas.

Você não pode perder esse filme. É para ver e rever! E atenção! Não corram das cadeiras quando subirem os créditos, uma surpresinha os aguarda, fica a dica! O melhor filme, em todos os sentidos possíveis, do ano até agora, calma Bruce Wayne! Maravilhoso, excepcional, se melhorar estraga!  

Crítica do filme - 'Os Vingadores'

Dirigido por Helena Ignez e Icaro C. Martins, "Luz nas Trevas", é um filme que soa como uma paródia inteligente, uma homenagem ao cinema do passado com pitadas de críticas sociais. Falando sobre o Bandido da Luz Vermelha e em paralelo de um suposto filho do criminoso, o filme marca a estreia de Ney Matogrosso como protagonista em um longa.
Na trama conhecemos a trajetória do criminoso que tem o nome de batismo Jorge Bronze mas é conhecido mesmo pelo seu apelido, Tudo-ou-Nada (interpretado pelo ator André Guerreiro) que é filho do famoso Bandido de Luz Vermelha (Ney Matogrosso), que há décadas atrás assaltava casas de ricaços e ganhou manchetes do Brasil sendo transformado em ícone por algumas editorias. Entre um letreiro e outro, somos ouvintes das reflexões do famoso prisioneiro, que praticamente narra o que vemos na telona indiretamente.
Diálogos trágicos cômicos também fazem parte do universo criado. A trama foi adaptada do roteiro escrito por Rogerio Sganzerla, antes do mesmo falecer. Do início ao fim há um certo embaralhamento dos dois filmes sobre o famoso bandido. Tem um desentendimento de Lynch e relembra uma fita, daqueles tempos em que Nicolas Cage fazia bons filmes, “Coração Selvagem” para ser mais específico. Os que se afastarem da trama por algum motivo, acharão o protagonista, Tudo-ou-Nada, parecido com o Rodrigo Sant'anna e seu personagem Admílson.
Cheio de frases de efeito, politicamente incorreto, munido de seu lenço vermelho, além de sua lanterna da mesma cor, vemos as aventuras do criminoso associada a uma trilha sonora bem eclética. Declamando frases profundas, Ney Matogrosso desempenha muito bem seu importante papel na história. A talentosa Djin Sganzerla e sua beleza também dão o ar de sua graça, tem uma cena difícil e que muitos acharão desnecessária, uma nudez frontal que realmente não tinha contexto naquela sequência. Nomes conhecidos do nosso cinema fazem pequenas participações, como Maria Luisa Mendonça, Simone Spoladore (que estava ótima em “Elvis e Madona”), Paulo Goulart, Thunderbird e seu terno chamativo também marcam presença, entre outros.
O seu desfecho à la vídeo clipe musical coroa uma fórmula peculiar que jogada no liquidificador cinematográfico criado agrada as mais cépticas mentes cinéfilas.

Crítica do filme - 'Luz nas Trevas’

Entre castigos, compromissos, leques mensageiros e gratidão, o diretor chinês radicado nos Estados Unidos Wayne Wang (“O Clube da Felicidade e da Sorte”) conta a história de Sophia e Nina, duas jovens que possuem uma amizade muito forte que acaba sendo o tema central da trama. ‘Flor de Neve e o Leque Secreto’ tem o roteiro picotado em várias épocas mostrando ao espectador simbolismos em prol da benevolência. A trilha é muito interessante e se encaixa bem nas sequências.

Na trama, que é ambientada no século 19 na China (em muitos momentos) é centrada na amizade ao longo do tempo entre duas meninas que desenvolvem, a partir da apresentação do mesmo por uma conhecida de ambas, o seu próprio código secreto (laotong) como uma forma de lidar com os obstáculos vividos por elas e em alguns momentos pelas rígidas regras  culturais impostas às mulheres.

A história começa com um acidente logo no início e voltamos ao passado logo nas cenas seguintes para entender o que ocorrera até ali. Sophia veio da Coréia e sempre teve a vida conturbada por morar longe de sua terra, fala chinês com dificuldade e tem poucas ambições na vida, já Nina é uma jovem esforçada que vem de família humilde (seus pais se esforçam para pagar seus estudos nos melhores colégios) e tem um futuro brilhante pela frente. Um dia resolvem ser irmãs juradas (laotong) votos eternos de amizade entre duas jovens e passam a enfrentar todos os obstáculos da difícil vida na China juntas.

Costumes, crenças locais, o filme toca em pontos culturais da região mostrada sempre com uma dose de ficção. Entre um drama e outro, o espectador toma um susto com o aparecimento do ator Hugh Jackman cantando em inglês e em chinês, na pele de um empresário australiano do ramo de casas noturnas mundo à fora. O eterno Wolverine interpreta Arthur, que é apaixonado por Sophia desde o primeiro dia que a viu.

Alguns podem se distanciar da trama por se tratar de costumes pouco conhecidos aqui no Brasil. Uma parte boa do público que irá ao cinema pode não gostar do filme por não conseguir se conectar com a história. O que acontece ao redor da fita é o que chama mais a atenção, a trilha sonora, por exemplo, é muito interessante e se encaixa bem nas sequencias. A beleza das imagens, no figurino e nos lugares usados como locações para o longa, são muito bem construídos para com a história.

É um trabalho belíssimo do diretor Wayne Wang. Vale a pena conferir nos cinemas, a partir do dia 20 de abril.

Crítica do filme - 'Flor de Neve e o Leque Secreto'

Um amor carnal e um amor por consideração, tudo isso em forma de poesia filmada. No novo trabalho dos diretores Beto Brant e Renato Ciasca, “Eu Receberia As Piores Notícias Dos Seus Lindos”, somos apresentados a Lavínia, uma mulher complicada que passou por muitas fases em sua conturbada vida. Vive num triângulo amoroso com um pastor e um fotógrafo, que os leva à um esgotamento até a alma, terminando em um desfecho para lá de simbólico. Com um ritmo lento em alguns momentos, principalmente em seu início, o espectador pode ter uma grande dificuldade de se conectar com a história, porém, já segue o conselho desse amante da sétima arte: Não importa a lentidão, veja-o até o fim é um magnífico trabalho, em muitos sentidos.

O triângulo amoroso que é moldado leva os personagens a um extremo em suas ações e na sua maneira de pensar. É uma fita viril quando tem que ser, carnal como toda relação em alguns momentos.  Se tivesse uma versão estrangeira desse filme, um remake propriamente dito, o diretor mais indicado para comandar esse barco poético seria Steve Mcqueen. Um casamento interessante, não acham?

A trama tenta seguir em sua linha poética, às vezes entre guaches e beijos, muitas vezes via fotografias e expressões artísticas que são muito bem trabalhadas pela lente objetiva dos diretores. Vemos parte da história ser contada por fotografias belíssimas em meio à obsessão do personagem principal por sua musa Lavínia. O veterano ator de teatro Gustavo Machado (que está muito bem no papel) dá vida à Caubi, um fotógrafo que se apaixona por uma mulher casada e vive um intensa paixão que gera consequências à todos, acaba sendo colocado de encontro à frase: “Na terra de cego, quem tem olho é rei”. O Pastor Ernani, outro vértice dessa forma geométrica, é interpretado por ZéCarlos Machado (também excelente no papel). Possui paralelos com a história da mulher que acolhe, vê muito do seu passado naquela jovem alma, parece sofrer junto dela. Lavínia é uma mulher complicada que conhece o marido em circunstâncias terríveis e pouco tempo após esse encontro acabou tendo sua alma salva por esse pastor de fala objetiva. Camila Pitanga passa uma aflição com seu olhar penetrante. Sua Lavínia é um grande enigma, a princípio não sabemos como foi o caminho dessa personagem e impressiona como essa linda atriz consegue interpretar tantas em uma só. Fantástica atuação dessa musa do nosso cinema.

Há cenas muito difíceis para os artistas executarem, há uma entrega grande de todos os envolvidos, é nítido nas sequências. O personagem Victor e suas cutucadas poéticas são um contraponto, ótimo, excelente interpretação de Gero Camilo. O final tem pitacos de crítica social muito bem amarrados no sólido roteiro de Beto Brant, Renato Ciasca, Marçal Aquino.

Falsos finais prolongam a fita até o angustiante desfecho, trágico para alguns e simbólicos para muitos. Em meio a muitos cortes, Beto Brant e Renato Ciasca realizam uma direção muito competente com a câmera esperta e olhares únicos sobre aquela história que saiu dos livros e ganhou uma bela vida na telona.

Recomendado! Dê uma chance ao nosso cinema!

Crítica do filme - 'Eu Receberia as Piores Notícias Dos Seus Lindos Lábios'

Dirigido pelo cineasta francês Robert Guédiguian, “As Neves de Kilimanjaro”, é um drama comovente que fala sobre sindicato, família, amizades e traição. O filme chega a emocionar a partir do momento que você se conecta com a história, fato que pode ocorrer em vários momentos. Os obstáculos que surgem nas vidas dos protagonistas acabam sendo grandes testes para ver como é forte essa relação entre esposa e marido.

Na trama, conhecemos Michel (Jean-Pierre Darroussin, que dá um show em cena) logo quando ele perde o emprego, por meio a um sorteio indigesto. Mesmo com essa nova pulga atrás da orelha continua levando uma vida feliz com Marie-Claire (Ariane Ascaride, maravilhosa atriz) sua simpática e trabalhadora esposa. Ambos adoram reunir a família (filhos, genros, netos, amigos) para qualquer tipo de festividade, contagiando muitos ao seu redor. Como em todo filme de drama, ocorre uma situação constrangedora envolvendo Michel e Marie-Claire, fruto de inveja e má intenção de um rosto conhecido do casal, levando os mesmos a uma luta para decidir o que é certo fazer.

Um filme interessante no quesito família. Vemos a todo momento uma união bem forte entre o casal. Ambos enfrentam dificuldades desde sempre (a esposa chegou a desistir do sonho de ser enfermeira) e a situação só piora com o desemprego surpresa da parte masculina dessa história. Mesmo assim, eles não desistem e o espectador acaba se identificando com essa dupla torcendo para que eles consigam superar mais um obstáculo que chega em forma de traição, da confiança de um terceiro elemento que os conhece.

É o tipo de fita que gera algumas reflexões já em seu desfecho. Será que tomaríamos as mesmas decisões que o casal? Até onde temos que ir para superar um fato lamentável de nossas vidas? Bem, a única certeza disso tudo é que você precisa ir correndo ao cinema conferir esse ótimo trabalho!

Crítica do filme - 'As Neves de Kilimanjaro' (2012)

Com um ar de nostalgia, as boas e velhas piadas do grupo comandado por Jim Levenstein está de volta. Dirigido pela dupla Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg, “American Pie – O Reencontro” é talvez, o grande reencontro de um elenco em uma sequencia que deu certo. Amores do passado, confusões envolvendo sexo, sentimentos antigos (assim como canções antigas) ressurgem nesse retorno da turma original. Muitas outras produções tentaram imitar os personagens de Jason Biggs e companhia, porém, raramente surgirá algo melhor que o original. É um bom presente ao fãs da ‘série’, que estavam totalmente decepcionados com os últimos quatro filmes inexpressivos (após “American Pie: O Casamento”) lançados direto em DVD e sem os astros principais.

Na trama, o famoso grupo de amigos se reúne para uma festa de comemoração, um reencontro entre os formandos do “High School” de anos atrás. Um está com problemas sexuais no casamento (Jim), o outro virou celebridade de um programa esportivo (Oz), o arranjador de confusões Stifler virou um temporário em uma empresa, um viajou pelo mundo (Finch) e o outro é praticamente um ‘dono de casa’ (Kevin). Entre uma confusão e outra, muitas menções ao Facebook (provando que eles estão em um novo século), reflexões sobre a vida e reencontros que marcarão para sempre esses jovens que estavam sumidos da telona.

O pai de Jim, sempre interpretado pelo hilário Eugene Levy, ganha bastante evidência nesse reencontro e tem cenas ótimas com o restante do elenco. O bom roteiro, com diálogos competentes para o gênero, é um dos pontos altos da produção. A piada com Ricky Martin, além de genial, leva o espectador às gargalhadas de maneira contagiante. O impagável Stifler é o grande personagem destaque, novamente. Seann William Scott nasceu para interpretar esse cômico papel.

A cena da panela transparente onde aparece o dito cujo de um dos atores é totalmente desnecessária e realmente não acrescenta nada à sequencia, os exageros nesse tipo de comédia são compreensíveis mas nessa cena específica houve um exagero tremendo.

O contraponto do longa fica por conta da dúvida sobre o que fizeram com suas vidas adultas até aquele momento. Relacionamentos, profissões e muitas outras questões são levantadas e até certo ponto dão um ar de drama em meio à comédia propriamente dita.

Não pense duas vezes, dia 20 de Abril corra para o cinema mais próximo e divirta-se com esses jovens que envelheceram mas continuam os mesmos de anos atrás. Compre a pipoca, chame os amigos e boa diversão!

Crítica do filme - 'American Pie – O Reencontro'

Sabe a lógica do frescobol? Que eu ganho, você ganha? Com uma abertura a La Tim Burton, “Quem se Importa”, é um documentário que fala sobre o empreendedor social. A cineasta Mara Mourão fala sobre o conceito onde todos podemos mudar o mundo, tornando essa afirmação verdadeira via depoimentos de homens e mulheres que revolucionaram vidas. Em um planeta em que o hábito pelo consumo está levando o local aonde vivemos ao caos, vamos conhecer projetos, alguns bem diferentes um do outro, que vão do microcrédito ao treinamento de ratos para encontrar tuberculose e mina terrestres na África.

Nesse trabalho muito interessante vamos descobrir pessoas que estão fazendo muito pelo planeta, a partir de ideias simples. O ganhador do Nobel que criou o microcrédito em uma região que sofria com agiotas, o médico que largou tudo e foi ajudar os necessitados na região norte do nosso país e criou o ‘Saúde e Alegria’ ensinando a população a se prevenir de doenças, um monge belga que cria ratos para identificar minas terrestres e tuberculose na África, a ideia de jovens que uniram a internet com o Microcrédito acreditando na simples crença da dignidade humana, a fundação do primeiro banco comunitário que surgiu em uma favela no nordeste do Brasil, a arte ganhando força com o projeto “Doutores da Alegria” que levam amor, arte e carinho à pessoas em situação difíceis nos hospitais, o americano que ajuda deficientes a se conectarem com outras pessoas através de gostos em comum, uma jovem que luta pelos direitos dos presos além de um homem que apoia os empreendedores sociais pelo mundo.

O ponto negativo desse “Doc.”, acaba sendo mesmo a maneira como é feita a edição do documentário. Entre os muitos depoimentos, uns são extensos outros curtos. Isso afasta um pouco o espectador que, por exemplo, gostou daquela história que fica pouco tempo em tela. A trilha é interessante mas chega a ser um pouco maçante em alguns momentos, tenta entrar naquela história mas às vezes não consegue.

O instigante em todos os relatos é que cada um chegou ao seu projeto de uma maneira. Entre um dos ensinamentos que dá para ser tirado é a privatização de ideias, que não pode existir, temos que ajudar uns aos outros a sempre fazer o melhor, não importando se outra pessoa tem a mesma ideia que eu. A eminente auto destruição do planeta pelos próprios homens, levam muitos desses empreendedores sociais a praticar mudanças que mudam a vida de todos ao seu redor.

Merece ser passado em todas as escolas, universidades, Ongs. Um documentário que pode ensinar muito à população no quesito cidadania. O impacto que esses exemplos podem ter na vida de pessoas que não conhecem esses feitos pode ser bastante positivo e quem sabe a partir daí não comece a plantar uma sementinha de pensamento de mudança em escala global.

Abra sua mente, descubra a sua maneira de mudar o mundo. Dia 20 de abril em alguns cinemas. 

Crítica do filme - 'Quem se Importa'

1)      A Última Casa à Esquerda (2009) – Um filme tenso onde a vingança se torna a única solução.
Depois de estuprarem e maltratarem duas garotas, uma gangue de fugitivos se abriga, sem saber, na casa de veraneio da família das moças. Quando os pais descobrem o que eles fizeram, dão início a uma vingança sangrenta.

2)      Vampiros de Almas (1956) - Um filme que mistura ficação científica com terror e pitadas de Thriller. É da década de 50, sendo adorado pelos cinéfilos que curtem filmes do gênero.

Na trama, numa pequena cidade da Califórnia, um médico recebe vários pacientes reclamando que as pessoas de seu convívio estão estranhas, pois parecem não serem as mesmas e não terem sentimento. Ele acaba descobrindo que alienígenas estão invadindo a cidade, substituindo as pessoas com corpos idênticos, mas sem alma.

3)      Poltergeist (1982)- Um filme aterrorizante que mexe com todos que o assistem. Impossivel pegar água na geladeira no meio desse longa!! Direção genial de Tobe Hooper.

Uma jovem família é atormentada por fantasmas em sua casa. No começo não pareciam oferecer perigo, mas com o tempo se tornam aterrorizantes e acabam por raptar a filha menor.

4)      A Fita Branca (2009) - Eu tinha que colocar algum filme do diretor que eu considero o mais aterrorizante de todos. Uma frieza absurda é transposta nos filmes desse gênio do cinema. A Fita Branca é um filme de suspense que o espectador se surpreende a cada nova descoberta. Sensacional.

Num vilarejo protestante no norte da Alemanha, em 1913, às vésperas da Primeira Guerra Mundial, o longa mostra a história de crianças e adolescentes de um coral dirigido pelo professor primário do vilarejo e suas famílias: o barão, o reitor, o pastor, o médico, a parteira, os camponeses. Estranhos acidentes começam a acontecer e tomam aos poucos o caráter de um ritual punitivo. O que se esconde por trás desses acontecimentos?

5)      Carrie, a Estranha (1976) - Com direção do competente Brian De Palma, Carrie é um daqueles clássicos do cinema que você pelo menos já ouviu falar alguma vez. Um dos melhores filmes da carreira de Sissy Spacek.

Baseado em obra de Stephen King. Dotada de poderes paranormais, Carrie vive solitária com sua mãe, uma fanática religiosa. Após passar por alguns constrangimentos e sofrer na mão de outros alunos na escola, uma série de estranhos acontecimentos começa a ocorrer.

5 dicas de filme para você ver nessa sexta-feira 13

Lembram do Jack e da Rose? Da célebre frase “Eu sou o rei do mundo”? E daquela velinha maluca que joga um colar valioso no fundo do oceano? Sim, cinéfilos, Titanic está de volta, só que agora em 3D. A tecnologia abençoada por James Cameron (diretor desse, que é o segundo maior sucesso de bilheteria da história do cinema) abraça a saga do navio que naufragou antes de chegar ao seu destino. A saga dos apaixonados, que muitos fãs sabem de cabo a rabo, promete voltar a emocionar o grande público que irá conferir nos cinemas essa produção ganhadora de muitos Oscars.

A trama é a mesma (obviamente falando). Em uma viagem do que até então era o maior navio já construído (Titanic), Rose (Kate Winslet) é uma jovem rebelde da alta sociedade que está de casamento marcado com seu ambicioso, chato, rico, noivo Caledon 'Cal' Hockley (Billy Zane). Desiludida e deprimida à bordo do Titanic, ela tenta o suicídio mas é salva por um rapaz, assim conhece Jack Dawson (Leonardo DiCaprio), um nômade, desenhista, aventureiro que ganhou a passagem de navio em uma mesa de pôquer minutos antes do mesmo iniciar viagem. Após muitos encontros agradáveis, Rose se apaixona pelo rapaz. As diferenças sociais fazem com que muitos se oponham ao relacionamento que surge, além do fato de que aquela nova relação era uma traição que acontecia aos olhos do noivo enfurecido. Nesse mar sem fim de confusões, acontece o famoso trágico acidente e que transformam o filme num drama de proporções únicas.

O interessante é analisar o que vão achar as pessoas que só viram esse filme em DVD e nunca tiveram a oportunidade de conferir esse grande sucesso nas poltronas confortáveis dos cinemas. A emoção de estar sentado de frente, à esse longa metragem, é a sensação que muitos amantes da sétima arte querem sentir. É um caso de curiosidade cinéfila evidente. O filme será relançado nesse mês, abril, pois marca 100 anos da história do mega navio que deixou a costa inglesa em 10 de abril de 1912, afundando quatro dias depois.

Já prepararam os lenços? A viagem de 190 minutos já vai recomeçar, em três dimensões! 

Crítica do filme - 'Titanic 3D'

Em seu primeiro longa metragem, o diretor Gavin Wiesen (que também assina o roteiro) tenta acertar a fórmula para a temática “paixonite adolescente”, no filme “A Arte da Conquista”. O inglês Freddie Highmore e a americana Emma Roberts estrelam essa produção que pode fazer um certo sucesso nos nossos cinemas. O filme é curto, tenta ser objetivo e inovador mas acaba sendo bem monótono.

Na trama, o jovem George é um adolescente extremamente solitário que chegou ao último ano do colégio sem nunca ter interagido com seus colegas, como manda a regra. Um dia, ele faz amizade com uma garota chamada Sally (uma menina bem mais popular que ele). Aos poucos vamos percebendo que essa nova companhia de George é bem mais complicada que ele, assim, brotando uma relação bastante diferente.

O interessante da história é o personagem de Freddie Highmore encontrar alguém tão complicado quanto ele e o que isso provoca nessa nova relação. A ideia é ótima e até certo ponto original mas algumas coisas não se encaixam. A depressão e o sentimento anti-social mudam completamente a essência dos personagens e esse caminho é pouco explicado/dedutivo para o público que fica confuso com a montanha russa emocional que o filme se encaminha. Um pouco mais de minutos de fita poderiam ser a chave para explicações que no original parece que faltaram.

Não é uma questão de incompetência, apenas, a jovem dupla não consegue se encontrar em cena. Acredito que a famosa ‘química’ não rolou, o que afasta logo de cara o espectador da história que vem em completo pano de fundo. O engraçado é que os personagens possuem um certo carisma, que de alguma forma, não consegue se conectar com o público. Pode ser também uma questão pessoal, quem sabe a história não consegue chegar com mais facilidade para algum de vocês né?

Essa depressiva história de amor e descobertas estreia dia 13 de abril em algumas salas do circuito brasileiro.

Crítica do filme - 'A Arte da Conquista'

Em 1983, surgia no cenário musical brasileiro uma das grandes bandas de Rock mais populares da nossa história, “Revoluções por Minuto”, ou melhor dizendo, RPM. Na segunda metade dos anos 80, conseguiram bater todos os recordes de vendagens da indústria fonográfica brasileira. Sucessos como: "Rádio Pirata", "Olhar 43", "Alvorada Voraz” tomaram seus espaços nas rádios e programas de todo o Brasil.

Pensando na série de entrevistas que o jornalista Raphael Camacho está fazendo com grandes personalidades da música, das artes, dos esportes comentando um pouquinho sobre cinema, ele foi atrás do tecladista Luiz Schiavon, um dos membros fundadores do grupo RPM.

Falando sobre o clássico da década de 40, de Orson Welles, “Cidadão Kane” e citando o californiano Dustin Hoffman como um dos artistas internacionais que mais gosta dentro do universo do cinema, Schiavon foi muito simpático ao responder às três perguntas que foram feitas.


- Qual o seu filme preferido e porquê?

“Cidadão Kane”, por vários motivos. A discussão sobre a força e influência da mídia, as inovações na forma dos enquadramentos, a técnica narrativa entre outros pontos.



- Qual foi o último filme que você viu?

“Hugo”, de Martin Scorsese



- Qual o artista (pode ser nacional ou internacional) que eles mais gostam dentro do universo do cinema?

Essa é difícil. Existem dezenas dos chamados "monstros sagrados" tanto no Brasil quanto fora e lembrar de apenas um é complicado, mas vamos lá. Cito a ambos pela versatilidade e pelo conjunto de grandes filmes e personagens memoráveis. No Brasil José Wilker e internacionalmente, Dustin Hoffman.

Entrevista com o tecladista da banda RPM, Luiz Schiavon

Será que a bravura e a vingança podem andar lado a lado? A estreia do veterano ator Ralph Fiennes na direção de um longa-metragem, “Coriolanus”, é uma produção muito interessante que mostra as entrelinhas da guerra com bastante intensidade e sangue. Rodado em grande parte em Belgrado (Sérvia) é um filme que os amantes de longas de guerra ficarão com vontade de ver.

Caius Martius Coriolanus (Ralph Fiennes) é um grande herói de Roma. Após alguns acontecimentos passa a ser considerado um traidor pelo povo que tanto defendeu. Sob a influência duvidosa de sua mãe, Volumnia (Vanessa Redgrave), ele decide deixar Roma. Indignado, ele oferece sua vida ao líder rival Tullus Aufidius (Gerard Butler), com quem já havia lutado em outras batalhas antes. Assim, um herói banido que lutava pela cidade que amava junta-se ao antigo inimigo, jurando se vingar sobre a cidade, foco de discussão.

Glória, sede de vitória, coragem, garra, bravura. Alguns desses (e tantos outros) adjetivos chegarão em sua mente cinéfila quando der uma olhada nessa história. O protagonista é um homem que nasceu para ser um guerreiro e às vezes fica cego ao tentar raciocinar o que realmente é aquela guerra que está lutando.  A relação que tem com sua mãe é uma das grandes questões que o longa roteirizado por John Logan (baseado na peça de William Shakespeare) aborda. As falas requintadas (que percorrem o longa como um todo) e os diálogos interessantes que surgem, a partir dessas sequências, tem grandes méritos dos atores envolvidos, Ralph Fiennes e Vanessa Redgrave.

É sempre muito legal ver atores com grande bagagem no mundo cinematográfico inovando, buscando novas maneiras de executar um trabalho. A direção desse filme é muito correta e mostra que Fiennes, se assim ele quiser, veio para ficar (também) por trás das câmeras.

Mesmo que não curta produções de guerra, dê uma chance a esse filme.

Crítica do filme - 'Coriolanus' (2012)

Um homem, um destino, o petróleo e dois pais. Baseado na obra de Hans Ruesch (denominada "Arab"), ‘O Príncipe do Deserto’ tenta se encaixar como um “épico do deserto”, colocando em evidência a chegada do petróleo nas terras árabes no início do século. Dirigido pelo cineasta francês Jean-Jacques Annaud (do ótimo “Círculo do Fogo” e do clássico “O Nome da Rosa”) a trama é moldada de trivialidade o que por um lado é bom, pois, o público se sente mais conectado com o que ocorre na telona, mas por outro lado, é ruim porque seduz com uma fita extensa que fica superficial em muitos momentos.

A história, que é mais ou menos situada na década de 30 na região onde hoje lucram absurdos por conta da descoberta do petróleo, gira em torno de um jovem príncipe árabe dividido entre a lealdade e as indagações de seus dois pais. Por trás da aparência de desajeitado (que o longa faz questão de enfatizar com os inúmeros ‘tropeços’ do personagem no início do filme) logo se percebe um homem íntegro, inteligente que defende seus princípios com sangue e suor. De repente, após muito se aventurar, o protagonista (bem mais maduro nessa altura do campeonato) tenta virar uma espécie de “Emissário da Paz”. Se fosse em nossa época, o Príncipe Auda seria indicado ao Prêmio Nobel.

A diferença entre o ocidente e as terras árabes naquele tempo gira muito em torno das crenças e da politicagem da região. A política e sua linha tênue com o amor são retratadas aos olhos do protagonista com sua eterna paixão. Tahar Rahim tem a responsabilidade de interpretar esse personagem (Príncipe Auda) e não compromete em nenhum momento.

Entre uma passeada de camelo e outra, texanos de botas e chapéus chegam trazendo a promessa de enriquecimento à curto prazo. Muitos ganhos com a descoberta do “ouro negro”: Pequena pista de pouso para aviões, escolas, eletricidade. Mas nem todos os povos estão satisfeitos com essa “inovação”.  Cheio de frases de efeito, os dois governantes (Amar e Emir Nesib) interpretados por Mark Strong e Antonio Banderas valem o preço do ingresso. Cada um com seu personagem, completamente diferentes, ajudam muito para que a trama chegue agradável ao espectador.

A trilha é assinada pelo talentoso compositor californiano James Horner, simplesmente o homem que deu som à Pandora (menção ao seu trabalho em “Avatar”), além de assinar também a trilha do mega sucesso “Titanic”, ambos dirigidos por James Cameron.  Contagiante, eleva os momentos das grandes batalhas nas areias do deserto.

O filme é um pouco grande mas você nem sente o tempo passando, não é o melhor longa de aventura já feito mas vale a pena conferir, estreia dia 13 de abril nos cinemas de todo o Brasil.  

Crítica do filme - 'O Príncipe do Deserto'

Ewan McGregor (Reprodução)
Filho de uma professora e um professor de física, Ewan Gordon McGregor, é um ator escocês bastante versátil que possui muitos filmes no currículo. A veia artística sempre rondou a vida do ator que quando era criança tocava bateria em uma banda e se apresentava em pequenos concertos. Na escola, Ewan se destacava em matérias ligadas às artes, fã de Elvis Presley, o ator que ficou famoso por sua interpretação em “Trainspotting – Sem Limites”, imitava o ídolo em festas, cantando clássicos, como: “Love me Tender” e “Lanesome Tonight”. Seu tio foi grande influência para o jovem McGregor virar ator, Danis Lawson, interpretou um piloto na saga de George Lucas “Star Wars”, deixando o sobrinho fascinado pelo universo do cinema.

Com uma formação teatral passando por uma prestigiada escola de artes em Londres, Ewan teve sua grande chance em uma série de TV chamada “Lipstick on Your Collar”.  Seu personagem conquistou o público e o jovem ator estava perto de realizar seu sonho e entrar de vez no mundo mágico do cinema. Com o sucesso no seriado ganhou a chance de participar de outro trabalho no mundo da TV, “Family Style” e logo depois foi chamado para atuar em um filme com o ator Robin Williams, “Being Human”. Com o sucesso batendo em sua porta não demorou muito para papéis intensos chegarem ate Ewan.  Algum tempo depois do seu filme com Williams, interpretou Alex Law no grande sucesso “Cova Rasa” de Danny Boyle, assim pregando de vez seu nome na indústria cinematográfica.

Abaixo analisaremos os cinco melhores e os cinco piores trabalhos desse ator de 40 anos. Serei muito breve nos comentários dos filmes – assim, o artigo não fica muito grande e ninguém usa a desculpa de que ficou com preguiça de ler (rs). Ainda assim, peço desculpas a todos.



Os 5 Melhores de Ewan McGregor

Trainspotting – Sem Limites, Cova Rasa, Peixe Grande e suas Maravilhosas Histórias, Escritor Fantasma – Sentidos do Amor



5+ Sentidos do Amor (“Perfect Sense”, 2011) de David MacKenzie

O último filme visto por quem vos escreve desse bom ator. Impressiona as atuações e a harmonia em cena de McGregor e Eva Green. Na pele de um cozinheiro que se apaixona por uma médica, Ewan consegue passar ao espectador todo o sofrimento eminente daquela relação que cai em desgraça por conta de uma pandemia que toma conta da humanidade. Um filme muito interessante com um desfecho que levarão muitas pessoas às lágrimas.


4+ O Escritor Fantasma (“The Ghost Writer”, 2008) de Roman Polanski

Na pele de um escritor fantasma que concorda em escrever as memórias do ex-primeiro ministro inglês, Ewan McGregor, envolve o público nesse thriller bastante inteligente dirigido pelo polonês Roman Polanski. Baseado na obra de Robert Harris, esse bom filme conta com ótimas atuações de todo o elenco.


3+ Cova Rasa (“Shallow Grave”, 1994) de Danny Boyle

Um filme aclamado por crítica e público conta a história de três amigos que tem suas vidas completamente mudadas após concordarem em dividir o apartamento com um quarto elemento. Quando esse último aparece morto, o trio descobre uma maleta de dinheiro entre seus pertences, levando-os a uma jornada de suspense e que surpreende o público. Grande trabalho de McGregor.


2+ Trainspotting – Sem Limites ( “Trainspotting”,  ) de Danny Boyle

Um dos principais trabalhos da carreira de Ewan McGregor, dirigido por Danny Boyle, conta a história de um grupo de escoceses viciados em droga. O longa é intenso e passa uma verdade nua e crua sobre a juventude da década de 90. Uma das melhores atuações de McGregor dentro da sétima arte. O filme é baseado no livro de Irvine Welsh.


1+ Peixe Grande e suas Maravilhosas Histórias (“Big Fish”, 2003) de Tim Burton

Talvez o melhor trabalho de Tim Burton nas telonas. “Big Fish” conta a extraordinária história de Edward Bloom aos olhos de seu filho William.  Um filme maravilhoso que emociona a todos os cinéfilos. Ótimas atuações e uma direção impecável do genial Tim Burton tornam esse, um filme de cabeceira necessário para todos os amantes da sétima arte.



Os 5 Piores de Ewan McGregor

A Ilha – A Passagem – Abaixo o Amor – Anjos e Demônios – Incendiário


5- Incendiário (“Incendiary”, 2008) de Sharon Maguire

É muito triste vir aqui nessa matéria e falar mal de um filme com uma das minhas atrizes favoritas do momento, Michelle Williams. Porém, o longa baseado no livro de Chris Cleave, é bastante sonolento, com personagens pouco carismáticos que fazem o espectador se afastar da história a todo instante. Após a morte de sua família num atentado terrorista, uma mulher passa a viver um triângulo amoroso com dois homens que ajudam a jovem a passar por esse momento, cada um da sua maneira. Filme bem fraco que gerou muitas expectativas e não correspondeu às mesmas.


4- Anjos e Demônios (“Angels & Demons”, 2009) de Ron Howard

Baseado no Best-Seller de Dan Brown, “Anjos e Demônios”, é a continuação cinematográfica do terrível “O Código da Vinci”. Consegue ser melhor que o primeiro filme, porém, mais uma vez a adaptação do famoso livro não consegue ser interessante. De volta ao personagem Robert Langdon, Tom Hanks e seu “Mullet” descobre que forças com raízes milenares estão dispostas a levar adiante planos terríveis. A dica é ler o livro já que o filme não consegue ser tão bom.


3- Abaixo o Amor (“Down with Love”, 2003) de Peyton Reed

Dando vida a um repórter mulherengo que tem como objetivo seduzir uma escritora, que escreveu um livro aconselhando as mulheres a manterem o foco na vida profissional e não dar muita bola aos relacionamentos, McGregor não encontra sintonia com Renée Zellweger que interpreta a parte feminina dessa trama. Do meio para frente o filme se torna chato e afasta o espectador com diálogos vazios e sem muita lógica.


2-   A Passagem (“The Stay”, 2005) de Marc Forster

O elenco é muito interessante. Nomes como: Naomi Watts, Ryan Gosling e o próprio McGregor. Pena que a história é muito confusa e não define quando a imaginação termina e a realidade começa. Os personagens ficam tão perdidos quanto o espectador durante os quase 100 minutos de filme.


1- A Ilha (“The Island”, 2004) de Michael Bay

Filme dirigido pelo “explosivo” Michael Bay, “A Ilha”, é uma daquelas histórias que beiram ao fracasso só pela leitura da complicada sinopse. Um filme futurístico que retrata a busca de verdades sobre a essência verdadeira de duas almas condenadas por serem clones. O elenco é razoável mas os personagens são bem fracos, deixando o filme sonolento em alguns momentos. Nem a beleza e o talento de Scarlett Johansson conseguem salvar esse longa que conta com uma atuação abaixo da média do nosso ator homenageado nesse Top 5.


Menção Honrosa ou Horrorosa: McGregor participou do musical de sucesso “Moulin Rouge – O Amor em Vermelho” ao lado de Nicole Kidman e conquistou muitos fãs. É um dos melhores musicais produzidos nos últimos tempos e o artista homenageado por esse Top 5 mostrou mais uma vez sua versatilidade. Outro destaque é a participação de Ewan McGregor no maravilhoso “Toda Forma de Amor” que deu recentemente o primeiro Oscar para o veterano Christopher Plummer.

O artista de 40 anos está atualmente filmando a produção (made for TV) “The Corrections”, ao lado de Rhys Ifans, Maggie Gyllenhaal, Chris Cooper e Dianne Wiest. Na trama, três gerações de uma família disfuncional do Centro-Oeste se encontram em uma casa para o que será o último encontro de Natal lá.

Top 5 – Melhores e Piores: Ewan McGregor, O Versátil Ex-Batera Fã de Elvis

O que você faria se estivesse em um caixa eletrônico, em uma madrugada deserta, prestes a sofrer uma violência de um maluco encapuzado parado em frente à uma porta eletrônica? Dirigido pelo estreante em longas metragens, David Brooks, “ATM” (como são chamados os “Caixas Eletrônicos 24 horas” nos EUA) tenta criar uma atmosfera de suspense que não surpreende nem gera medo em nenhum dos 90 minutos de filme. Muito difícil saber quem está pior em cena, Josh Peck ou Alice Eve. Brian Geraghty ao menos se esforça ao seu máximo para tentar dar algum sentido ao seu medroso personagem.

Na trama, um amigo convence um outro de ir à uma festa de confraternização onde estará a garota de seus sonhos. Após um lance de sorte (bastante forçado, diga-se de passagem) o jovem apaixonado tem a chance de dar uma ‘carona amorosa’ à sua eminente conquista, porém, um amigo também embarca nessa viagem e o trio, após um pedido inusitado por comida, dá uma parada em um caixa eletrônico onde acabam em uma luta desesperada para salvar suas vidas quando ficam “presos” no local por um homem misterioso vestido com uma roupa de frio.

Quem assina o roteiro é Chris Sparling (que também fez o roteiro do ótimo “Enterrado Vivo”), pena que não consegue acertar com esse. Tudo é muito sem sentido e o material humano também não ajuda. Muitas das situações que vemos nas sequências são extremamente forçadas e sem um pingo de criatividade, deixa muito à desejar. É uma verdadeira maratona ir até o fim da fita.

Tem coisas que não dá para entender:  1) Porque eles decidiram ir até o “ATM” mais escuro, isolado e sombrio da cidade? 2) Porque o carro foi estacionado a muitos metros de distância da entrada do “ATM” ? 3) Qual o motivo do Serial “ATM”? Essas são apenas algumas, muitas outras vocês indagarão se forem ver esse longa que prometia ser ao menos interessante mas se perde do início ao fim.

Esse não vale nem levar aquela paquera para ver, o filme não dá medo! Se você quer pulos nas cadeiras ou uma trama intrigante corra para ver outra fita! Muito abaixo da média entre os filmes do gênero!

ATM

Crítica do filme - 'ATM'

Durante muito tempo, o jornalista que vos escreve, esteve pensando em uma maneira de falar para vocês leitores sobre um de seus desenhos preferidos durante a infância, “Caverna do Dragão”. Após muito relutar e analisar como esse sucesso dos anos 80 (que teve três temporadas e 27 episódios, sem um final) poderia correr em paralelo com o mundo do cinema, um dia, a lâmpada acendeu em uma madrugada. Já que nenhum produtor se mobilizou (ou se mobilizou e não se concretizou) para fazer a versão cinematográfica desse clássico, vamos tentar dar uma ajudinha, pensando em quem seria os atores, o diretor, o roteirista que se encaixariam como uma luva nos carismáticos personagens dessa grande história.

Primeiro foram feitas as escolhas em torno de uma possível produção hollywoodiana do desenho, com o sucesso do post e com uma chuva considerável de pedidos para ser feito a versão brasileira desse ‘sonho’ não foi pensado duas vezes, os dedos voltaram às teclas e aqui estamos nós. Pensando em uma produção brasileira, uma espécie de mini-série ou seriado, quem seriam os prováveis atores e atrizes brasileiros que interpretariam os saudosos personagens da animação? Venha descobrir ao longo dessa matéria!

Antes de analisarmos os personagens e seus melhores artistas para interpretá-los, vamos contar rapidamente a história para quem não conhece. Sim, é possível que alguém não conheça!

A curta sinopse (que você encontra parecida em qualquer site que fala sobre o seriado) é a de um grupo de jovens amigos que estão num parque de diversões e acabam embarcando em uma montanha russa. Durante esse passeio, um portal se abre e leva-os à um outro mundo. Nesse outro lugar, ganham roupas e armas mágicas de um anão velhinho chamado Mestre dos Magos. Após o susto e de se estabilizarem no novo ambiente, buscam desesperadamente o caminho de volta para casa. Mas não é tão fácil assim, aos poucos vão descobrindo muitas dificuldades, além, de volta e meia entrarem em atrito com o vilão da série, Vingador, um ser maléfico que deseja dominar por completo esse novo lugar em que eles estão.

Agora que estamos ambientados com a história, vamos sonhar um pouquinho?
                                                    
Hank

O líder do grupo. Nutre uma paixão por Sheila e se sente muito culpado por ter convencido seus amigos a entrar no carrinho da montanha russa. Seu poder é um arco que cria flechas energéticas e muitas vezes até corda esse arco vira.

Quem deveria interpretá-lo na versão brasileira: Rafael Cardoso
Porque: Rafael já teve experiências no cinema, é muito parecido com o Hank fisicamente e se conseguisse achar a alma de herói do personagem poderia ser um dos grandes destaques do longa.


Eric

Com sua roupa de cavalheiro, Eric, é um dos mais chatinhos personagens (isso não quer dizer que não o adoramos). Especialista em colocar o grupo em perigo, muito por sua arrogância e egoísmo. Seu poder é um escudo que protege uma pequena área ao seu redor quando acionado.

Quem deveria interpretá-lo na versão brasileira: Caio Castro
Porque: O jovem ator que ganhou fama rapidamente por seus papéis no seriado “Malhação” e na última novela das oito, poderia se encaixar como uma luva no papel do caricato Eric.  


Diana

A grande atleta do grupo, elasticidade é o seu forte, ajuda muito ao grupo com suas acrobacias. É uma das personagens mais confiantes da trama e possui como poder um bastão que é muito usado em acrobacias e que regenera caso quebrado.

Quem deveria interpretá-la na versão brasileira: Sheron Menezes

Porque: Além de ser uma bela atriz, Sheron Menezes daria um charme único para a personagem. Diana passa uma calma e uma simpatia quando em cena, Sheron seria o nome certo para interpretá-la.


Sheila

É irmã de Bobby. Sempre procura proteger o corajoso irmãozinho das confusões que o mesmo se mete. Seu poder é uma capa que possui um capuz o que da invisibilidade quando preciso.

Quem deveria interpretá-la na versão brasileira: Nathalia Dill

Porque: Essa seria a grande aposta. Após papéis puxados ao drama, na televisão, a jovem atriz Nathalia Dill poderia surpreender na pele da simpática Sheila. Não seria seu primeiro trabalho no cinema, já que, Nathalia está no elenco do longa “Paraísos Artificiais” que estreia em breve.


Presto

A insegurança em pessoa. Tem um dos poderes mais interessantes: um chapéu de feiticeiro. Pena que o jovem de óculos não controla direito o poder recebido se atrapalhando em muitas situações. É um típico nerd que tem em todo grupo de jovens.

Quem deveria interpretá-lo na versão brasileira: David Lucas

Porque: David Lucas é um jovem ator que recentemente fez a novela das oito, no papel de René Junior. Seu acessório, seria um óculos que chamasse a atenção. Ficaria muito bem e os fãs ficariam felizes com a escolha.

Bobby

O mais jovem dos amigos, sem dúvidas, o mais corajoso do grupo. Com um temperamento extremamente inconseqüente, cansa de colocar a todos em perigo. É o irmão caçula de Sheila. Seu poder é um tacape (igualzinho ao usado pelo “Capitão Caverna”) muito poderoso que ajuda e muito o grupo a sair de enrascadas (muitas vezes em situações criadas por ele mesmo).

Quem deveria interpretá-lo na versão brasileira: Pedro Malta

Porque: O famoso garotinho da novela “Coração de Estudante” cairia como uma luva na papel do valente Bobby. Mesmo estando mais velho, não tenham dúvidas que ele ficaria perfeito como o jovem herói.


Mestre dos Magos

Figura presente em quase todos os episódios, é uma espécie de guia do grupo. Figura bastante controversa até pelos fãs da série. Não se sabe se ele está ali para ajudar mesmo ou para atrapalhar (como ocorre em alguns episódios). Tem o poder de irritar os jovens quando fala algo ambíguo e desaparece instantaneamente.
 
Quem deveria interpretá-lo na versão brasileira: Stênio Garcia

Porque: Um dos mais competentes atores do nosso país daria um show na pele do famoso anãozinho que sempre ajuda os jovens contra as maldades do Vingador. Ele é um pouco parecido, não acham?


Uni

Um filhote de unicórnio com um chifre poderoso que tem um carinho especial por Bobby (e vice-versa). Tem alguns poderes mágicos não muito bem controlados. É marcado por um episódio em que por sua causa o grupo acaba não voltando para casa.

Quem deveria interpretá-lo na versão brasileira: Wágner Moura

Porque: Wágner Moura faria o que Andy Serkis faz, ser um perito em dar vida a seres computadorizados. O laboratório para o personagem seria exatamente esse: 3 semanas em Hollywood tendo aulas com o mestre Serkis. Ninguém no planeta faz isso com tamanha maestria como o veterano ator inglês que já foi o traiçoeiro Smeagol (Gollum) na saga “Senhor dos Anéis”.  Wágner é um dos nossos melhores atores e tenho certeza, daria um show na pele do unicórnio famoso.


Vingador

Como toda boa história tem que ter um vilão emblemático, no caso de “Caverna do Dragão” o papel fica com Vingador. Com muitas habilidades (todas usadas para o mal), seu único objetivo é possuir as armas poderosas do grupo de jovens e ampliar seus poderes no reino.


Quem deveria interpretá-lo na versão brasileira: Alexandre Nero

Porque: O ator em seu último papel (Baltazar, na novela “Fina Estampa”) provou que pode viver um intenso personagem e também, porque não, mostrar as fragilidades da alma conturbada do Vingador. Ficaria muito bem no papel do grande vilão da história. 

Quem deveria ser o roteirista: Cláudia Mattos, Fernando Meirelles, Bráulio Mantovani
Porque: Claúdia foi responsável por um dos melhores roteiros de um filme nacional no ano que passou (o longa “180 Graus”), Bráulio fez os roteiros de grandes sucessos nacionais e Fernando saberia muito bem adicionar muitas boas ideias. Poderia surgir um grande trio pro nosso cinema.


Quem deveria assinar a trilha sonora: Alexandre Desplat
Porque: É o melhor ‘trilheiro’ atualmente. Nesse caso, sem desmerecer o talento que temos em nossa terra, importaríamos. Desplat chegará em breve ao patamar de John Williams.


Quem deveria ser o diretor: Fernando Meirelles
Porque: É um dos nossos melhores diretores atualmente. Poderíamos, por exemplo, abrir o festival de Cannes com esse filme, ia ser o máximo né? Rs.





 

Se tivesse um filme NACIONAL do desenho “Caverna do Dragão” quem seriam os mais cotados para os papéis?