‘Faça-me Feliz’ é uma comédia quase romântica que tem uma essência muito parecida com a de ‘Um Convidado Bem Trapalhão’ (clássico, do genial Blake Edwards). Escrita e dirigida por Emmanuel Mouret, que também faz o personagem principal da trama Jean-Jacques, irá agradar muitos cinéfilos nas salas de todo o Brasil.

Na trama, uma enfermeira está com a pulga atrás da orelha após ouvir a história que seu namorado lhe contara sobre um bilhete e uma tentativa de aproximação com uma outra mulher. Não agüentando a situação, resolve pedir a ele que se envolva por uma noite com essa tal mulher para fazer com que o mesmo a esqueça e não fique perdido em ilusões. Ele, um inventor autônomo bastante desajeitado, resolve seguir o plano e se mete em engraçadas situações.

O começo é muito morno e demora um pouco para o público se envolver com o que acontece em cena. O artifício da comédia, em algumas cenas até trivialmente construídas, é o caminho que a fita toma e acaba se tornando uma boa pedida para arrancar risos frenéticos da platéia. A analogia evidente com o clássico filme de Edwards (onde o eterno Pantera Cor-de-Rosa, Peter Sellers, dá um show) irá incomodar alguns loucos por cinema, principalmente, porque irão haver comparações. Não acredito que isso seja um problema insuperável, mas realmente não tem comparação, o longa de 1968 é infinitamente superior.

A produção francesa, que foi finalizada em 2009, chegou aos nossos cinemas na última semana. É uma boa oportunidade para os cinéfilos assistirem a mais uma história divertida da terra do perfume!

Faça-me Feliz

Bem galera, conforme faço todo ano, criei uma listinha com os ‘Top 10’ filmes que vi esse ano. Obviamente nem todos irão concordar, dirão que faltam filmes ou que alguns que estão nessa modesta lista não deveriam estar. Mas o que importa é sempre falar sobre o que mais amamos, a sétima arte! E o nosso ritual das listas é uma das partes mais legais, assim conhecemos filmes debatemos as escolhas e continuamos falando de cinema! J



Vamos à lista?

Toda Forma de Amor - Melancolia – Incêndios – Drive – Riscado - O Levante - Um Conto Chinês - A Pele que Habito - Take Shelter ( O Abrigo) - Árvore da Vida


Toda Forma de Amor
Um daqueles filmes que agradam pela sutileza de seus personagens, envoltos numa trama que mexe com a emoção a cada segundo. Sempre bom ver produções que te passam uma mensagem. O eterno aprendizado de um jovem casal, aprendendo a se amar a cada segundo é uma fórmula que dá certo em cena, além da ótima harmonia de todos que aparecem na telona.
Na historia, escrita e dirigida pelo sempre ótimo Mike Mills (‘Impulsividade’), um casal de jovens se conhece e logo surge uma paixão desse encontro. Aos poucos vamos vendo como um dos personagens chegou até ali, com os ensinamentos e o convívio do excêntrico pai gay (que saiu do armário aos 75 anos), e o namorado do mesmo. Todo essa interação, deixam lindas lições que o jovem aplica em sua vida.
Os atores interagem de maneira natural deixando a química rolar solta durante os 105 minutos de fita. Ewan McGregor faz o jovem protagonista Oliver que possui características de um homem deprimido mas que sempre tenta interagir positivamente com os que o cercam. O veterano Christopher Plummer faz Hal, o pai do protagonista, gay assumido, descobre uma doença fatal e recebe muita força de seu namorado Andy, interpretado por Goran Visnjic (ex-‘E.R’). Para completar o quadrado que dá ritmo à história, surge a carismática Anna, papel da sempre elogiada Mélanie Laurent, que se apaixona por Oliver e juntos vivem a crença e as desconfianças de um amor original, fruto de muito carinho e declarações de afeto.
Um ótimo programa para ver com alguém que você ama ao seu lado. Fez grande sucesso no Festival do RJ desse ano. Não é pra menos, com uma história boa dessas, qualquer cinéfilo abrirá um sorriso de orelha a orelha.


Melancolia

É certo que quando ele erra a gente se decepciona e perde um pouco a esperança de que ele voltará com uma outra obra-prima. Mas... quando ele acerta... não existe outra palavra para o criador do Dogma 95 do que G-E-N-I-A-L.
Em Melancolia, o abre-alas extraordinário nos leva a crer que o gênio está de volta. Aquela cena inicial é tão bem feita que você não sente uma única alma se mexer nas cadeiras dos sortudos críticos de cinema onde tive o privilégio de assistir a essa sessão.
A abordagem sempre muito sombria desse mago do cinema dinamarquês (e porque não dizer, mundial) nos mostra o caminho para uma viagem pelos cosmos e muitas vezes você, cinéfilo, se sentirá um pouco num dos trailers do novo filme do Terrence Malick, Árvore da Vida (juro que associei isso em alguns momentos da fita).
O elenco é bastante interessante. Kirsten Dunst amadureceu nas mãos desse diretor e vira uma peça importante para o quebra-cabeça sombrio de Lars Von Trier. Charlotte Gainsbourg, a outra irmã, nos leva ao extremo de nosso medo tornando a paranóia obsessiva em uma forma de analogia com contextos emocionais, isso tudo passado de maneira tão real que chega a comover em alguns momentos.Entre os coadjuvantes, ótimos nomes como John Hurt, Stellan Skarsgård, a outra Charlotte, a Rampling e Kiefer Sutherland. Esse último com seu personagem impaciente e mal-humorado (às vezes) contempla o expectador com algumas cenas cômicas durante o longa. 
O desfragmento do casamento e de todas as entrelinhas familiares é o ponto inicial de uma festa e a eminente colisão de dois planetas, um deles Melancolia. Com direito a “She” (música famosa de outro filme) com instrumentos de sopro durante uma cena e uma poderosa essência de sons, o fator musical também agrega à qualidade do filme.
Se de gênio e louco, todo mundo tem um pouco, Von Trier vai além e agrega luz à genialidade e loucura.


Incêndios

Pega um roteiro bem elaborado + várias colheres de emoções + 30 minutos finais eletrizantes e surpreendentes == Incêndios (que pra mim, poderia ter facilmente levado o Oscar 2011 de melhor filme estrangeiro, por mais que eu ame a Suzanne Bier).
Essa produção canadense tem um começo muito lento e bastante confuso, com muitas partes perdidas que só se tornam trunfo se você prestar a atenção e ter fé de que o filme vai ficar muito bom e você vai precisar dessas primeiras informações para entendê-lo.
Na trama, uma matemática (detalhe eu gostei muito) e seu irmão gêmeo, recebem instruções da mãe, recém falecida, para procurar seu pai(que eles pensavam estar morto) e um outro irmão(que eles nem sabiam que existiam). Após uma breve hesitação, começa-se uma busca, em outro país, atrás desses entes.
O filme mostra os horrores da guerra e do meio pra frente você já não consegue mais tirar os olhos da tela com tantos acontecimentos bombásticos. O final é sensacional deixando todo o cinema em um burburinho sadio até o aparecimento dos primeiros créditos.


Drive

Dois jovens talentos do cinema + um roteiro construído de forma peculiar fugindo de muitos clichês que poderia encontrar pelo caminho + uma direção quase que impecável é, sem dúvidas, a grande fórmula de sucesso do tão esperado filme Drive, que fora baseado no livro homônimo de James Sallis.
Muita gente diz que ator bom não precisa nem falar muito durante a fita, tem que mostrar com ações e entendimento de sua personagem contando aquela história de maneira única e demonstrar que outra pessoa não se sairia tão bem quanto, no papel. Ryan Gosling é um artista diferenciado. A cada nova produção que faz parte, consegue dar um foco diferente a cada personagem. Um jovem gênio na arte de interpretar. Em Drive, Gosling tem cenas memoráveis, como no ato inicial, onde seu personagem fica mais de 9 minutos sem soltar uma palavra e mesmo assim é espetacular sua atuação!
Na trama, um jovem que é dublê, mecânico e à noite faz trabalhos como motorista de assaltos diversos, se aproxima de sua vizinha e começa a fazer parte de sua vida. Com a saída do marido da mesma da prisão, o personagem principal do drama tem que ajudar o rapaz (e ao mesmo tempo sua nova amiga) em um roubo que pode não sair como planejado, levando todas as conseqüências à um desfecho vingativo.
Carey Mulligan cada vez mais se consolida como uma das grandes jovens atrizes do mundo do cinema. Uma especialista em longas dramáticos (apesar que, eu tenho a certeza que ela se encaixa em qualquer tipo de produção), despontou no filme Educação para o estrelato. Nesse novo trabalho interpreta Irene uma jovem mãe que teve que criar o filho sozinha por conta da prisão do pai da criança. Sua personagem vai se construindo ao longo da trama e tem ótimas cenas ao lado do Driver.
Não perca essa boa produção comandada por Nicolas Winding Refn (que já havia dirigido o ótimo filme Bronson) que promete lotar as salas de cinema no mundo todo. Ótimo filme!


Riscado

Qual o tamanho do seu amor por sua profissão? No filme ‘RISCADO’, essa pergunta é declamada e respondida de maneira muito viva e emocionante. A trajetória de Bianca (interpretada de maneira intensa e expressiva pela excelente Karine Teles) pelos palcos da vida sem perder a esperança e sempre mostrando todo seu amor e paixão pelo ato de atuar é a base da trama de Gustavo Pizzi.
O vermelho predomina durante todo o longa e nos leva a um viagem de amor, sonhos, esforço e decepção. Acho muito legal o uso desse tom e suas almas, que caem muito bem na fita. Essa cor, para mim, reflete à paixão e o simples ato de sonhar. Conectou em mim dessa forma.
Quando a história bate na idéia do “sonhar” (a realização ou não desses), me senti conversando com minha mulher Renata sobre os textos de Jung. Esse “sonhar”, no longa, é tratado de maneira nua e crua.
Durante o filme vemos cenas que mostram um grande preconceito em relação à profissão cênica. Mostra também a dificuldade de se manter(financeiramente falando) na mesma. Ao mesmo tempo, é visível, uma certa esperança parece brotar em cada uma das cenas.
A protagonista (e também uma das mãos que assina o roteiro) Karine Teles tem uma atuação que espanta, te leva pra dentro de cena. Comove, sonha e sente dor junto com o espectador. Percorre todas as personagens (Marlyn Monroe, Betty Page, Carmem Miranda) em uma só. Adorei conhecer melhor essa talentosa atriz.
Muito me orgulha vir aqui e falar bem do nosso cinema. Queria que todas as vezes fosse assim.
Não risque esse filme da sua listinha de “Quero ver no cinema esse ano”.  Recomendo.


O Levante

Eram pouco mais que 19:00 horas, no primeiro domingo do Festival do Rio de Cinema. Vestindo uma camisa roxa e com um discurso emocionado, o diretor Raphael Aguinaga comove a platéia antes do filme começar. Suas palavras interagem tão bem que torcíamos para que o longa tivesse ao menos metade dessa qualidade. Após a sessão, a certeza dessa co-produção Brasil-Argentina ser a grande surpresa do festival não restava dúvidas.
Um grupo de idosos, que vivem em um asilo, fica sabendo que a Igreja Católica clonou Jesus, ao mesmo tempo, que é substituída a enfermeira que cuida deles. Assim a história avança em cinco partes: Uma Notícia Espetacular, Um Acontecimento Desafortunado, A Terceira Casa de Marte, Operação Voo da Águia e O Apocalipse.
O filme é muito rico em detalhes e aos poucos vamos sendo apresentados aos simpáticos protagonistas. Dolores, uma das simpáticas personagens é sensacional, dominando as partes cômicas da trama. O dia-a-dia de um lar para terceira idade é mostrada de forma inteligente, original e muito engraçada. Os contornos na vida dos idosos são feitos com muitas conversas, que rendem ótimos diálogos durante a produção. A divisão em subtítulos ao decorrer da trama melhora a percepção do espectador para com a história.
Ambientado na argentina, O Levante é basicamente Hermano, porém com muitos toques brasileiros. O longa tem cenas emblemáticas, como: a do tango, muito bem conduzida pela câmera inquieta de Aguinaga.
Um sentido à vida é a busca constante, às vezes inconsciente, desses cidadãos abandonados e que se sustentam na amizade.  A empolgação do público é a prova da incrível simpatia que o longa transpira da telona até poltrona mais próxima. Certamente agradará muitos cinéfilos.  A mensagem que o primeiro longa metragem de Raphael Aguinaga deixa é a de que sempre brotará uma esperança dentro de nós.
Se emocione, divirta-se e surpreende-se! O Levante é garantia de qualidade! Até agora é a grande surpresa do festival!


Um Conto Chinês

Cuidado, vaca caindo do céu! Tal imagem surpreende a platéia já no início da nova fita de um dos grandes atores do cinema latino e mundial, o argentino Ricardo Darín.
Muito mal-humorado e recluso, o personagem a quem Darín dá vida foi combatente na Guerra das Malvinas, atualmente é dono de uma loja de ferragens e possui hobbys esquisitos, como: contar quantos pregos vem dentro de uma caixa e pegar uma cadeira de praia para reclinar-se ao acompanhar aviões pousando e decolando.
Um dia, ajuda um homem recém chegado da China (que não fala sequer uma palavra em espanhol) a encontrar o tio - seu único parente vivo. Os dois tentam se comunicar por sinais, fato que deixa o personagem de Darín muitas vezes furioso e, em alguns momentos, chamam o entregador de comida chinesa para auxiliá-los na tradução. Aos poucos vamos descobrindo um pouco sobre a vida desse argentino rabugento, que perdeu a mãe muito cedo e o pai com 19 anos, brilhantemente interpretado pelo grande astro hermano.
Em suma, Um Conto Chinês é uma história de duas pessoas, que às vezes parecem uma só, de diferentes culturas: um com um objetivo definido e o outro nem tanto. O longa é muito bem feito e passa uma mensagem positiva sobre os pilares da amizade. Muito interessante o final, pois acopla o início do filme e as excentricidades do personagem principal, surpreendendo o público.
Ricardo Darín e Ignacio Huang formam uma grande dupla nas telonas. Em atuações brilhantes, cada um a sua maneira, conseguem uma fórmula mágica de carismaticamente atrair o público.
Não percam mais essa grande obra do cinema latino. Lembrando que o filme é sucesso de público e crítica na Argentina, onde já teve mais de 1 milhão de espectadores.
Com certeza, um dos melhores longas do ano! Diversão garantida!


A Pele que Habito

Após o excelente Abraços Partidos (2009), o cineasta espanhol Pedro Almodóvar volta com brilhantismo, para delírio dos cinéfilos de plantão, com o longa A Pele que Habito. Tudo é cirurgicamente bem feito, um trabalho quase impecável do famoso diretor.
Na trama, um médico cirurgião adota, única e exclusivamente, a vingança como forma de vida após a morte de sua filha. Seu objetivo, é vingar-se do estuprador da mesma. A maneira que as peças se encaixam, até a sua conclusão, transformam o filme numa obra assustadoramente brilhante.
O roteiro é dinâmico, com aquele famoso vai-e-vem na linha temporal (clássico em alguns filmes do diretor espanhol) o quê ajuda o espectador a não desgrudar os olhos da telona. O detalhamento das cenas é algo esplêndido. As partes de interação entre os personagens, via câmera de circuito interno, praticamente nos transportam pra dentro da história. Há, também, presença marcante de muitas cores, como todo filme do gênio que dirige a trama. A beleza do corpo, muitas vezes é passada com a câmera, às vezes lenta, mostrando a sutileza contrapondo qualquer outro sentido.
Almodóvar nos presenteia com esse notável trabalho e demonstra mais do que tudo, o objeto de obsessão da sua vida, o cinema. Sua produção, inspirada no livro Tarântula (do autor francês Thierry Jonquet), é uma prova de admiração à sétima arte.
O drama, com pitadas de suspense, é recheado de boas atuações.
Antonio Banderas tem um desempenho admirável, chega a impressionar em alguns momentos. Seu personagem é um dos mais difíceis da produção. Impressionante como o marido da atriz Melanie Griffith sempre chega ao seu máximo, quando é dirigido por Almodóvar.
Marisa Paredes, a eterna musa de Pedro Almodóvar, faz o papel da intrigante Marilia e tem ótimos diálogos com o personagem de Banderas, Robert Ledgard, seu chefe. A veterana atriz espanhola deve marcar presença na première do longa (que abre o Festival de Cinema do Rio de Janeiro 2011) no Cine Odéon, na noite da próxima quinta-feira(06 de outubro).
Blanca Suárez aparece pouco, dando vida à filha do personagem principal, mas tem um papel impactante na história. Era preciso uma dotada artista para essa função, pois muito da tensão do filme gira em torno do acontecido em suas cenas. Blanca foi a escolha certa, ótima como Norma. Jan Cornet interpreta Vicente, a princípio é um coadjuvante qualquer, até que as reviravoltas da narrativa desmentem essa afirmação.
Completando o quinteto que dá sentido a história, a beleza e o talento de Elena Anaya (atriz espanhola que atuou em produções como Fale com Ela e Alatriste). O foco estava todo nela, no começo o espectador busca entender sua personagem, Vera, mas aos poucos vamos descobrindo enigmas inimagináveis sobre a mesma. Um desempenho louvável desse formidável talento da terra das touradas.
A música “Preciso Amar”, que é cantada magistralmente no longa, é belíssima. Fazendo com que cinéfilos e adoradores da mesma, torçam para o lançamento breve do cd da trilha sonora da produção.
Sem mais, corram para o cinema!


Take Shelter ( O Abrigo)

Uma das grandes surpresas do Festival de Cannes nesse ano, Take Shelter, é intrigante e deixa o espectador comprometido com os acontecimentos. Não sabemos se o que se sucede com o protagonista são fatos relevantes ou não, deixando sempre uma dúvida em torno das questões. Cada linha do roteiro, feito por Jeff Nichols (que também dirige o longa), é brilhantemente trabalhada e a execução é muito bem feita pelo elenco.
Na trama, um homem trabalhador vive com sua mulher e sua filhinha(que é surda) num pacata cidade americana. Em um certo momento passa a ser guiado por alucinações e fica a mercê da eminência de uma grande tempestade, gerando sérias conseqüências para ele e sua própria família.
Entre pesadelos e pensamentos assustadores a figura do pai, interpretado pelo ótimo Michael Shannon, consegue deixar o clima de suspense no ar. A busca de Curtis, seu personagem, para saber o que realmente está acontecendo com ele é o que, de fato, consegue atrair a atenção do público. Há uma certa negação por parte do mesmo em relação aos seus atos e a construção do abrigo, fora os atos inconseqüentes, vão levando-o para um limite físico e mental. O desespero e vontade de falar tudo que estava sentindo, fica claro, na cena do jantar na comunidade, que é a melhor cena do filme com uma baita atuação de Shannon.
Jessica Chastain (que vimos recentemente em ‘A Árvore da Vida’ como a mãe do Sean Pen)n, constrói Sam, sua personagem, de forma muito competente. As estranhas atitudes de seu marido na trama vão transformando sua personagem.
Aos poucos vamos nos perguntando: O que estamos vendo é um breve distúrbio psicótico? O que acontece com aquele bom homem pai de família?
O desfecho é emblemático e transforma essa fita numa das melhores produções do ano! Não deixem de conferir!

Árvore da Vida

Me diz porque o céu é azul. Me explica a grande fúria do mundo”. Essa passagem clássica do grande sucesso do nosso rock se encaixa como uma luva no novo filme do brilhante Terrence Malick.
Explorando bastante a relação pai–filho, o longa conta a história de uma família, com princípios herdados principalmente do pai, onde todos têm que superar uma grande perda. A data de lançamento aqui no Brasil será no dia certo - fim de semana do dia dos Pais.
Desde a primeira cena, o semblante dos personagens transpõe à tela. A platéia fica imóvel durante boa parte do filme e, sem o menor esforço, se conecta com esse drama fantástico.
Brad Pitt, Sean Penn e Jessica Chastain estão muito bem, principalmente o primeiro, que desde o sensacional Clube da Luta está merecendo a estatueta mais cobiçada do mundo do cinema.
Muitas cenas são metafóricas, o que é bastante bonito de se ver, e integram o conceito do longa. Os paralelos feitos com outras diversas formas de vida, a maneira inovadora na qual muitas vezes os atores são deixados em segundo plano e o modo como a tristeza é traduzida - gerada pela quebra da lei natural da vida: o pai morrer antes de seu filho -, fazem dessa uma produção ÚNICA.
A trilha sonora, assinada pelo sempre competente Alexandre Desplat, acopla-se de maneira correta a cada uma das passagens do filme, sendo um dos pontos altos da trama.
A minha expectativa era muito alta para esse longa e o mesmo conseguiu superá-la. Palmas, de pé, para o grande diretor e roteirista desse filme.
O “ato final” (últimos 15 minutos de fita) é uma das coisas mais lindas que já vi no mundo do cinema.
Recomendo muito e digo: é o melhor filme do ano, até agora.

Grande abraço, até a lista de 2012! J



Top 10: Melhores Filmes de 2011

O Indicado da França para o Oscar de melhor filme estrangeiro (2012) emociona os cinéfilos com uma trama comovente e que envolve o espectador do primeiro minuto até o último. O caminho para o final feliz dessa história vai se revelando uma maratona que ninguém consegue saber o tamanho do percurso. A presença do narrador torna a fita mais dinâmica, um ótimo elemento cênico usado pela diretora.

No longa (escrito pelos protagonistas), um casal jovem, feliz e apaixonado tem que enfrentar um tumor cerebral que é diagnosticado no filho deles. Roméo e Juliette são jogados em uma guerra diferente daquela dos célebres personagens de William Shakespeare. Aos poucos o pai começa a notar que a criança tem algum tipo de problema, quando procuram ajuda de uma especialista o resultado não é o esperado. O sofrimento visto em cena é desesperante, a câmera ágil da diretora é um personagem importante na transmissão dessa emocionante jornada em busca da cura.

O papel que aos poucos os pais, já bem mais maduros a essa altura dos acontecimentos, desempenham ao longo do tratamento da criança é o de positivistas que tentam blindar a família e buscam uma força sobrenatural dentro deles mesmos para tentar combater qualquer tipo de incerteza. A situação destroça aquela linda história de amor: param de trabalhar, se afastam dos amigos e após o período de “caça à cura” se separam, porém, sabiam que estariam ligados pelo resto da vida.

Os atores Jérémie Elkaïm e Valérie Donzelli tem uma harmonia fantástica em cena. Foi uma grata surpresa quando vi nos créditos que a segunda é a diretora e que ambos roteirizaram essa ótima produção.

Um retrato forte e honesto sobre o sofrimento de um casal com a doença rara de um filho.

Título Original: La guerre est déclarée - França
Diretor: Valérie Donzelli
Roteiristas: Jérémie Elkaïm e Valérie Donzelli
Elenco: Jérémie Elkaïm, Valérie Donzelli
Duração: 100 min.

A Guerra está Declarada - Crítica de Cinema

Reunindo um grande diretor e um elenco bastante competente, ‘Deus da Carnificina’ é uma dramédia com ótimos diálogos e excelentes desempenhos. Nessa fita curta (menos de 80 minutos de duração), baseada na peça teatral ‘God of Carnage’ de Yasmina Reza (que também assina o roteiro ao lado do diretor), vemos pais desesperados para resolver uma situação desagradável ocorrida com os filhos.

O novo longa de Polanski começa com sua introdução genial ao fundo dos créditos iniciais. Na trama, dois casais que se conhecem a partir da agressão do filho de uma das partes, tentam resolver uma conversa que é totalmente desviada do foco principal.

Depois de algumas tentativas de irem embora uma corretora de investimentos e um advogado (Winslet e Waltz) tentam chegar à conclusão do ocorrido com os pais do outro lado envolvido, um comerciante e uma dona de casa que ajuda em algumas publicações (Reilly e Foster). Nessa sala, recheada de ganhadores do Oscar, em meio a conversas sobre culturas, tipos de educação, remédios, hamsters e indigestões estomacais, o destempero vai tomando conta do ambiente.

Cada artista, com seu personagem específico, dão um show à parte.

O folgado Alan, interpretado por Christoph Waltz, passa a maior parte do tempo atendendo ligações ‘importantes’ de trabalho. A personagem de Jodie Foster (Penélope) tenta ser a mediadora do papo dos adultos.  John C. Reilly e seu Michael Longstreet vão endoidando e mudando de personalidade ao longo dos minutos. Nancy Cowan tenta ser a mais calma de todos no início mas termina como a explosiva da história, mais uma bela atuação da rainha dos cinéfilos Kate Winslet.

O renomado diretor do longa, o polonês Roman Polanski (‘O Bebê de Rosemary’) é muito hábil com sua câmera, enquadra em marcações certeiras, aproximando o público do espetáculo. Como na hora em que o ‘debate de idéias’ vira uma briga entre homens e mulheres.

Um cenário, quatro ótimos artistas mais um enredo afiado fazem de ‘Carnage’ um filme que precisa ser visto pelos amantes da sétima arte. Recomendo!

Deus da Carnificina

Enredo com uma dinâmica e locações parecidas com o filme ‘A Vila’, além de lembrar um pouco o grego aterrorizante ‘Dentes Caninos’.  É uma fita que choca mas não é tão exagerado, todas as informações chegam ao espectador de forma lenta e gradativa. Martha Marcy May Marlene é a redescoberta de uma atriz já conhecida.

Uma película que mostra o talento desconhecido de uma atriz de filmes infantis, Elizabeth Olsen. A atriz californiana ficou conhecida pelo grande público com suas participações (ao lado da irmã gêmea Mary-Kate) em dezenas de longas para criança. Com uma grande atuação nessa produção, Elizabeth deve ser rosto presente em muitas produções esse ano. Muito bom redescobrir talentos que jamais imaginávamos já estarem dentro do mundo do cinema, ainda digo mais, na minha modesta opinião: Poderia figurar facilmente na lista final do Oscar para concorrer ao prêmio (muito concorrido desse ano) de melhor atriz.

O que fazer após se revoltar com sua vida? A pergunta é respondida logo no começo da película quando somos apresentados à personagem Martha. Para entendermos melhor a trama percorremos o passado da jovem até o dia que ela resolveu entrar para uma espécie de sociedade alternativa com regras e conceitos bastante rígidos e sem nenhuma normalidade. Toda a problemática experiência da protagonista é despertada mesmo já estando longe daquele lugar. O longa toca em pontos importantes principalmente na relação da jovem com sua família. Os traumas emocionais sofridos pela jovem protagonista levam o longa para a estrada do drama, sendo pouco criativo em determinados momentos, mas aconselhável a ser visto por quem vos escreve.

Em relação ao restante do elenco, o destaque vai para John Hawkes, ator que consegue interpretar de maneira natural seu personagem, líder da ‘seita’.

Esse é o primeiro longa de Sean Durkin, que faz um bom trabalho na direção.

Mesmo não sendo o melhor filme de drama do ano que passou, eu recomendo!

Martha Marcy May Marlene

Você realizaria um último desejo de uma pessoa querida mesmo não sabendo o que viria pela frente (interrogação) O drama, ‘The Way’, fala sobre perdas, esperanças e a busca de um pai para entender seu filho. O conhecido dos cinéfilos Emilio Estevez, produz, roteiriza e dirige esse drama que tem como protagonista Martin Sheen (pai de Emilio).

Na trama, um pai que possui uma relação conturbada com o filho (após o falecimento da esposa) tem que encontrar forças para superar a perda do mesmo, que fazia o tão conhecido Caminho de Santiago. Então, levando apenas a mochila que pertencia a seu filho e sem nenhuma preparação, embarca em uma viagem para completar o tão longo caminho. Ele não sabia, mas a viagem mudará para sempre sua maneira de ver o mundo. O californiano Tom é um oftamologista um pouco rabugento que aos poucos vai entendendo melhor seu filho através dessa jornada.

Como já era de se esperar ótimas paisagens compõem o longa. A fotografia é muito bem feita e lindas imagens são capturadas pelas câmeras do diretor. O público é levado para dentro de conversas sobre a história dos peregrinos e o Caminho de Santiago, propriamente dito. Nosso personagem se encontra com pessoas de todo o mundo, pelo trajeto e em albergues de todos os tipos. Faz amizades, principalmente com Jost (um holandês que está fazendo o caminho para perder uns quilinhos e agradar a esposa e o médico que tanto o pedem), que vira uma espécie de escudeiro nessa grande trilha conhecida no mundo todo. Outros personagens, com seus particulares dramas, entram aos poucos na história recheando a fita de emoção.

Segunda vez que vemos esse ano um filme que tem o Caminho de Santiago como palco de fundo. O primeiro foi o longa nacional dirigido por Bruna Lombardi, ‘A Procura da Felicidade’.

A produção de 2010 é interessante porém um pouco longa demais, mesmo assim, recomendo!

The Way - Crítica de Cinema

O universo do MMA mais uma vez vira pauta de um longa esse ano. Para nos guiar por essa história foram escalados dois atores que tiveram, com certeza, que passar por uma série de treinamento específico para compor seus personagens. Tom Hardy (‘A Origem’) e Joel Edgerton interpretam os irmãos que lutam (literalmente falando) por objetivos diferentes. Os bastidores do evento, os estilos de luta... parece que estamos ligados naquele famoso canal de Tv a Cabo, ao vivo, vendo uma transmissão desse esporte que irou febre no mundo todo.

Na trama, vemos a historia de uma família que tem na sua essência a alma da luta. Aos poucos vamos vendo o presente de cada um dos membros: um dos filhos é professor de física (do ensino médio americano) com sérias dificuldades financeiras, o outro filho é um ex-fuzileiro naval que sofrera um trauma com sua unidade durante uma de suas missões no Iraque. Ambos, ao decorrer da fita, vão sendo aos poucos jogados de volta ao octagon (cenário onde ocorrem as lutas dessa modalidade esportiva). Um deles guiado pelos conselhos profissionais do pai, que antes fora um grande treinador de luta olímpica, o outro busca forças na sua esposa que o apóia mesmo não gostando que ele lute.

O grande destaque do longa, dirigido por Gavin O'Connor, é o veteraníssimo ator americano Nick Nolte. Com seu personagem Paddy Conlon, um ex-dependente alcoólico que tem muitos problemas na relação com sua família no passado, consegue explorar todos os aspectos que rondam esse intenso papel. Sempre bom ver experientes artistas representando bem seus personagens.

É um filme interessante para quem gosta do esporte que mais está em grande ascensão no Brasil.

Warrior - Crítica de Cinema

Olá cinéfilos! Analisando as críticas dos filmes que vi esse ano, resolvi montar um ranking com os dez piores filmes de 2011. Confesso que vi muito mais longas bons do que ruins, nesse bom ano para o cinema. Nessa triste lista temos bons atores fazendo filmes tenebrosos!
Bem, chega de papo. Vamos mostrar um por um, os piores desse ano!



 Eu Queria ter a sua Vida
O novo longa de comédia estrelado por Ryan Reynolds e Jason Bateman tem alguns momentos desnecessários e diálogos sem graça, dirigido por David Dobkin (que fez também a comédia ‘Penetras Bons de Bico’) bate o recorde de clichês em uma produção nesse ano.
Jason Bateman é um ator que possui boas atuações no curriculum, mas brincar com crianças na tela, ninguém supera Jim Carrey e sua “garra” (referência ao filme O Mentiroso). Sempre que há uma cena semelhante é inevitável essa comparação.
Em vários momentos, parece que Ryan Reynolds volta à pele do personagem que ficara famoso no filme O Dono da Festa, Van Wilde. Uma grande decepção essa atuação, desse bom ator. Ele tinha evoluído muito desde seu primeiro filme, recentemente Enterrado Vivo provara isso.
Olivia Wilde (que está fazendo muitos filmes esse ano, pegando carona no sucesso de sua personagem no seriado House) aparece como coadjuvante e par romântico de um dos amigos na história. A personagem não aparece muito e Olivia ainda continua à espera de uma grande chance como protagonista.
Alan Arkin e Leslie Mann completam a lista dos coadjuvantes. O primeiro poderia ter sido muito melhor aproveitado e a segunda soma mais um filme tenebroso em sua carreira.

A Coisa
O longa dirigido por Matthijs van Heijningen Jr. Poderia ter sido chamado de ‘Pique-Esconde na Antártida’. Problemas técnicos são notados a todo instante, principalmente em relação à efeitos especiais e ao som. A protagonista Kate Lloyd, interpretada pela atriz Mary Elizabeth Winstead, não tem um pingo de carisma. Uma atuação para se esquecer. Não tem outra maneira de começar falando sobre esse novo filme de suspense.
O monstro, ou A Coisa (como preferirem), tem aspectos de tentáculos e parece que foi projetado pelo Doutor Octopus (referência ao clássico vilão do Homem-Aranha).
Não é possível entender como o ótimo artista dinamarquês Ulrich Thomsen, de filmes magníficos como Brothers e Festa de Família, fez esse filme. Um grande ponto negativo em sua gloriosa carreira.
No longa, tem uma parte em que há uma seleção para saber quem tem obturação ou não. Quem tem obturação é humano, quem não tem pode ser um alienígena. Isso quer dizer que quem não escova os dentes é humano com certeza e quem escova pode ser uma alienígena? Esquisito não?

Dylan Dog e as Criaturas da Noite
Um filme de monstros, de roteiro bem fraco e com um protagonista sem carisma algum. Assim começo falando sobre essa esperada adaptação dos quadrinhos de Tiziano Sclavi.
Brandon Routh é um péssimo protagonista, não envolve o público e deixa a desejar. Muito difícil entender o porquê dessa escolha pela produção do longa. A probabilidade de dar certo era ínfima. O resultado foi um filme que ficou descaracterizado, tendo bons momentos apenas quando o companheiro de aventuras de Dylan aparece transformado em Zumbi - algumas cenas parecem aquelas provas de comida do programa de televisão Hipertensão.
As maquiagens das “criaturas da noite” são bizarras, não gostei nenhum um pouco. Algumas são bastante estranhas. Me lembraram muito dos vampiros de Angel e Buffy.


As Viagens de Gulliver
Chega a ser deprimente ver um ator carismático como o Jack Black chegando, literalmente, ao fundo do poço com mais um filme sem sal e totalmente fora de sintonia com a historia de Gulliver. Jonathan Swift (autor da obra original) deve estar se revirando para todos os lados de seu túmulo com essa enfadonha adaptação.
Tudo no filme é muito ruim. Jason Segel, o qual, eu considero um bom ator de comédias tem uma atuação que chega a ser irritante. Amanda Peet é amigona do Jack Black para aceitar um papelzinho mixuruca daqueles.  Emily Blunt tem decretado seu pior filme do currículo, muito chato dizer isso porque eu a adoro como atriz.
A cena e a maneira como o personagem principal, Gulliver, vai parar na terra dos “pequenos seres” é extremamente mal feita, cafona e sem criatividade nenhuma.  Uma das piores cenas que já vi na minha vida.

Sexo sem Compromisso
Em tempos de super estrela e excelentes prosas da critica especializada , Natalie Portman põe em risco tudo isso com o lançamento desse filme que vos falo. ‘Sexo sem Compromisso’, tem um início arrasadoramente tenebroso com diálogos dignos de um adolescente totalmente confuso em relação a sua vida. A roteirista, tem muitas parcelas de culpa nesse assombroso (no mal sentido mesmo) longa. Eu não consigo acreditar como uma atriz como a Natalie Portman (que esta tão delicada e arrebatadoramente sedutora em ‘Cisne Negro’ e ‘Closer’) se deu ao luxo de fazer uma produção tão porcaria como essa. Ivan Reitman (‘Ghostbusters’) também outra grande decepção, uma direção preguiçosa que não consegue entreter como em outros trabalhos. Em relação ao Asthon, o quê dizer? Não consegue ser diferente em seus trabalhos e pra mim já virou sinônimo de filme ruim! Se eu pudesse dar um conselho a esse último, seria voltar a fazer produções com roteiros interessantes, caso de ‘Efeito Borboleta’.

Reféns
O que falar de mais uma produção contestada do ex-grande ator Nicolas Cage? Mais um filme para ser esquecido. Depois dizem que eu implico com ele...
Você vai lembrar de ‘O Quarto do Pânico’ logo nas primeiras cenas, a dinâmica é bastante parecida. O que se diferencia é que Kyle Miller (personagem do vencedor do Oscar por ‘Despedida em Las Vegas’, Nicolas Cage) vira um personagem enigmático em cena. Sem sabermos o que realmente é verdade, os diálogos vão acontecendo e não conseguimos prever o que ocorrerá após os mesmos. Tinha tudo para ser um ótimo personagem senão fosse o final pífio que arranjaram ao peculiar Kyle!

Apollo 18
Parece uma espécie de documentário feito sem edição e com sequências um tanto quanto bizarras, que me lembraram muitos filmes. A analogia cinéfila mais clara é com certeza da mistura entre Atividade Paranormal e Alien - O Oitavo passageiro. Passou muito longe de ser considerado um filme bom. Com direito a corridas na lua (isso mesmo) e uma trama mais bagunçada que o meu quarto, ‘Apollo 18’ com certeza figurará na lista dos piores de muitos veículos que falam de cinema.

The Resident
Que eu gosto da Hilary Swank como atriz, é verdade. Mas tenho que confessar que nem tudo que ela faz é bom.  Depois de sair maravilhado com a atuação dela em ‘Conviction’ fui com fé para ver o seu mais novo filme, ‘The Resident’. Juro que não li uma vírgula qualquer sobre o filme, nem comentários do povo cinéfilo pelo Twitter ou Facebook, o que me fez querer acreditar mais ainda na história que iria ver.
Porém, o filme me decepcionou.  Uma trama uniforme, sem momentos de tensão, nem aquele frio na barriga você sente. É como se tivesse vendo um filme sem emoção, e no gênero terror, uma produção sem emoção ou calafrios, não sobrevive à ira cinéfila! Como assim o Christopher Lee aparece poucos minutos e some do filme sem explicação. Justamente ele, que tinha o maior potencial de fazer a gente sentir algum tipo de mal estar emocional.
Jeffrey Dean Morgan tenta fazer um papel sombrio psicologicamente...sem sucesso. Talvez ele deve pedir para voltar a ser o pai da dupla de Supernatural(seriado).....
O diretor Antti Jokinen tenta inventar demais e aos 25 minutos consegue rebobinar a fita para vermos as ações em outra linha de visão...ficou péssimo. Me senti vendo ‘Ponto de Vista’.
Muito pouco para um filme que tem uma atriz com 2 oscars, e que, definitivamente não combina com filmes desse gênero.

Waiting for Forever
Tudo dá errado nesse novo filme da atriz Rachel Bilson, que ficou conhecida como umas das riquinhas fúteis do seriado ‘The O.C’
Na trama uma jovem artista(uma espécie de atriz/apresentadora) volta pra casa após seu pai ficar debilitado, em contrapartida, um homem obcecado por ela vai em busca (bizonhamente falando) do amor da vida dele. Eu juro que eu não entendi como uma pessoa consegue ser tão esquisita o filme todo e o ator parece que está se divertindo, comprando aquela idéia maluca que ninguém que tem o mínimo de inteligência consegue absorver. A Srta. Bilson ta com aquele “ar de Bella” (Saga dos Vampirinhos) o filme todo. Sem expressões, parece a mulher gelo e extremamente forçada em muitas cenas, deixando a produção insuportável para qualquer pessoa. O diretor, James Keach, já havia feito o horroroso “Blind Date” com o Chris Pine, e agora consegue fazer um bem pior. Ladeira abaixo é muito pouco para expressar o caminho dele no cinema como diretor.

A Casa dos Sonhos
O esperado novo longa de Jim Sheridan tenta surpreender com a dinâmica de outro filme famoso (cujo nome é melhor não revelarmos para não estragarmos algumas surpresas dessa fita), mas não conta com uma trama sólida e nem personagens que envolvem o público, se tornando uma grande decepção.
Estranho ver Daniel Craig rindo nos filmes, já que geralmente encarna o estilo “Bronco Bad Boy”, como quando interpreta James Bond e outros personagens. Naomi Watts faz o papel da enigmática Ann, vizinha do novo casal, a famosa atriz está irreconhecível e faz um dos piores longas de sua carreira.
É um suspense cheio de reviravoltas que confundem muito o espectador. As atuações são fracas e não condizem com os nomes em questão. A soma de tudo isso é uma saldo bastante decepcionante. Resumindo, a ‘Casa dos Sonhos’ acaba se revelando um pesadelo da sétima arte.

Bem galera, essa foi a lista! Concordam? Discordam? Comentem! J Viva o cinema!

Top 10: Piores filmes de 2011

Adaptado do livro de John Le Carrè (autor de ‘A Casa da Rússia’ entre outros títulos), essa trama de espionagem, bem ao estilo dos filmes do gênero, apresenta um elenco talentoso e um roteiro minucioso que demora a ser digerido pela platéia. ‘O Espião que Sabia Demais’ tem ótimas atuações de atores que estão no auge de suas habilidades cênicas, porém espectador luta, em alguns momentos, para manter a atenção as detalhadas cenas e diálogos.

O veteraníssimo artista inglês John Hurt e o seu personagem Control comandam as ações em muitos flashbacks e muitos deles, acontecem com o mesmo em evidência. Sempre bom rever grandes atores em cena. Mark Strong é Jim Prideaux, com uma cena de ação daquelas bem feitas, basicamente abre a trama e a partir dos fatos ocorridos naqueles primeiros minutos temos a real noção de estar vendo um clássico filme do gênero. Strong interpreta seu personagem de maneira bastante firme e se torna um dos pontos altos do longa. Tom Hardy aparece com um papel importante para a história e demonstra todo o talento visto em películas como: ‘Bronson’ e ‘A Origem’. O atual vencedor do Oscar, Colin Firth, interpreta Bill Haydon, um dos suspeitos de ser o traidor. Mais uma ótima atuação do grande ator.

Mas o destaque vai para um ator que vimos em ‘Harry Potter’ e ‘O Profissional’. Grande papel, grande atuação! Gary Oldman, nosso eterno Comissário Gordon (analogia à ‘Batman’) é George Smiley, um homem inteligente que é encarregado de uma missão muito difícil. Por trás de seus óculos de grau elevado se esconde a mente que pode juntar todas as peças corretamente e achar o traidor. Merece ser indicado ao Oscar por esse papel.

Com uma introdução à La Poirot, o novo longa de Tomas Alfredson (simplesmente o diretor da fantástica fita sueca ‘Deixe Ela Entrar’) nos apresenta George Smiley, um homem com um legado que tenta decifrar uma terrível rede de intrigas que apontam um traidor/espião no lado britânico. Os elementos dessa inteligente trama vão interagindo aos poucos, via flashbacks. E em seu desfecho uma grande expectativa é gerada no anúncio do nome que todos procuram.

Décadas passadas, carros pequenos... é muito legal ver isso tudo de volta em meio a sotaques britânicos. O Thriller de espionagem, também,  faz várias analogias à tabuleiros e peças de xadrez. No cinema vemos muito disso, essas comparações denotam o exercício correto da mente, inteligência e coisas afins. Pelo menos é o que muitos acreditam.

No confronto final a revelação do traidor é mostrada de forma eletrizante. O público nem suspira para ouvir cada justificativa do traidor.

Quem é O Espião que Sabia Demais? Não vou dizer, vá conferir! A partir de 20 de janeiro nos cinemas.

O Espião que Sabia Demais - Crítica de Cinema

Um homem que viveu muitas aventuras com o seu trabalho de escritor/jornalista resolve ter a maior de todas elas. Com um enredo baseado em fatos reais, o diretor Cameron Crowe reúne um elenco de nomes conhecidos do público e dirige com maestria essa grata surpresa, ‘Compramos um Zoológico’.

Na história, que tem o roteiro adaptado assinado por Crowe e Aline Brosh McKenna, vemos um pai de família dedicado que busca uma saída para a solidão na sua vida e na de sua família após o falecimento de sua mulher. Resolve então procurar um novo lugar para viver com os filhos. De tanto procurar acaba encontrando um lugar especial e inusitado, um zoológico. Aos poucos, ao lado das crianças, vai aprendendo a administrar e viver essa nova vida que reserva muitas surpresas como um novo amor.

O solitário personagem de Damon, Mr. Mee, resolve comprar um zoológico e com isso muda também a vida de seus dois filhos. A pequena Rosie é a estrela do filme. Maggie Elizabeth Jones é uma pequena grande atriz, dá um verdadeiro show em cena, roubando as atenções. Com certeza veremos muito ela no cinema. Já o filho mais velho de Mr. Mee, faz desenhos assustadores onde explicam o sofrimento emocional do jovem por conta da perda da mãe. O personagem principal tem uma relação complicada com o filho de 14 anos.

Como em toda história de alegria e felicidade tem que ter um vilão, o papel é preenchido pelo ator John Michael Higgins que faz Walter Ferris um inspetor que precisa aprovar as obras feitas no zoológico para ele poder funcionar normalmente.

Falando sobre os rostos conhecidos: Scarlett Johansson é Kelly Foster, uma espécie de Zookeeper que se apaixona pelo personagem de Damon. Thomas Haden Church, mais uma vez, faz parte do núcleo cômico, nessa produção faz Duncan Mee, irmão do protagonista. Suas ótimas cenas fazem os adultos se divertirem.

A trilha sonora é muito boa e ajuda a compor muito bem as cenas desse longa. Cameron Crowe sabe fazer um filme para todas as idades.

Imagens belíssimas conseguem ser captadas pela câmera sempre muito inteligente do veterano diretor. Lembranças magoam mas a felicidade contida nela ajudam o novo dono do zoológico a superar as tragédias, nesse momento, a emoção toma conta da telona.

Um filme muito legal que vale a pena ser conferido por platéias de todas as idades. Recomendo!

Compramos um Zoológico - Crítica de cinema com Raphael Camacho

Reúna um grande número de rostos conhecidos de Hollywood, muitas situações cômicas e sumam com o roteiro do filme em determinados momentos, assim posso resumir a fita nova estrelado por Ben Stiller, ‘Roubo nas Alturas’. O longa, que confesso, pensei duas vezes na hora de ir conferir nos cinemas me agradou por alguns aspectos e não é tão ruim quanto eu imaginava. O diretor Brett Ratner (de ‘ A Hora do Rush 3’ e ‘X-Men 3 - O Confronto Final’) fica com a missão de dirigir essa turma, pena que o roteiro não ajuda muito.

Na trama, o gerente de um dos edifícios mais luxuosos dos EUA, a partir de algumas revelações sobre um dos moradores, resolve planejar um roubo a um dos apartamentos e para isso conta com a ajuda de uma turma atrapalhada que não tem experiência na arte de roubar. Estão entre essa turma um recém desempregado de Wall Street, um ladrão com experiência somente em roubos de antenas de televisão à cabo, um atrapalhado funcionário do hotel, um homem que aprendeu sobre eletricidade num curso online e muito mais.

Eddie Murphy e suas ‘caras e bocas’ consegue dar um bom tom de comédia entre um diálogo e outro, lembra muito seu papel em ‘Um Tira da Pesada’.  Sempre bom ver veteranos competentes quando o assunto é Sétima Arte, Alan Alda preenche bem essa lacuna. Matthew Broderick se encaixou bem nesse papel de analista financeiro atrapalhado, tem bons momentos na história. Casey Affleck e sua voz peculiar se dão bem na composição de Charlie, seu personagem. Téa Leoni, dessa vez morena, interpreta uma policial que se apaixona pelo mentor do roubo.

Em seu desfecho, vem a parte decepcionante, deixando cinéfilos chateados com a falta de criatividade.

A história tinha como acontecer de forma mais dinâmica e interessante para o público. Recomendo, mas existem muitos outros lançamentos melhores que esse.

Roubo nas Alturas - Crítica de cinema com Raphael Camacho

Pode o ser humano resistir a uma eminente história de amor? O longa chinês 'Amor à Flor da Pele' responde com maestria a essa pergunta, deixando o olhar cinéfilo compenetrado esperando ansiosamente o desfecho dessa linda trajetória de dois corações em conflito. Uma atração que vemos em forma de narrativa que se renova a cada momento da excelente trama de Wong Kar-Wai.

Na trama, Chow muda-se com sua mulher para um apartamento simples. Li-Zhen se muda quase que ao mesmo tempo para um apartamento vizinho, com seu marido. Como os esposos de ambos viajam muito, os dois passam a maior parte do tempo sozinhos. Aos poucos vamos conhecendo melhor aquelas duas almas gêmeas.  Conforme vão se conhecendo, muitas coisas em comum vamos percebendo entre os dois. No clímax, eles tem que encarar a realidade que os assombra: o marido de Li-Zhen e a mulher de Chow estão tendo um caso! O que será que farão os dois personagens principais dessa grande história?

Esse filme figura entre lista de melhores produções da década em que foi concebido. Não é para menos. Tudo se completa com bastante sutileza e cada detalhe é uma peça diferente do quebra-cabeça complicado que aos poucos vamos vendo sendo montado. A fotografia é um show à parte, com detalhes únicos e que mostram mais uma vez como o cinema asiático é competente.

É uma experiência única, um pouco sentida para quem se acostumou a ver as mega produções Hollywoodianas. Essa fita é poesia, feita com triviais elementos que transformam esse em um dos meus filmes preferidos.

Não deixem de conferir esse belo trabalho. Recomendado com louvor!

Amor à Flor da Pele - Crítica de cinema com Raphael Camacho

Foram anunciados hoje pela manhã (10:45 - horário de Brasília) os indicados ao Globo de Ouro 2012. Alguns fortes concorrentes estão na disputa, que é de longe uma das mais acirradas de todos os tempos.
Alguns filmes já foram vistos pelos meus olhos de amante da sétima arte, outros ainda não, então vou tentar comentar com aquele felling que nós cinéfilos possuímos quando chegam tempos de premiações.
Vamos aos comentários das categorias mais importantes?

Melhor Filme Drama

Os Descendentes * Histórias Cruzadas * A Invenção de Hugo Cabret * Tudo Pelo Poder
O Homem que Mudou o Jogo * Cavalo de Guerra

A categoria mais importante (que muitas das vezes nos o verdadeiro favorito ao Oscar) da premiação tem ótimos filmes esse ano.  

Os Decendentes dizem ser o grande filme do Clooney (como ator) nesse ano, ainda não vi mas creio que pela sinopse agradará muito.  
Histórias Cruzadas é um filmaço. Desde o início do ano cotado como possível vencedor de muitos prêmios, a história das empregadas que virou livro é sensacional. Meu favorito.
A Invenção de Hugo Cabret - Scorsese é sempre favorito em tudo que faz no cinema. Acho que resumi bem né cinéfilos?
Tudo Pelo Poder é uma ótima trama sobre as internas da politicagem americana vista aos olhos de um assessor de imprensa. É o filme que pode dar o primeiro Oscar à Gosling, acredito que só tenha chances nessa categoria mencionada.
O Homem que Mudou o Jogo – O novo trabalho de Brad Pitt, sobre uma análise do esporte popular americano Baseball, é um filme tecnicamente bem interessante mas creio que faltou alguma coisa para se tornar favorito nesse tipo de premiação.
Cavalo de Guerra - Steven Spielberg conseguiu fazer um filme de 100 milhões de dólares sem muitos rostos conhecidos do grande público. O que esperar da história onde o protagonista é um cavalo? Bem, não sei! Pode surpreender! Vamos aguardar!


Melhor Filme Comédia ou Musical

O Artista * Missão Madrinha de Casamento * 50% * Meia-Noite em Paris* Uma Semana com Marilyn
Categoria só existente nessa premiação, trás um leque de filmes interessantes esse ano entre os seus indicados.
O Artista – é o filme do momento. Muitos comentários positivos da película em preto e branco do diretor Michel Hazanavicius. Os cinéfilos brasileiros aguardam com ansiedade por essa estréia, certo? Deve ser o vencedor dessa categoria e chegará com muita força ao Oscar.
Missão Madrinha de Casamento – Sinceramente? Lamentável essa indicação. Para mim foi um dos filmes mais horrorosos do ano.
50% - Ótimo filme que tem nos brilhantes diálogos o seu ponto forte. Seth Rogen e Joseph Gordon-Levitt fazem uma dupla muito legal. Emocionante e ao mesmo tempo comovente.
Meia-Noite em Paris – O grande filme de Woody Allen dos últimos tempos. Tudo se encaixa com maestria naquela viagem sensacional pela ruas de Paris. Genial filme do veterano diretor. Acho que não leva o premio mas é um excelente divertimento.
Uma Semana com Marilyn – Comentam mais da atuação de Michelle Williams do que propriamente do filme. Veremos...


Melhor Ator em Filme Drama

É uma categoria equilibrada esse ano mas acho que o prêmio fica entre Fassbender e Gosling.

George Clooney, por Os Descendentes – Há anos Clooney persegue esse Oscar de melhor ator. Acho que ainda não leva dessa vez.
Leonardo DiCaprio, por J. Edgar – O sempre esquecido das premiações americanas Leonardo Di Caprio parece que vem forte na pele do ex-diretor do FBI. Nesse filme, dizem alguns, Di Caprio tem uma de suas melhores atuações. Seria legal ver Leonardo vencer algum prêmio algum dia. Ainda acho que não é o ano dele.
Michael Fassbender, por Shame – O bom ator alemão já havia atuado muito bem na pele de Carl Jung no filme ‘Um Método Perigoso’. Dizem que Shame é um filmaço, único, com bastante originalidade. Eu não duvido que ele tenha feito uma de suas melhores atuações da carreira e vocês?
Ryan Gosling, por Tudo Pelo Poder – A melhor atuação da carreira. Um ator completo, genial. ‘Tudo pelo Poder’ é um bom filme porque tem ele como protagonista. Merece o Oscar a muito tempo, desde ‘Half Nelson’. Meu favorito para vencer.
Brad Pitt, por O Homem que Mudou o Jogo – Mais uma boa atuação desse que é um dos atores mais queridos do público cinéfilo. Infelizmente o filme não ajudou o suficiente para ter um destaque maior, mas muito merecida essa indicação.


Melhor Atriz em Filme Drama

A categoria mais disputa esse ano. Podemos apenas palpitar. Impossível dizer quem vai vencer. Todos os trabalhos são excelentes. Sim, cinéfilos, EXCELENTES! (Obs: Não vi ‘Millennium’, mas creio que Rooney Mara esteja deslumbrante no filme)
Glenn Close, por Albert Nobbs – Atuação de gala da veterana atriz. Não deve vencer mas merece indicação ao Oscar com certeza.
Viola Davis, por Histórias Cruzadas – Uma das minhas favoritas. Com uma atuação comovente e muito firme no papel, Viola merece vencer não só o Globo de Ouro mas o Oscar (o problema é que outras atrizes dessa mesma categoria merecem a mesma coisa).
Rooney Mara, por Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres – Adoro essa série, não concordo muito com regravações americanas de clássicos nórdicos. Mas vou conferir a saga do escritor e dessa personagem única do mundo da literatura.
Meryl Streep, por A Dama de Ferro – Não vou comentar. Tem que ser indicada até se fizer ‘Cinderela Baiana 2’.
Tilda Swinton, por Precisamos Falar Sobre o Kevin – Filme intenso com uma interpretação magistral da ótima Srta. Swinton. Mais uma que merece todos os prêmios!


Melhor Ator em Filme Comédia ou Musical

Jean Dujardin, por O Artista – Dizem maravilhas de sua atuação. É aguardar e conferir.
Brendan Gleeson, por O Guarda – O melhor dos que vi. Merece muito o prêmio. Seu personagem politicamente incorreto é sensacional.
Joseph Gordon-Levitt, por 50% - Mais uma boa atuação desse jovem talento de Hollywood. Fez uma incrível dupla com Seth Rogen.
Ryan Gosling, por Amor a Toda Prova – Não entendi muito essa indicação. Acho que quem do filme deveria estar nessa categoria era o Carrell, porém, Gosling é Golsing. Sempre vai merecer estar entre lista de indicados.
Owen Wilson, por Meia-Noite em Paris – Não achei uma grande atuação dele. Não entendi a indicação.


Melhor Atriz em Filme Comédia ou Musical

Jodie Foster, por Carnage – Não duvido que esteja excelente. Jodie é querida por todos nós. Sempre ótima.
Charlize Theron, por Jovens Adultos – A deusa Sul-africana, vencedora do Oscar, tem recebido ótimas críticas por sua atuação nesse filme. Vamos aguardar ansiosos pela estréia do mesmo por aqui. Acho que não leva dessa vez.
Kristen Wiig, Missão Madrinha de Casamento – Não vou nem comentar.
Michelle Williams, por Uma Semana Com Marilyn – Deve vencer, falam muito sobre esse filme e essa atuação há tempos!
Kate Winslet, por Carnage – Eu daria todos os troféus disponíveis na noite de premiação para ela mesmo nem tendo visto o filme, mesmo que ela não tenha sido a melhor.


Melhor Ator Coadjuvante em Filme

Kenneth Branagh, por Uma Semana com Marilyn – O Sir. Branagh é um grande diretor e como ator se destacou em dezenas de filme. Muito legal voltar a vê-lo figurando numa grande premiação.
Albert Brooks, por Drive – Surpresa nessa indicação, mas não tenho como dizer que não concordo. Brooks teve seu mérito em ‘Drive’.
Jonah Hill, por O Homem que Mudou o Jogo - Adorei sua atuação nesse filme. Encaixou como uma luva no papel. Muito legal ele ser indicado. Correndo por fora, tem chances!
Viggo Mortensen, por Um Método Perigoso – Pra mim, mais uma ótima atuação de um dos  atores preferido de Cronemberg. Se vencer ficarei feliz. Mas eu daria o prêmio para o Plummer esse ano.
Christopher Plummer, por Toda Forma de Amor – Que nem vinho... sensacional atuação. A melhor de todas para mim. Merece levar com louvor o prêmio. Mas não sei se levará.


Melhor Atriz Coadjuvante em Filme

Bérénice Bejo, por O Artista – Como falam muito bem do filme, não duvido que Bérénice esteja muito bem no longa.
Jessica Chastain, por Histórias Cruzadas – Sensacional atuação. Essa atriz tem feito um filme melhor que o outro. Eu a indicaria pela atuação em ‘Take Shelter’ mas ela em ‘The Help’ está sensacional, toma o filme para ela em alguns momentos.
Janet McTeer, por Albert Nobbs – Grande surpresa essa atuação pois confesso que não conhecia muito essa atriz. Tem ótimos diálogos com Glenn Close no filme e toma as atenções da trama. Merecida indicação!
Octavia Spencer, por Histórias Cruzadas – Minha favorita. A melhor atuação esse ano nessa categoria para mim. Me emocionei e me diverti com sua personagem. Merece o prêmio!
Shailene Woodley, por Os Descendentes – Como ainda não vi o filme não tenho muito o que falar. Mas para vencer nessa categoria tem que ter feito o papel da sua vida.


Melhor Diretor
Que boa categoria. 5 bons diretores, cada um com seu perfil diferenciado. Difícil dizer quem ganha.
Woody Allen, por Meia-Noite em Paris – Um dos melhores da carreira do genial diretor.
George Clooney, por Tudo Pelo Poder – Um forte favorito, dirige muito bem esse compelxo filme.
Michel Hazanavicius, por O Artista – Pelo que dizem lá fora, muito do sucesso do filme passa pela ótima direção de Hazanavicius.
Alexander Payne, por Os Descendentes – Um grande diretor que estava sumido de lista de indicações de prêmios faz algum tempo, volta com esse longa que está recebendo muitas críticas positivas por onde o filme passou.
Martin Scorsese, por A Invenção de Hugo Cabret – Scorsese merece muitos prêmios por toda sua grande carreira. Não sei se leva esse por esse longa.

Globo de Ouro 2012 – Comentários dos Indicados

Após um começo pouco atraente (que aos poucos vai melhorando), o novo trabalho do diretor Marc Forster responde (ou tenta responder) a seguinte pergunta: A fé pode modificar um caminho? Com direito a reviravoltas, furacões e muitos pecados, ‘Redenção’ engloba o poder da fé na construção de uma vida melhor a um povo que precisa, através das mãos de um homem. A maneira como se chega a essa ‘melhoria’ é o grande ponto de análise do filme estrelado pelo ator escocês Gerard Butler.

Na trama que é baseada em fatos reais, Sam, um ex-detento (casado com uma ex-dançarina) tenta descobrir sua fé indo para o norte de Uganda ajudar os milhares de necessitados dessa terra, lá acaba vendo de perto os horrores que a guerra civil provoca no país africano. No início vemos a manutenção da falta de lucidez do personagem principal, por isso, a transformação do mesmo pela fé é feita de forma gradativa esticando em demasia o tempo de fita.

Em meio a muitos aleluias, o pastor motoqueiro vai atrás de financiamento para sua obras. Vende moto, carro, pede dinheiro para ricos empresários da região onde sua família mora mas pouca gente está afim de embarcar nos sonhos de construção de Sam (no final do longa, já no cair dos créditos vemos depoimentos do verdadeiro Sam Childers, vale a pena conferir essa parte). O profeta guerreiro é intenso e Gerard Butler tem seus méritos na boa construção do seu protagonista. A missão de Sam acaba consumindo a vida dele e chegamos a seguinte conclusão: ele lutou por todos menos pela família dele.

Além de Butler, nomes conhecidos do grande público aparecem no núcleo familiar do longa. Michael Shannon é Donnie, amigo de Sam, que é ajudado por esse último a achar um pouco de fé na sua vida cheia de problemas. Michelle Monaghan faz a mulher do protagonista, ex-dançarina, descobriu sua fé e largou o emprego que tinha e tenta a todo custo converter o marido.

Não é um ótimo filme e nem de longe um dos melhores do ano. Mas vale a pena conferir a saga do Sr. Childers na telona. Recomendo!




Redenção - Crítica de filme com Raphael Camacho

Com créditos iniciais de perder o fôlego (melhor do ano, sem dúvidas) e muitas cenas de ação repletas de pitadas cirúrgicas de comédia, o novo longa de Brad Bird (’Os incríveis’) tem tudo para agradar Gregos e Troianos nas salas de todo o mundo. O melhor filme da franquia ‘Missão Impossível’.

Dessa vez, o agente Ethan Hunt tem que salvar a IMF que fora desativada após um incidente na Rússia. A missão é deter terroristas antes que comece outra guerra através do lançamento de um míssil. Para tal façanha o conhecido agente do mundo do cinema conta com a ajuda de uma equipe formada pela bela Paula Patton (Jane), o cômico Simon Pegg (Benji) e o provável substituto de Cruise na franquia, Jeremy Renner (Brandt). Percorrendo lindas paisagens (mais precisamente na Hungria, Rússia e Índia) atrás de seu objetivo, Hunt e sua equipe enfrentam entre muitos obstáculos: uma assassina de aluguel que só aceita ser paga em diamantes e um sociopata que quer destruir o planeta.

O ponto alto do filme são os toques de comédia entre um diálogo e outro. Simon Pegg e seu personagem Benji acertam em todas as falas. O veterano ator britânico é impagável. Uma atuação bem ao estilo trapalhão que se encaixa como uma luva entre uma cena de ação e outra. Consegue interagir com todo o elenco da mesma maneira. Um excelente trabalho do experiente artista de 41 anos. Outro que aparece e só tira risos da plateia é o astro indiano Anil Kapoor, que vimos em ‘Quem quer ser um Milionário’. Seu papel como magnata da comunicação indiana que se rende à beleza de Jane , é hilário.

Filmado por mais de 5 meses em diversas localidades, Missão Impossível – O Protocolo Fantasma se destaca pela criatividade nos diálogos que preenchem todas as lacunas das sequencias de ação. Falando nisso, não tem como não comentar, muitas cenas se destacam no longa estrelado por Tom Cruise. O Alpinismo de Cruise no prédio gigantesco em Dubai é de arrepiar, outro destaque, a tempestade de areia com sequencias de explosões e batidas de carro é algo para se elogiar.

Para os fãs da franquia, vale o lembrete: Surpresas e mais surpresas recheiam o longa! Rostos conhecidos do passado vocês voltarão a ver!

Por mais que seja completamente cheio de impossibilidades e de situações que até a física duvida a diversão é constante em tela. Vai agradar a todo tipo de público. Marquem na agenda, dia 21 de dezembro estreia nas salas brasileiras, Recomendo!

Obs: Essa crítica se auto-destruirá em 5 segundos...

Missão Impossível – Protocolo Fantasma - Crítica de Cinema com Raphael Camacho

Reunindo dois atores da nova geração, um roteiro bastante interessante e ótimos diálogos, essa nova ‘dramédia’ dirigida por Jonathan Levine promete cativar o espectador pelas salas de cinema mundo à fora.

O filme, que estreou dia 30 de setembro nos EUA, conta a história de Adam, um jovem de 27 anos que possui uma vida bastante ‘certinha’ (desde a primeira cena, isso fica claro). Até que um dia, a partir de uma dor nas costas, descobre possuir um tipo de câncer raro localizado em sua coluna. Com a mudança drástica de comportamento tem que enfrentar muitos obstáculos além de sua doença, para isso, conta com a ajuda do amigo de faculdade Kyle.

Para construir essa trama, Joseph Gordon-Levitt e Seth Rogen foram escalados para os papéis preponderantes. O primeiro dispensa comentários esse ano, um filme melhor que outro, esse não é diferente, consegue emocionar muito em meio a nuvem negra que ronda a cabeça de seu personagem. A cena da raspada de cabelo, obviamente de um take só, deve ter sido um bom desafio ao jovem artista. Já Seth Rogen sempre se destaca com seus ótimos diálogos e, claro, a maneira única que o mesmo executa isso. Os dois juntos conversam muito e vale o destaque para a cena em que mencionam muitos atores que tiveram câncer.

Com um roteiro de Will Reaser, ‘50/50’ fala muito mais sobre relacionamentos do que propriamente dito de câncer. Palmas para a boa atuação de Anjelica Huston, a atriz passa para o público muita verdade ao retratar o sofrimento de enfrentar a doença do filho.  Bryce Dallas Howard faz Rachael, a namorada do protagonista, que pisa na bola na hora que mais seu namorado precisa, a atriz californiana, que vinha de uma excelente atuação em ‘Vidas Cruzadas’, exagera um pouco na composição de sua personagem, porém, não compromete. Anna Kendrick, faz uma psicóloga de 24 anos que está no doutorado (um pouco de exagero né?) e acaba encurtando relações com o jovem personagem de Levitt. Esse relacionamento último comentado é muito bem projetado pelo bom roteiro de Reaser.

Quer se emocionar e rir? Veja esse filme! Recomendado!

'50/50' - Crítica de filme com Raphael Camacho

O que você faria para sobreviver numa sociedade machista sendo uma mulher? Para responder a essa e outras perguntas chega em breve aos cinemas o novo longa dirigido pelo colombiano Rodrigo Garcia (‘Destinos Ligados’, ‘Coisas Que Eu Poderia Dizer Só de Olhar Para Ela’), ‘Albert Nobbs’. Com um elenco de rostos conhecidos e gratas surpresas, fica o destaque para duas grandes interpretações de mulheres que interpretam homens.

Numa sociedade rígida e intolerante, Dublin de épocas passadas para ser mais claro, uma mulher se disfarça de homem para sobreviver. Nunca contara seu segredo há ninguém, até que um dia uma pessoa com uma história bastante semelhante à sua muda completamente o desenrolar de seu destino.

Em um hotel, a trama acontece. Somos apresentados lentamente a todos os personagens que cercam à trama. Mrs. Baker, a dona do estabelecimento, é uma mulher rígida que adora chamar a atenção de seus empregos; Dr. Holloran é um médico local que sempre está presente nos eventos do hotel, é muito querido por todos; Jonathan Rhys Meyers como Visconde Yarrell aparece bem pouco, personagem sem influência nenhuma na história, sinceramente não dá para entender o porquê da existência desse na trama; Helen Dawes (Mia Wasikowska) é uma das camareiras que terá bastante importância no desfecho da história.
Mas os dois personagens que se destacam, Albert Nobbs e Sr.Page, são quem ditam o ritmo do bom roteiro de John Banville.

Albert Nobbs é muito mais que um homem em um corpo de mulher, é uma sonhadora que deseja ter uma tabacaria e junta cada centavo que ganha para realizar esse desejo. Esse espírito empreendedor é despertado de forma inesperada. É uma forma de encarar a vida, através de seus desejos. Quando o Sr. Page descobre o segredo de Nobbs isso muda a história, o controle e o descontrole da peculiar situação andam lado a lado nesse drama.

Glenn Close está muito bem no papel de Nobbs e deve figurar entre as candidatas ao Oscar de melhor atriz do ano que vem. Mais uma ótima atuação da veterana atriz. 

A inglesa Janet McTeer é a grande surpresa do filme. Consegue interpretar seu papel de maneira bastante interessante e não vai me surpreender se for indicada à muitos prêmios ano que vem.

É um belo drama com um desfecho satisfatório. Recomendo!

Albert Nobbs - Crítica de cinema com Raphael Camacho

A eterna disputa pela presidência americana entre Republicanos e Democratas é o tema central do novo longa dirigido por George Clooney, ‘Tudo pelo Poder’. A política toma conta de grande parte dessa história mas o filme é muito mais que isso. Com excelentes atuações de um elenco estelar, ‘The Ides of March’ pode finalmente dar o Oscar ao talentoso ator Ryan Gosling.

Desde a cena inicial já sabíamos que coisa boa vinha pela frente. Sozinho no palco, um jovem talento da sétima arte é quem ditará o ritmo e será o grande protagonista da trama. O canadense Ryan Gosling é Stephen Meyers um assessor de imprensa extremamente competente que integra a equipe de um dos candidatos à presidência americana. Tudo se encaminha para uma vitória até que, a partir de um fato novo, uma rede de intrigas e traições tomam conta do ambiente deixando Meyers com novas escolhas a serem tomadas.

O elenco de gala que ajuda a contar essa história tem papel predominante para o grande elogio de crítica e público até agora.

Philip Seymour Hoffman é Paul Zara ,o líder de uma das partes da disputa e principal cérebro estrategista da campanha do Governador Morris, divide ótimas cenas com o personagem de Gosling. Tom Duffy, tem exatamente a mesma função que Zara, só que do lado oposto, o genial Paul Giamatti dá vida a esse intrigante personagem. Como em toda disputa presidencial a imprensa tem forte presença, Marisa Tomei com sua Ida Horowicz preenche essa lacuna de forma sensual e inteligente. A talentosa Evan Rachel Wood interpreta uma estagiária que faz parte de uma das campanhas e acaba tendo bastante influência na mudança de foco que o filme apresenta.

George Clooney comanda o espetáculo e também faz parte do elenco, como o governador Mike Morris. Aparece bem pouco na frente das câmeras deixando o restante do elenco ditar o ritmo. Tem uma direção muito segura e interpreta o governador de maneira objetiva sem deixar margem para erros.

Fato interessante no filme, a convicção torna-se desconfiança aos olhos de Stephen Meyers. É uma produção que bate muito na tecla das escolhas que tomamos, além é claro, do mundo conturbado da política. 
A fórmula deu certo, os olhos do espectador não desgrudam da tela.

O diálogo entre os personagens de Marisa Tomei e Ryan Gosling ao som do piano em um restaurante é sensacional.

Quem assina a trilha sonora é o sempre competente Alexandre Desplat (que foi indicado quatro vezes ao Oscar, nos últimos cinco anos).      

Com uma trama bastante consistente, baseada na peça de teatro "Farragut North" de Beau Willimon, esse novo filme de Clooney e cia chega aos nossos cinemas no dia 23 de dezembro e com certeza vai agradar a todos que curtem um bom filme cheio de reviravoltas. Recomendo com louvor!    

Por Raphael Camacho

Tudo pelo Poder - Crítica de Cinema com Raphael Camacho

Reúna muita gente famosa, coloque-os em situações com a temática ‘ano novo’ com um desfecho de ‘final feliz’ e jogue um roteiro fora. O resultado disso é praticamente o novo filme de Garry Marshall, ‘Noite de Ano Novo’.

Lembram quando éramos crianças e virávamos um balde cheio de peças para formar um grande quebra-cabeça? É mais ou menos a sensação que passa vendo esse novo longa de ano novo. O problema, pra complicar mais ainda, é que faltam peças, pois pouca coisa se encaixa. Há muita informação do começo ao fim, o espectador precisa estar atento desde o início.
O elenco é tão grande que prefiro não comentar as atuações de alguns deles, como as das loiras Katherine Heigl e Sarah Jessica Parker, muito limitadas no quesito atriz. A primeira faz um filme pior que o outro, deveria ser figura presente no framboesa de ouro. A segunda não consegue fugir de sua personagem no seriado ‘Sex and the City’, Carrie Bradshaw.

Asthon Kutcher ao melhor estilo ‘Grinch’ (vocês entenderão a analogia quando virem esse filme) não consegue fugir dos mesmos personagens. Bon Jovi e suas canções dão o ar de sua graça, o artista americano é uma espécie de Fabio Jr. da Terra do Tio Sam: cantor, ator... só falta ter filho famoso. Sophia Vergara, sua beleza e seu inglês enferrujado, ela interpreta exatamente da mesma maneira que em ‘Modern Family’. Michelle Pfeiffer totalmente irreconhecível (em todos os sentidos). Josh Duhamel tem sua melhor cena quando briga com o GPS de seu carro, muito pouco para agradar com sua atuação nessa produção.

Muitas histórias se estabelecem na expectativa do novo ano que chega: Um ilustrador de coração partido fica preso no elevador com uma back vocal (bastante famosa do mundo das séries), uma mãe que enfrenta dificuldades na relação com a filha de 15 anos, dois casais que estão preparados para a chegada dos novos integrantes de suas famílias, uma organizadora de um dos mais badalados eventos de NY que enfrenta uma grande dificuldade na execução do mesmo, uma mulher solitária que deseja ‘realizar uma lista de desejos’ e para isso conta com a ajuda de um jovem motoboy recém saído de um certo High School,  um paciente e uma enfermeira que encontro no afeto uma saída para o eminente adeus de um deles, um empresário luta contra o tempo para reencontrar um grande amor do passado e finalmente uma chefe de cozinha que nutre uma paixão por um astro do Rock (e vice-versa).

Após o dueto de Bon Jovi e Lea Michele acredito que o cantor deverá ser chamado para uma aparição na próxima temporada de Glee. O médico do personagem do Robert de Niro é o mesmo que o de ‘Jogos Mortais’ (Dr. Lawrence Gordon). O imaginário cinéfilo faz a referência na hora.

Sensacional a menção a um dos mais clássicos personagens da história do cinema Ferris Bueller (‘Curtindo a Vida Adoidado’) . Sim cinéfilos! O Matthew Broderick também está nesse longa! Fora isso, a melhor coisa do filme é ouvir Frank Sinatra cantando New York, New York ao fundo de uma cena já em seu desfecho.

Desejo um ano novo bem melhor que esse filme para todos nós! J


Noite de Ano Novo - Crítica de Cinema