Além da Linha Vermelha - Cinema com Raphael Camacho

Top Gun - Cinema com Raphael Camacho

Vencedores da promoção Larry Crowne

Em uma época distante ou próxima (como preferirem), os “bombeiros” tem como sua principal função na sociedade queimar qualquer tipo de material impresso, pois, foi colocado aos mesmos que leitura (literatura) é um dos propagadores da infelicidade na vida das pessoas. O personagem de Oskar Werner (Montag), é um bombeiro nessa sociedade. É um dos poucos que começa a questionar tal racionalidade principalmente quando vê uma jovem (sua vizinha) preferir ser queimada junto com seus livros (uma vasta biblioteca) ao invés de permanecer viva.

Em um universo onde a leitura é bastante questionada e leis de não incentivo à mesma são seguidas fervorosamente pelos “bombeiros”; encontramos como o palco central de Fahrenheit 451, um dos maiores clássicos, de um roteiro adaptado, do cinema mundial.  O longa, nos mostra uma cidade deteriorada por inovações e total esquecimento de princípios básicos que afloram racionalidades uniformes. O personagem principal (Guy Montag) é um desses “bombeiros” (sua função, basicamente, é queimar livros) e ao longo da trama vamos vendo o quanto a sociedade em que vive gera altas crises ideológicas e existenciais para o mesmo. Sua vida começa a fazer algum sentido quando se depara com sua jovem vizinha Clarisse McClellan, uma adolescente que, assim como Montag, questiona o mundo onde vive. Após o desaparecimento, bastante nebuloso de Clarrise, Montag se revolta contra o mundo em que vive  e resolve esconder alguns livros na sua própria casa. Não satisfeito, começa a procurar aliados que compartilhem um pouco das suas idéias. Encontra mais um personagem, o professor Faber, que o ajuda a entender melhor o valor dos livros e se junta à um grupo, onde refugia-se, seguindo à risca o objetivo desse grupo: decorar as obras literárias na memória.

Fahrenheit 471 é uma crítica muito inteligente sobre a crise existencial que muita gente passa e nem percebe. Ray Bradbury criou essa obra-prima metafórica (em 1953, com o título de Fireman) sobre um mundo onde o livro, vejam só, é determinado como uma coisa ofensiva e que trás infelicidade. Mas basta uma pessoa vir com um pensamento contrário às regras que outras começam a fazer o mesmo e tem-se questionamentos e adequações às suas próprias certezas. François Truffaut, um gênio da sétima arte, tem em Fahrenheit 471 seu único filme em inglês e em cores.

Fahrenheit 451 - Cinema com Raphael Camacho

Amizade Colorida - Cinema com Raphael Camacho

Promoção! Concorra a um par de convites para o filme Larry Crowne

Muitos clichês. Impossível não comparar essa produção ao filme Uma Noite no Museu. Não tinha como começar a falar (desse novo longa de Frank Colaci, que tem uma direção apenas regular) com outras palavras. O roteiro tem muitas falhas e as atuações não ajudam, tornando esse, uma grande decepção.

Na história, um simpático funcionário de um zoológico americano tenta reconquistar uma ex-namorada com a ajudada bem peculiar dos animais que toma conta. Mas, a forte amizade com a nova veterinária faz com que ele descubra que amor está mais perto do que ele pensa.

Kevin James mostra ser um ator com certo carisma mas vai demorar a chegar no nível de outros artistas do gênero. Muitos desses, mostraram realmente seu valor, em filmes dramáticos e personagens completamente diferente de qualquer palhaçada. Jim Carrey fez Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças; Will Farrell fez Mais Estranho que a Ficção; Adam Sandler fez Embriagado de Amor. Será que Kevin conseguirá fazer um filme de drama tão bem quanto esses artistas?

Em algumas passagens em que o personagem principal interage, dialogando com o Leão, algumas falas parecem muito com diálogos contido no livro famoso de Sun Tzu, A Arte da Guerra. Achei esse fato bastante curioso. As cenas com o gorila Bernie são até engraçadas e divertem o espectador, já em uma outra de dança, tudo é muito mal feito, não adicionando absolutamente nada à trama. Muita bobagem por sinal.

No elenco de apoio estão Rosario Dawson (que fez o polêmico Kids) e Leslie Bibb. Essa última tem uma péssima atuação e com certeza, a premiação Framboesa de Ouro, já tem uma forte candidata para próximas indicações ao temido prêmio.

Para quem gosta de ver erros de gravações de filmes, fique sentado no cinema mesmo quando aparecerem os primeiros créditos finais, tem algumas cenas cômicas de erros das filmagens.

Era para ser uma diversão familiar, mas os clichês e as atuações irregulares tornam Zelador Animal, uma fraca indicação para você sair do conforto de sua casa em direção aos cinemas.

Zelador Animal - Cinema com Raphael Camacho

Eu, falando de Premonição 5 no @plustv

Um novo gênero musical (inventado para o filme), uma abordagem as vezes interessante e um esforçado elenco, compõe as primeiras impressões do novo longa de comédia ‘Família Vende Tudo’. Dirigido por Alain Fresnot (que dirigiu o ótimo ‘Batismo de Sangue’), repleto de atores de renome da nossa dramaturgia, conta a história de uma família bem humilde que tenta dar um golpe em um cantor famoso.

O som no início do filme é abafado e cria uma certa angustia aos espectadores, principalmente, aos que sabem dos grandes problemas com a qualidade dos nossos áudios numa época passada.

Desnecessária algumas cenas de nudez. Marisol Ribeiro em seu primeiro trabalho nas telonas tem algumas cenas desse tipo durante o longa. Luana Piovani também tem uma cena semelhante. Nosso cinema acabou com esse tipo de ‘nudez gratuita’ a muito tempo, tomara que não voltemos a tempos nebulosos da nossa sétima arte.

O longa tem falas esquisitas e que soam muito mal quando há a reprodução. Exemplo: “Ele é mais cheiroso que na TV”.

Lima Duarte sempre muito competente tenta ser um dos pontos altos do longa. Em uma passagem da trama, aparece jogando carteado no boteco com o ator que fazia parte do elenco do ‘Telecurso 2000’ . Isso me fez relembrar a minha infância.

Marisa Orth, aparece pouco, mas é muito boa a cena em que aparece como pastora, pregando com palavras e gestos. A personagem Glória é bem caricata mas não consegue bons diálogos quando interage com os outros personagens. Beatriz Seagal é uma das boas atrações do filme. Abusa de seu talento na pele de uma apresentadora daqueles programas sensacionalistas que conhecemos bem. A caracterização dos personagem, figurino e cenários ajudam a mostrar bastante realidade durante a produção.

O desfecho do personagem principal, interpretado por Caco Ciocler, é atual, transformando o chique em algo religioso.

É um longa nacional que vai rodar os cinemas de todo o Brasil. Tem muitos problemas, mas vá ao cinema para prestigiar a nossa sétima arte. Quem sabe não tem uma opinião diferente!

Família Vende Tudo - Cinema com Raphael Camacho

Está chegando a hora! Entre os dias 06 e 18 de outubro começa o Festival do RJ de cinema. Com grandes expectativas sobre as produções brasileiras e do mundo a fora, esse ano promete levar muitos cinéfilos às concorridas sessões do festival. 
Foram anunciados algumas produções selecionados da Première Brasil, vamos à lista?

COMPETIÇÃO LONGAS DE FICÇÃO
1. A NOVELA DAS OITO de Odilon Rocha
2. AMANHÃ NUNCA MAIS de Tadeu Jungle
3. EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DE SEUS LINDOS LÁBIOS de Beto Brant e Renato Ciasca
4. GIRIMUNHO de Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina
5. HISTÓRIAS QUE SÓ EXISTEM QUANDO LEMBRADAS de Julia Murat
6. MÃE E FILHA de Petrus Cariry
7. A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA de Vinícius Coimbra
8. O ABISMO PRATEADO de Karim Aïnouz
9. SUDOESTE de Eduardo Nunes


HORS CONCOURS FICÇÃO
1. CAPITÃES DE AREIA de Cecília Amado
2. CORAÇÕES SUJOS de Vicente Amorim
3. O PALHAÇO de Selton Mello
4. OS 3 de Nando Olival
5. REIS E RATOS de Mauro Lima

NOVOS RUMOS
1. PARAÍSO, AQUI VOU EU de Walter Daguerre e Cavi Borges
2. CRU de Jimi Figueiredo
3. DIA DE PRETO de Marcos Felipe, Daniel Mattos e Marcial Renato
4. RÂNIA de Roberta Marques
5. TEUS OLHOS MEUS de Caio Sóh
6. VAMOS FAZER UM BRINDE de Cavi Borges e Sabrina Rosa
7. CIRCULAR de Adriano Esturilho, Aly Muritiba, Bruno de Oliveira, Diego Florentino e Fábio Allon
8. ESPIRAL de Paulo Pons

COMPETIÇÃO LONGAS DOCUMENTÁRIOS
1 . A ERA DOS CAMPEÕES - de Cesario de Mello Franco e Marcos Bernestein -
2. CANÇÕES de Eduardo Coutinho
3. LAIÁ, LAIÁ de Alexandre Iglesias
4. LUZ, CÂMERA, PICHAÇÃO de Marcelo Guerra, Gustavo Coelho e Bruno Caetano
5. MARIGHELLA de Isa Grinspum Ferraz
6. MENTIRAS SINCERAS de Pedro Asbeg
7. OLHE PRA MIM DE NOVO de Kiko Goifman e Claudia Priscilla
8. OS ÚLTIMOS CANGACEIROS de Wolney Oliveira

HORS CONCOURS DOCS
1. CASA 9 de Luiz Carlos Lacerda
2. UMA LONGA VIAGEM de Lúcia Murat
3. VIDA DE ARTISTA de José Joffily

RETRATOS


1. Abdias Nascimento, Um Brasileiro do Mundo de Aída Marques
2. Augusto Boal e o Teatro do Oprimido de Zelito Viana
3. Bruta Aventura em Versos de Letícia Simões
4. Cena Nua de Belisário Franca
5. MARCELO YUKA NO CAMINHO DAS SETAS de Daniela Broitman
6. Salgado Filho - O Herói Esquecido de Ricky Ferreira

PREMIERE LATINA
1. CARTA PARA O FUTURO de Renato Martins
2. CUBA LIBRE de Evaldo Mocarzel

MOSTRA EXPECTATIVA
1.TAMBORES de Sérgio Raposo
2. VALE DOS ESQUECIDOS de Maria Carvalho Raduan

PANORAMA DO CINEMA MUNDIAL
1.Rock Brasília, Era de Ouro de Wladimir Carvalho

MOSTRA ITINERÁRIOS ÚNICOS
1. Um dia com Frederico Morais de Guilherme Coelho
2. Meia hora com Darcy de Roberto Berliner

COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS
1. A FÁBRICA - de Aly Muritiba
2. ASSIM COMO ELA  de Flora Diegues
3. ASSUNTO DE FAMÍLIA de Caru Alves de Souza
4. DOIDO PELO RIO de Marcio Câmara
5. GISELA de Felipe Sholl
6. INQUÉRITO POLICIAL de Vinícius Casimiro
7. ISSO NÃO É O FIM de João Gabriel
8. O CAVALO  de  Joana Mariani
9. O CÉU NO ANDAR DE BAIXO  de Leonardo Cata Preta
10. PASSAGEIROS de Bruno Mello
11. QUAL QUEIJO VOCÊ QUER? de Cíntia Domit Bittar
12. SOBRE O MENINO DO RIO de Felipe Joffily
13. TELA de Carlos Nader
14. TEMPO DE CRIANÇA de Wagner Novais
15. CINE CAMELÔ de Clarissa Knoll (doc)
16. UMA VISITA PARA ELIZABETH TEIXEIRA de Susanna Lira (doc)
17. URÂNIO PICUÍ de Tiago Melo e Antônio Carrilho (doc)

 Hors Concours CURTAS-METRAGENS
1. RETRATO FALHADO - de André Warwar
2. O BRAZIL DE PERO VAZ DE CAMINHA  de Bruno Laet

MOSTRA RETRATOS CURTAS-METRAGENS
1. COUTINHO REPÓRTER - de Rená Tardin
2. A MUSA DA MINHA RUA  de Adolfo Lachtermacher

Divulgada lista das produções nacionais para o Festival do RJ 2011

Um visual brasileiro com toque italiano. Personagens carregados de emoção e sofrimento. No novo trabalho de André Ristum, vemos essas e outras coisas serem expostas para o espectador de maneira intensa, tornando o longa uma boa pedida para quando entrar em cartaz nos nossos cinemas, no dia 7 de outubro.

Logo no início percebemos certa preocupação com o cenário. Tudo é muito bem encaixado. Com lindas Paisagens, uma narrativa densa e um elenco que interage de forma muito inteligente, começa um pouco vago mas aos poucos vamos interagindo melhor com a história.

No filme, um homem bem sucedido tem que voltar às pressas da cidade onde mora (alguma italiana) para o Brasil por conta do falecimento de seu pai. Chegando na sua terra natal reencontra seu irmão e descobre que seu pai tinha uma outra filha bastante especial. O impacto da chegada da jovem especial, gera conseqüências que recaem sobre a relação já deteriorada da família.

O personagem Marcos, amargurado e mostrando traços de tristeza passada, tenta ser o elo forte da trama com o espectador. Rodrigo Santoro, que interpreta esse, tem um papel muito complicado em suas mãos, mas consegue dar um toque sério bastante interessante ao mesmo. Santoro, fala dois idiomas na história e dá um show na fluência das duas línguas (Português e Italiano). A variação das emoções desse personagem deixa a produção, às vezes, com conclusões apressadas sobre a eminência da história.

Em alguns takes, Anita Caprioli parece a atriz francesa Sophie Marceau. Essa jovem atriz italiana é uma grata surpresa e ajuda muito a dar certa veracidade aos fatos apresentados na pele da mulher do personagem Marcos. Muito da história inicial dessa família desunida é mostrada aos olhos da personagem Giulia que em uma das sequências passeia pela casa da família de seu esposo e acompanha dezenas de fotos pelas paredes do casarão.

Já, com um papel muito difícil em suas mãos, Débora Falabella faz o simples e conquista o público com uma boa atuação. Paulo José aparece pouco mas emociona sempre quando em cena. Cauã Reymond é uma aposta para próximos trabalhos no cinema, sua curva é positiva (em relação aos seus últimos trabalhos nas telonas) e vem entendendo cada vez melhor seus personagens, apesar que, nesse em específico achei que se perdeu em alguns momentos.

A casa da família dos personagens principais parece aqueles que lemos em livros da Agatha Christie.

Na menção à mala de Santoro: “- parece um quadro de Pollock...” Me lembrara do filme homônimo ao artista, onde o personagem principal é interpretado pelo fantástico Ed Harris.

É uma película que emociona e te deixa envolvido principalmente do meio para frente. São 90 minutos de um bom cinema nacional. Compre a pipoca e vá assistir!
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Meu País - Cinema com Raphael Camacho

Um dos filmes de comédia mais longos desse ano. Tem mais de duas horas de fita e muitos altos e baixos. O roteiro parece ter sido escrito por um monte de pessoas que ficaram passando a caneta de um pra um escrevendo sempre em cima da idéia de outros. Assim, começo falando sobre essa nova comédia estrelado pela Nova-Iorquina Kristen Wiig (que também assina o roteiro).

Na trama, uma mulher solitária (ex-dona de uma loja de bolos), deprimida, que tem em sua única alegria na vida a amizade com Lilian (interpretada por Maya Rudolph). Elas passam o tempo todo juntas (até fazem aula de ginástica escondida do professor) até que Lilian resolve se casar e uma terceira pessoa (personagem de Rose Byrne) se coloca à frente dessa amizade gerando inúmeras situações constrangedoras para ambas as partes.

Algumas cenas são totalmente desnecessárias e parece que só quiseram “Encher lingüiça” dentro do roteiro. Em uma dessas, a noiva faz cocô no meio da rua e uma outra personagem, faz o mesmo, dentro da pia de uma loja chique de roupas para casamento. Pegou mal à beça essas cenas em que as “madrinhas do casamento” passam mal comendo um churrasco brasileiro! Quiseram brincar logo com o nosso país que tem uma das melhores culinárias do mundo?  De vez em quando nosso país é alvo de brincadeiras dentro de produções (principalmente hollywoodianas), bem, temos que levar na esportiva, não é?

A película é produzida pelo Judd Apatow, que ficou famoso dirigindo filmes como: Ligeiramente Grávidos e O Virgem de 40 Anos.

Como o longa tem algumas cenas engraçadas pode ser que você cinéfilo saia do cinema feliz. Mas, acredite, não é nem de longe o melhor filme de comédia do ano.



Missão Madrinha de Casamento

Numa nova aventura para fugir da morte, que estréia dia 23 de setembro em nossa terra, Premonição 5, promete levar muitos fãs da franquia às salas de cinema de todo o Brasil.

O roteiro segue a mesma lógica dos outros quatro filmes. Às vezes lembra um pouco Jogos Mortais. Algumas situações que ocorrem nessa produção são ótimas para boas e criativas interpretações. As cenas da “ginástica” geraram risos e calafrios da platéia. Em uma outra sequência, o olho sendo atropelado, é uma daquelas imagens que os fãs de premonição sabem que vão existir nos filmes da saga.

Na trama, um grupo de jovens trabalhadores de uma empresa vai a uma espécie de excursão e um deles prevê que algo está errado, salvando a vida de alguns. Mas não era isso que tinha que ter ocorrido e os sobreviventes começam a correr um risco novo a cada segundo. A produção se segura por pouco na corda bamba para deixar de ser uma paródia de todas as sequências. Aconselho a ver em 3D, ficaram bem legais os efeitos(meio trash, porém de boa qualidade).

O elenco parece ter sido selecionado a partir de semelhanças com atores renomados. Tem um parecido com o Tom Cruise, outra com a Sarah Polley, tem até uma igual a Megan Fox, o protagonista é muito parecido com o James Lafferty(astro de One Tree Hill).  As expressões forçadas do protagonista seguem, do começo ao fim, nesse novo longa, dirigido por Steven Quale (que tem sua estréia na direção de um longa-metragem).

Todo grupo tem um chato e dessa vez não é diferente. É bizarro a morte desse na fita. Um dos personagens virando um psicopata é o grande diferencial para os outros filmes da série. Uma surpresa bem interessante rouba a cena no final.

Os créditos iniciais longos, lembram dos outros da saga e dá mais tempo para você chegar às salas de cinema após ficar naquela tradição longa fila para comprar pipoca. Os créditos finais também são eletrizantes e fazem uma homenagem, mais uma vez, a todos os filmes da franquia Premonição.

Não é o melhor longa do mundo mas diverte! Vá ao cinema e confira!

Premonição 5 - Cinema com Raphael Camacho

Com uma proposta documentário/show, Glee 3D, chega aos cinemas de todo Brasil no dia 16 de setembro e promete levar os fãs do seriado americano à loucura nas poltronas confortáveis dos cinemas.

Mesclando o show, propriamente dito, e cenas de fãs (alguma hilárias, como a de um pequeno menino dançando perfeitamente uma das coreografias) essa nova produção foi feita para os adoradores da série. 

Quem já assistiu algum episódio e conhece os personagens, tem uma melhor relação com tudo aqui que é passado, em pouco mais de 85 minutos, na telona.

Cantando muitos sucessos, como:  Don't Stop Believin', I'm A Slave 4 U, Sing, I Want To Hold Your Hand, P.Y.T. (Pretty Young Thing) entre outros, o filme conta também com a participação mais do que especial da atriz vencedora do Oscar, Gwyneth Paltrow.

Dirigido por Kevin Tancharoen, Glee 3D é uma ótima pedida para quem gosta da série que é grande sucesso entre os jovens do mundo todo.


Glee - Cinema com Raphael Camacho

A corrida ao Oscar 2012, pelo menos no Brasil, já começou. Com uma lista um tanto quanto questionável, uma das piores dos últimos tempos, o Ministério da Cultura anunciou 15 filmes selecionados. 

Os responsáveis por indicar o longa-metragem nacional escolhido para o Oscar é composto por Ana Paula Dourado Santana (secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura) Carlos Eduardo Carvalho Pacheco, George Torquato Firmeza, além dos representantes da Academia Brasileira de Cinema:  Jorge Humberto de Freitas Peregrino, Nelson Hoineff, Roberto Farias e Silvia Maria Sachs Rabello.

O anúncio do único representante brasileiro para a disputa será feito daqui a uma semana, no dia 20 de setembro. O grande favorito, sem dúvidas, é o longa protagonizado por Wagner Moura, Tropa de Elite 2, sucesso de público e crítica.

Confira a lista dos longas inscritos:

"A Antropóloga", de Zeca Nunes Pires
"As mães de Chico Xavier", de Glauber Filho e Halder Gomes
"Assalto ao Banco Central", de Marcos Paulo
"Bruna Surfistinha", de Marcus Baldini
"Estamos Juntos", de Toni Venturi
"Família Vende Tudo", de Alain Fresnot
"Federal", de Erik de Castro
"Filme Vips", de Toniko Melo
"Histórias Reais de um Mentiroso VIPS", de Mariana Caltabiano
"Lope", de Andrucha Waddington
"Malu de Bicicleta", de Flávio Ramos Tambellini
"Mulatas! Um Tufão nos Quadris", de Walmor Pamplona
"Quebrando o Tabu", de Fernando Grostein Andrade
"Trabalhar Cansa", de Juliana Rojas e Marco Dutra
"Tropa de Elite 2", de José Padilha

Façam suas apostas! Qual filme dessa lista deve ser o representante brasileiro ao Oscar 2012? 

Oscar 2012 - Top 15 Brasil

Personagens pouco carismáticos e extremamente fora de sintonia. Não houve ligação alguma, e para um filme do gênero drama isso é quase que assinar um atestado de roteiro ruim. Com 9 minutos de fita, esse novo filme de Kate Hudson, já se torna o longa com mais clichês do ano. Kate exagera mais uma vez. Uma atriz muito irregular e que nesse caso, distancia o público a todo tempo da história.

Na trama, uma jovem publicitária de sucesso descobre que tem câncer e ao mesmo tempo se apaixona pelo seu médico.

A eminência do longa virar uma espécie de Doce Novembro 2 fica clara a cada cena que passa. Pena que a filha famosa da Goldie Hawn não é a sul-africana mais bonita e talentosa do cinema, Charlize Theron. Gael Garcia Bernal, par romântico da protagonista nessa produção, tem sua pior atuação em filmes hollywoodianos. Kathy Bates fica tentando, nas vezes que aparece, levar o filme nas costas, pena que nesse caso uma andorinha não fez verão.

O filme tenta fugir dos padrões desse tipo de drama, porém, não consegue estabelecer qualquer tipo de vínculo emocional, verdadeiro com o público, deixando o mesmo decepcionado.

A produção estréia dia 16 de setembro e ainda bem que temos outras estréias para conferir!

Pronta para Amar - Cinema com Raphael Camacho

Um cavalheiro. Um homem bárbaro que sabe tratar as mulheres. Essas duas frases não correspondem ao famoso de Robert E. Howard, que ganha vida nas telonas, mais uma vez, com um novo ator no papel do guerreiro do título.

Na trama, o bárbaro famoso vai atrás de vingança após a morte de seu pai por um temido homem. O filme foi rodado na Bulgária e podemos dizer, após a exibição da fita de pouco mais de 90 minutos, que apresenta um visual bárbaro. Porém, o figurino é tenebroso; no caso mais grave desse aspecto - a vestimenta de Conan - parece que pegaram um tapete empoeirado e jogaram nas costas do protagonista.

A direção do longa é uma grande decepção (as posições de enquadramento em algumas cenas são bastante esquisitas) e o roteiro não ajuda a contar uma boa história, ficando longe de interagir com o espectador de maneira positiva.

A produção em si parece uma busca do personagem-título para ver se consegue matar mais figurantes que Jack Bauer numa temporada inteira de 24 horas. A cena inicial, da caça ao ovo, parece vinheta de comercial de jogos da NFL (liga de futebol americano).

Mais algumas coisas bizarras acontecem nesse filme, como, por exemplo, um corte de nariz mal feito e esquisito, além de escravas que parecem ter plano odontológico.

Impressionante como a vilã Marique combina com a atriz Helena Bohan Carter (esposa de Tim Burton), que seria uma melhor escolha para esse papel. A maquiagem dessa personagem parece com a de Nina Myers, a famosa bailarina de Aronofsky em Cisne Negro.

Conan chega às nossas salas de cinema no dia 16 de setembro. Não criem muito expectativa: a experiência não é das mais agradáveis.

Conan - O Bárbaro (2011) - Cinema com Raphael Camacho

O Retiro dos Artistas e a ALU Films promovem, no dia 18 de setembro de 2011, a Primeira Edição do Curtas No Retiro – Mostra de Curta Metragens do Retiro dos Artistas.



Na programação desta primeira edição, estão os curtas-metragens de ficção:

Black Berlim, roteiro e direção de Sabrina Fidalgo;
Simpatia do Limão, de Júlia Spadaccini e direção de Miguel de Oliveira;
Naiá e a Lua, roteiro e direção de Leandro Tadashi;
Eu Não Quero Voltar Sozinho, roteiro e direção de Daniel Ribeiro;
Retrato Falhado, roteiro de Celso Taddei e direção de André Warwar;
Viver Outra Vez, de Beto Skubs e direção de Thomas Hale.

Vários destes filmes foram premiados no Brasil e no Exterior.

O evento acontecerá às no dia 18 de Setembro às 17h na Sala de Cinema Eduardo Coutinho e o ingresso tem o valor de R$ 20,00 com renda total revertida para o Retiro dos Artistas! A sala de cinema fica dentro do Retiro dos Artistas que homenageia o documentarista Eduardo Coutinho, inaugurada em fevereiro de 2010, pelo presidente do Retiro, o ator Stepan Nercesian.

A sala Eduardo Coutinho foi idealizada pela coordenadora geral de cinema do Retiro, Juliana de Cássia Domingos em conjunto com o documentarista Eduardo Coutinho para que os residentes do Retiro e a população das comunidades carentes da zona oeste possam ter acesso à arte cinematográfica brasileira, através da exibição gratuita de filmes e juntos com o ator/produtor Marcio Rosario criaram o Curtas No Retiro que tem a finalidade de apresentar produções independentes de curtas-metragens nacionais.

Após a sessão, haverá debate com elenco, produtores dos filmes e participantes da mostra, com direito a um coquetel/coffee break no final. O Retiro dos Artistas fica localizado na rua Retiro dos Artistas n. 571, no bairro de Jacarepaguá no Rio de Janeiro.

O evento tem apoio cultural da Vinícola Garibaldi, Lilia Truffas, Peppermint Catering, Art in Mouise e Doce Predileto.

Programação Visual do Cartaz foi concebida por Zé Leonardo de Oliveira.

Reservas/Informações no telefone: (21) 3327-4591 com Juliana Domingues.

Em Novembro, a Segunda Edição irá trazer Curtas-Metragens de Documentários Nacionais.

Evento: Curtas no Retiro

Um longa que vai conquistando o espectador aos poucos e quando o mesmo nota, chega ao final do filme. Assim começo falando sobre essa produção que tem no elenco os ótimos Paul Giamati e Amy Ryan, essa última em uma atuação de gala, simplesmente fantástica. 

A história de um advogado (à noite vira professor de Luta) que sofre para sustentar sua família, vê em um dos seus casos jurídicos uma oportunidade para ganhar um bom dinheiro. Mas a chegada de novos personagens à trama surpreende e muda para sempre a vida desse homem da lei.

A película fala muito mais do que dificuldades financeiras de uma família classe média americana. Expressa muito bem as problemáticas de um relacionamento materno confuso e como ajudar ao próximo pode realmente mudar para melhor nossas vidas. O filme é um almanaque completo de lições familiares. Altamente recomendado para aqueles que gostam de se surpreender com histórias bem amarradas.

Muitos aspectos, positivamente, me chamaram a atenção nesse longa. O mais impressionante é o quanto o mesmo melhora do meio para frente, o excelente roteiro tem muitos méritos nessa proeza. Perder algum filme do Giamati é um erro cinéfilo que não cometo faz tempo, principalmente depois que passei duas ótimas horas da minha vida vendo o fenomenal Sideways.

Dê uma chance a essa produção, eu garanto que não vai se arrepender.

Win Win - Cinema com Raphael Camacho

Eduardo Moscovis e seus personagens amargurados, tristes, às vezes um tanto quanto vagos. O veterano ator sabe como ninguém interpretar papéis desse tipo. Em 180 Graus, produção que estréia de 16 de setembro em todas as salas de cinema do Brasil, ele volta às telonas nos brindando com uma ótima atuação.

O longa fala sobre três pessoas que possuem muitas coisas em comum. Dessa tripla relação se desenrolam histórias de amor, oportunidades, sofrimento e a eminência de uma tragédia. Um triângulo que se constrói aos poucos, lembra uma fita alemã chamada PingPong, pela objetividade e intensidade dramática ,que tem um seu final uma conclusão profunda e triste.

A harmonia do elenco contribui para o bom andamento da trama. Malu Galli, Eduardo Moscovis e Felipe Abib interagem muito bem e criam um elo muito importante com o espectador. Durante os quase 90 minutos de filme, o público fica preso à história em todos os momentos. O entendimento do espaço/tempo da história é guiada pelos semblantes dos personagens, muito bem executados pelo trio de atores.

Outro fator a se comentar positivamente é a construção do roteiro, objetivo e muito dinâmico. O distanciamento da câmera, em alguns momentos, nos mostra uma perspectiva diferente, muito próxima da ótica do espectador. A montadora de 180 Graus tem que estar feliz com o excelente trabalho realizado.

Longa nacional bom como esse de Eduardo Vaisman é que nos fazem acreditar cada vez mais que o nosso cinema está no rumo certo! 

180 Graus - Cinema com Raphael Camacho

Com uma atuação convincente do seu protagonista e uma trama que comove e emociona em muitos de seus momentos, Um Novo Despertar, dirigido pela ótima Jodie Foster é até agora a melhor grata surpresa do ano de 2011.

Eu adoro a Jodie Foster. Isso não é caso de internação cinéfila, já que, todos amam essa talentosa artista. Mesmo assim, meu pensamento cinéfilo ficou preocupado com o fato dela atuar e dirigir essa película. Pensamento jogado fora após os mais de 90 minutos de fita. A direção é boa e a atuação da mesma, convence.

Na história, um homem totalmente em estado de depressão (nesse caso, acho que nem Freud explica) após tentar o suicídio, vê em um fantoche de mão, a solução dos seus problemas.

Para o filme dar certo o seu protagonista tinha que ser alguém experiente e que conseguisse levar um personagem difícil como esse na palma da mão.  Mel Gibson foi o escolhido. Se saindo muito bem, conseguindo transmitir toda a dor e angústia que ao longo do filme vemos seu personagem sofrer. É a melhor atuação de um ator esse ano, sem dúvidas.

Gosta de um bom filme do gênero drama? Ou melhor, gosta de filme bom? Não desperdice a oportunidade de ver esse.

The Beaver – Um Novo Despertar - Cinema com Raphael Camacho

Repeaters - Cinema com @vassilizai

As Virgens Suicidas - Cinema com Raphael Camacho

Um carisma que transborda por corações de amantes do cinema. Não tem outra maneira de começar falando desse novo filme dos adoráveis Julia Roberts e Tom Hanks, esse último assina roteiro e direção do longa, que estréia no dia 09 de setembro nos cinemas, Larry Crowne.

Na trama, o personagem de Tom, que dá título ao longa, é demitido por não ter curso superior. Tendo a necessidade de começar de novo no mercado de trabalho, resolve se matricular numa faculdade.Acaba se envolvendo com uma professora e ganhando novos amigos, mudando sua vida para sempre.

Artistas se aposentam. Nascem jovens talentos. Mais algumas coisas não mudam, no mundo concorrido da sétima arte, a rainha do sorriso mais famoso e contagiante de Hollywood, Julia Roberts(que ganhou o Oscar de melhor atriz pelo competente trabalho em Erin Brockovich), em qualquer filme que atua, mesmo quando a produção é pouco interessante, você sempre nota a presença dela. Com o outro astro desse longa, Tom Hanks, não é diferente. Um ator adorado por crítica e público, com trabalhos fenomenais no curriculum (posso citar Filadélfia e Forrest Gump, só dizendo alguns).

O trailer do filme é bem legal, e ultimamente quando o trailer é bom o filme é ruim. O segundo trabalho de Hanks na direção (o primeiro foi The Wonders – O Sonho Não Acabou) muda essa afirmativa.

Vá ao cinema e saia com aquela boa sensação que só a sétima arte pode proporcionar. 
Obs: Quando o filme é bom, claro! J


Larry Crowne – O Amor está de Volta - Cinema com Raphael Camacho

Rockstar - Cinema com @vassilizai


Reza a lenda, que no cinema nacional, só se faz filme bom quando colocamos violência ao extremo e mostramos nossa sociedade de maneira nua e crua, causando uma espécie de protesto social nas telonas. 

Precisávamos mesmo de um cientista louco (interpretado pelo melhor de todos os nossos), que consegue alterar opiniões, no passado e no presente, e mostra a um grande número de amantes da sétima arte que aqui sim: sabemos fazer Sci-Fi e outros tipos de filmes bons! E o melhor, não precisamos ir até o futuro para descobrir se isso é realmente um fato verdadeiro, essa, é nossa realidade é só correr até os cinemas e ver esse ótimo filme de Claudio Torres.

Nesse novo longa nacional, que chegou aos cinemas no último dia 02 de setembro, um cientista muito inteligente que beira ao genial descobre uma maneira de voltar no tempo através de uma de suas experiências. Com isso, tem a chance de mudar alguns acontecimentos trágicos no passado e tentar ficar com o grande amor de sua vida, Helena(não, não foi o Manoel Carlos que escreveu o roteiro). Só que nada é tão fácil quando se tenta mudar fatos que já ocorreram.

O ator que da vida ao personagem principal, mais uma vez dá um show em cena. Interpretando mais de um personagem, na verdade o mesmo papel só que em épocas e futuros diferentes, consegue mostrar todo seu leque cênico. Depois dessa atuação, demonstra que está no topo e ninguém consegue tirá-lo de lá. É uma verdadeira honra cinéfila que um dos melhores atores do mundo seja brasileiro e ame tanto o nosso cinema. 

Se nossos hermanos tem o Espetacular Ricardo Darín, nós temos o super espetacular,o eterno capitão Nascimento, Sr. Wagner Moura.

O restante do elenco interage muito bem e soma muito para o produto final do longa. Destaques para Alinne Morais, que fica sempre muito firme em seus papéis e com uma beleza sedutora. Maria Luísa Mendonça volta às telonas e consegue, mesmo com um papel pequeno, dar o ar de sua graça. Gabriel Braga Nunes pega carona em seu personagem psicopático na última novela das 8 e faz o vilão da trama. Fernando Ceylão tenta ser o lado cômico do filme e muitas vezes não consegue ter êxito nessa missão, porém, não compromete. Claudio Torres começa tender à ascendência no nosso cinema depois do fraco Mulher Invísivel.

Com alguns efeitos muito bem feitos e com algumas imperfeições no roteiro por conta da loucura física de espaço e tempo que podemos muito bem deixar passar batidos, O Homem do Futuro é um grande programa para o seu fim de semana! Vá ao cinema, compra sua pipoca e viaje com Moura e companhia nessa aventura única do nosso cinema! Boa viagem! 

O Homem do Futuro - Cinema com @vassilizai


Reunir o eterno Indiana Jones e um dos melhores 007 de todos os tempos, colocá-los num palco Western, com pitadas de Dança com Lobos, guerreando com um bracelete poderoso e pistolas típicas do gênero, é basicamente a ideia inicial quando se pensa no novo filme de Jon Favreau que, entretanto, também conta com uma dinâmica pouco interessante e clichês durante toda a projeção. Possivelmente, um filme que o Beto Carrero iria gostar!

Na trama, um forasteiro misterioso chega a uma cidade e acaba embarcando numa aventura contra seres de outro planeta. Esse novo filme faroeste/extraterrestre tem pontos positivos e negativos, que se equilibram no gosto daqueles cinéfilos mais fervorosos. A produção deixa muito preocupado os amantes da sétima arte quando personagens começam a ser sugados por naves alienígenas - o medo de ser um remake de Os Esquecidos, filme tenebrosamente odiado por muitos, passa como um leve suspiro, causando calafrios impensáveis.

O diretor do longa faz um bom trabalho. Já tinha provado seu valor e competência com as excelentes direções dos filmes do Homem de Ferro, principalmente o primeiro.

Não entendi o porquê de muitos personagens terem olhos azuis, faltava só o “Blue Eyes” mais famoso da música cantando alguma canção no meio de um bang-bang desenfreado entre cowboys e aliens... Seria interessante, não? “New York, New York...”

O Elenco tem bons nomes, porém, destaque mesmo, só para alguns coadjuvantes.

Na cena em que o personagem do Harrison Ford é apresentado, parece que está sendo apresentado ao Indiana Jones. Fora isso, Ford interpreta forçadamente, não definindo o equilíbrio certo do personagem, ou seja, decepcionante.

Daniel Craig é um bom condutor de personagens ao estilo “Bronco Bruto”; está virando uma espécie de novo Charles Bronson. Nesse filme, dá o primeiro sorriso num papel no cinema (ou pelo menos um dos primeiros). Que ator difícil para rir, impressionantemente bronco.

Com um bigode à lá Poirot, Sam Rockwell, sempre iluminado em seus papéis, atua muito bem e tira várias risadas do espectador. Paul Dano, que já mostrara seu talento no fantástico Pequena Miss Sunshine, começa o filme a mil por hora, com um diálogo melhor que o outro (pena que os Aliens tiram ele quase que do filme todo). Olivia Wilde, sempre muito bela, deixa sua personagem um pouco distante da trama em alguns momentos, o que atrapalha no entendimento geral da história. Tem um momento bastante sensual durante o longa, onde deixará muitos marmanjos babando e querendo saber qual é aquele feitiço (vocês entenderão quando assistirem à cena).

Ver o filme na sala Imax é uma experiência única: quem puder, nem pense na hora de escolher. O som é inacreditável.

Veja com a expectativa lá embaixo e talvez você saia feliz das salas do cinema. Estreia dia 09 de setembro, nos cinemas de todo o Brasil. É ver pra crer! 

Cowboys e Aliens - Cinema com Raphael Camacho

Rumba - Cinema com @vassilizai


Parece uma espécie de documentário feito sem edição e com sequências um tanto quanto bizarras, que me lembraram muitos filmes. A analogia cinéfila mais clara é com certeza da mistura entre Atividade Paranormal e Alien - O Oitavo passageiro. Produzido por Timur Bekmambetov, que dirigiu O Procurado, Apollo 18 estreia nas salas brasileiras no dia 02 de setembro.

A narrativa lenta e os movimentos de câmera que incomodam e lembram muito outro filme: Cloverfield. O som é criado para provocar medo e tenta ser o impulso que dita o tom da história. O roteiro parece ser feito num envolto à paranóia “Estados Unidos x URSS” que se estabeleceu na década de 70, com óbvias menções às corridas espaciais e aos boatos da época. Filmes que se passam nesse período, muitos deles, fazem menções ao famoso caso Watergate, esse não foi exceção.

Com um orçamento de 5 Milhões de dólares, Apollo 18 fala sobre o envio de astronautas numa missão à lua pelos Estados Unidos, apesar das negativas em torno da veracidade dessa situação, uma gravação vazou e basicamente é o filme dirigido pelo estreante em longas hollywoodianos Gonzalo López-Gallego.

A pergunta que tenta guiar o filme e interagir com o espectador é a seguinte: “O que eles fazem lá em cima?” Quem se apega nessa pergunta, mencionada por um dos personagens no meio do longa consegue uma certa sintonia com aquilo tudo que está sendo reproduzido na telona.

Com direito à maquiagens que lembram muito as usadas por Linda Blair em O Exorcismo e menções à aracnídeos intergalácticos como ocorre em Tropas Estelares, Apollo 18 deixou muito a desejar.

Apollo 18 - Cinema com @vassilizai


Uma animação diferente, por conta do roteiro totalmente modificado quando pensamos em qualquer fábula infantil. A possibilidade de ver o filme em 3D é atraente, porém, não é nenhum veredito, porque cada um interage com essa dimensão à sua maneira.

Na trama, Chapeuzinho Vermelho é convocada para uma missão pela agência Felizes para Sempre, para isso deve-se unir ao Lobo Mau, a Vovózinha e ao esquilo Ligeirinho. No elenco, que dublam os personagens dessa animação, tem alguns nomes conhecidos, como: Glenn Close, Hayden Panettiere, Joan Cusack, Martin Short e Amy Poehler.

Essa sequência não é só feita para o público infantil, acredito até que atrapalha a compreensão dos mesmos, caso haja uma analogia às historinhas que ouvimos na infância que são parte do imaginário de muitos aqui no Brasil e lá fora.

O filme não é longo, pouco menos de 80 minutos de fita, o suficiente para criar-se uma história que deve alegrar muita gente, por mais que eu também ache que muitos não vão gostar.

Essa nova animação estréia no Brasil dia 02 de Setembro e promete levar um grande público aos cinemas.

Deu a Louca na Chapeuzinho 2 - Cinema com @vassilizai