Uma grata surpresa: o longa garante o posto de um dos melhores do ano até agora.

Confesso que eram baixas minhas expectativas quando fui assistir a esse novo filme da franquia Planeta dos Macacos. Não esperava muito da fita e cheguei a imaginar a quantidade de clichês e erros que teria que comentar após sua exibição. Nada disso ocorreu. Se houve alguns clichês ou erros, esses passaram quase despercebidos. Com ótimas atuações e uma história que convence, Planeta dos Macacos - A Origem vem com bastante fôlego para deixar qualquer cinéfilo (mesmo os mais chatinhos) com sorriso de orelha a orelha.
Na trama, um cientista - interpretado pelo apresentador do Oscar deste ano James Franco - inicia uma bateria de testes com a finalidade de encontrar a cura de algumas doenças (principalmente o Mal de Alzheimer). Por serem politicamente proibidos em cobaias humanas, tais experimentos são realizados em macacos. Com o desenrolar da história, o cientista praticamente adota um macaquinho (Ceasar), no qual passa a notar grande inteligência. Porém, após um acidente, Ceasar é trancafiado junto a outros macacos, movimento que dá origem a uma explosão de sentimentos de rebeldia por parte do macaquinho.

No elenco, nomes como Frieda Pinto (Quem Quer ser um Milionário?), Tom Felton (saga Harry Potter), Jon Voight (O melhor arqui-inimigo de Dexter) e o grande Brian Cox.

Os diálogos bem elaborados e a computação gráfica correndo a mil maravilhas transformam esse longa em um dos melhores da saga. Aposto com vocês que o saudoso Charlston Heston deve estar rindo no céu ao se deliciar com essa história que, de uma certa maneira, ele também ajudou a contar.
Conclusão: não percam esse filme! 

Planeta dos Macacos - A Origem - Cinema com @vassilizai

O Grande Assalto - Cinema com @vassilizai

Eu, falando de Amor a Toda Prova no @plustv

Um relato pessoal que comove. Na mochila, muito mais que roupas e documentos, há dor e sofrimento. Sentimentos que saltaram do peito da diretora estreante, Flavia Castro, para se tornar um dos mais interessantes e comoventes documentários nacionais dos últimos 10 anos.

Flavia conta a história de seu pai (Celso Castro), um militante político em épocas de ditadura, que faleceu de forma até hoje não muito bem explicada. O longa mostra relatos em diversos lugares onde Celso esteve nos tempos de militante, como Argentina, Chile, Venezuela e França. A busca por essa verdade, seja ela qual for, é um dos ingredientes do documentário que chega às telonas brasileiras no dia 26 de agosto - o filme já foi lançado na França, mais precisamente nas cidades de Lyon e Paris e, em breve, chegará a mais de dez cidades francesas. Por nossas terras, o longa fora exibido nos festivais de cinema do Rio e de Gramado (ambos no ano de 2010), levando, nos dois eventos, o prêmio de melhor documentário.

Com um roteiro bem elaborado que emociona em diversos momentos, Diário de uma Busca se torna um desabafo, uma narrativa que tenta exorcizar os males que o caos político brasileiro causou em muitas famílias de militantes na época da ditadura.

Algumas pessoas não apreciam muito os documentários, mas este é o momento certo de deixar de lado o preconceito: cinema é cinema e essa obra vale à pena ser conferida.


Diário de uma Busca - Cinema com @vassilizai

Mensagem para Você - Cinema com @vassilizai

The Wonders - Cinema com @vassilizai

O Resgate do Soldado Ryan - Cinema com @vassilizai

Eu, falando de Lanterna Verde no @plustv

Perras - Cinema com @vassilizai

O noivo da minha melhor amiga - Cinema com @vassilizai

Nesse novo longa dos diretores Glenn Ficarra e John Requa (que também dirigiram Golpista do Ano, filme que conta com a participação do brasileiro Rodrigo Santoro), a comédia e a emoção andam lado a lado, como cúmplices, no bom sentido, para o delírio dos cinéfilos que gostam de um ótimo passatempo nos cinemas.

O longa conta a história de um homem que descobre que foi traído por sua mulher e resolve aceitar os conselhos de um garanhão para se dar bem nas futura investidas românticas, ao mesmo tempo em que tem que lidar com os inúmeros problemas que seu divórcio trás à sua família.

O filme é bem parecido com outro longa, Hitch (Conselheiro Amoroso). Porém, com poucos minutos de fita já se percebe que esse novo filme de Carell e companhia é infinitamente superior. Mas não se espantem, irão ter comparações entre essas duas produções.

Steve Carell dá um show. Expressões, situações, jeitos. Movimenta o personagem de maneira habilidosa durante todo o filme. Chegou ao patamar do Jim Carrey, ótimo ator de comédia que possui uma veia dramática apurada. Bom ver comediantes talentosos mostrando todas as suas facetas em diferentes tipos de filme.

Ryan Gosling é um ator fora do comum. Nunca encontro muitas falhas em suas atuações. Mais uma vez pega um personagem diferente e desenvolve-se muito bem. Julianne Moore, uma atriz sempre carismática, interpreta a esposa do personagem principal e demonstra grande segurança em sua atuação. Emma Stone, que mais parece filha da Srta. Moore (impressionante como são parecidas), tem uma voz cativante e uma senhora presença em cena. Um dos destaques do filme é o jovem Jonah Bobo no papel do filho mais velho do casal recém-separado, que apronta muito com suas paixonites infantis. Fazem parte do elenco, também, Kevin Bacon e Marisa Tomei. Essa última está absolutamente fantástica e hilária como a professora alcoólatra que tem diálogos impagáveis com Cal, personagem de Steve Carell

Com um elenco que adiciona muito à trama e um protagonista, em especial, que tem uma de suas melhores atuações no ramo dramático cinematográfico, Amor a Toda Prova surpreende positivamente e vira uma das melhores comédias do ano.

A partir do dia 26 de agosto, confira esse bom filme num cinema perto de você!

Amor a Toda Prova - Cinema com @vassilizai


Cuidado, vaca caindo do céu! Tal imagem surpreende a platéia já no início da nova fita de um dos grandes atores do cinema latino e mundial, o argentino Ricardo Darín.

Muito mal-humorado e recluso, o personagem a quem Darín dá vida foi combatente na Guerra das Malvinas, atualmente é dono de uma loja de ferragens e possui hobbys esquisitos, como: contar quantos pregos vem dentro de uma caixa e pegar uma cadeira de praia para reclinar-se ao acompanhar aviões pousando e decolando.

Um dia, ajuda um homem recém chegado da China (que não fala sequer uma palavra em espanhol) a encontrar o tio - seu único parente vivo. Os dois tentam se comunicar por sinais, fato que deixa o personagem de Darín muitas vezes furioso e, em alguns momentos, chamam o entregador de comida chinesa para auxiliá-los na tradução. Aos poucos vamos descobrindo um pouco sobre a vida desse argentino rabugento, que perdeu a mãe muito cedo e o pai com 19 anos, brilhantemente interpretado pelo grande astro hermano.

Em suma, Um Conto Chinês é uma história de duas pessoas, que às vezes parecem uma só, de diferentes culturas: um com um objetivo definido e o outro nem tanto. O longa é muito bem feito e passa uma mensagem positiva sobre os pilares da amizade. Muito interessante o final, pois acopla o início do filme e as excentricidades do personagem principal, surpreendendo o público.

Ricardo Darín e Ignacio Huang formam uma grande dupla nas telonas. Em atuações brilhantes, cada um a sua maneira, conseguem uma fórmula mágica de carismaticamente atrair o público.

Não percam mais essa grande obra do cinema latino. Lembrando que o filme é sucesso de público e crítica na Argentina, onde já teve mais de 1 milhão de espectadores.

Corram para os cinemas de todo o Brasil a partir do dia 26 de agosto! Com certeza, um dos melhores longas do ano! Diversão garantida!

Um Conto Chinês - Cinema com @vassilizai


“Não existe caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho”. Com essa frase à La Gandhi, o filme Onde está a Felicidade?, que estréia nas salas de todo o Brasil dia 19 de agosto, tem seu abre-alas.

O terceiro longa de Carlos Alberto Ricelli conta a história de Téo, uma apresentadora de um programa de culinária que descobre uma traição virtual de seu marido, interpretado por Bruno Garcia. A partir desse fato e após uma conversa, tem a idéia de curar todos os seus problemas em uma viagem à Santiago de Compostela, famoso ponto turístico da Espanha. O produtor de seu programa, interpretado por Marcelo Airoldi, e uma amiga espanhola a acompanham nessa jornada.

As paisagens são os mais interessantes aspectos da fita, deixando o roteiro e a direção um pouco atrás. O filme tem uma ótima intenção, mas boa intenção não ajuda a tornar um filme bom. O trailer gerou certa expectativa que não foi atendida pelo longa. Algumas cenas dão certo, outras não. O novo filme de Riccelli tenta divertir, mas tem diálogos que não acrescentam muito à trama. Me senti lendo um livro de auto-ajuda de mais de 200 páginas.

O longa tem muitas cores, principalmente o vermelho, fato que me lembrou muito alguns filmes do Pedro Almodóvar – só o fato de ter sido passado, em parte, na Espanha, já trás alguma referência.

Adnet poderia ter sido melhor aproveitado. Ele e sua esposa, a também comediante Dani Calabresa, fugiram dos personagens que estão acostumados a interpretar e a fórmula não se encaixou. Achei bastante exagerado o uso de tantos palavrões, principalmente pelo personagem do Marcelo Airoldi.

Observação cinéfila: fiquei perplexo com a semelhança, nesse filme, da Bruna Lombardi com a atriz francesa Melanie Laurent. Parecem mãe e filha.

O filme entra em cartaz na próxima sexta-feira e acho que você que curte livros de auto-ajuda e/ou quer prestigiar o nosso cinema, vale a pena conferir. 

Onde está a Felicidade? - Cinema com @vassilizai

Tropical Thunder - Cinema com @vassilizai

Feitiço do Tempo - Cinema com @vassilizai

Pega um liquidificador e joga Skins, Malhação e uma pitada de Rebeldes. O resultado é essa fita bastante animada sobre o universo adolescente na França e que foi baseada em fatos reais. Não é o melhor filme sobre esse tema já feito, mas é bem legal por conta da dinâmica e das músicas que o compõem.

Tem de tudo um pouco.  Primeira noite de amor, drogas, brigas familiares,bandinhas adolescentes, confusões na escola...

O único nome de expressão é a musa francesa Sophie Marceau, que interpreta a mãe de uma das protagonistas da trama e convence muito no papel dessa, que acabara de se divorciar e tem que conviver com a tumultuada vida da filha mais velha, ainda encontrando tempo para um novo amor. Muito bom ver uma de minhas musas do cinema sempre nas telonas atuando.

Pessoas de todas as idades irão gostar, e recomendo para aquelas famílias com bastante filhos adolescentes e que gostam de fazer uma grande sessão de cinema naquele domingão chuvoso.

Nem tudo no filme é original e volta e meia vemos a presença de um clichê ou outro, mas, nesse tipo de filme sempre acontece e para o bem da diversão, passamos por cima desse mero detalhe.

Recomendo, mas tem filmes melhores do gênero.

Rindo à Toa - Dica de filme do @vassilizai

Medidas Desesperadas - Dica de Cinema com @vassilizai

Mais um herói tenta sua chance com o público e crítica das telonas do mundo todo.  A bola da vez é o quadrinho criador por Martin Nodell e Bill Finger, Lanterna Verde.

Na trama, um piloto da força aérea é “escolhido” para ser o detentor de um anel que o transforma em um homem com super poderes: tudo que ele pensa é materializado e usado como saída para algumas situações. Tal anel pertence à tropa dos Lanternas Verdes, onde cada um deles é responsável por um setor/planeta. O “escolhido” da Terra é Hal Jordan. Podemos dizer que esse poder do personagem Lanterna Verde é um dos mais criativos do mundo dos quadrinhos.

Infelizmente o filme decepciona, principalmente se compararmos com outros filmes baseados em quadrinhos que migraram para o cinemas nesses últimos anos. Seu protagonista, Ryan Reynolds, vinha de uma boa atuação do elogiado “Enterrado Vivo” e era a grande esperança de fazer o filme ser adorado por todos os fãs. O esforço de Reynolds é visível, tentando transmitir com competência as fraquezas do personagem. Há algumas cenas cômicas, porém faltou um pouco de brilho para levantar a história do longa.

Os coadjuvantes não adicionam muito à trama. Tim Robbins (vencedor do Oscar pelo filme “Sobre Meninos e Lobos”) está igualzinho ao Bill Clinton, fato que logo no início me deixou um pouco confuso. Muitos clichês do longa vêm dos diálogos entre Reynolds e Blake Lively. Essa, apesar de exibir grande beleza em cada take, parece ainda carecer de mais firmeza nas atuações. Porém, sua pintinha à La Cindy Crawford irá alegrar os marmanjos de plantão.

Em alguns momentos, me senti assistindo a uma mistura entre “Top Gun” e “Senhor dos Anéis”. Bem esquisito, não? Outro detalhe: por que tanto gel no cabelo do personagem principal e da Angela Bassett? Será que os maquiadores desse filme gostam muito de Grease -nos tempos da brilhantina?

Resumindo, não gostei, mas acho que pode ter gente que irá gostar! Conselho: se for ver, assista em 3D!

Lanterna Verde - Cinema com @vassilizai

Um dos filmes mais esperados do ano estréia nessa sexta-feira, dia 12 de agosto, nas nossas salas de cinema: Super 8, com direção de um dos criadores do seriado Lost, J.J. Abrams.

O longa, que tem produção de Steven Spielberg, conta a história de um grupo de garotos de uma cidadezinha que está gravando um filme quando ocorre um acidente espetacular, o qual que acaba sendo captado pela câmera esquecida por eles. Quando voltam para recuperar a mesma, percebem que alguma coisa está errada, ao mesmo tempo a cidade em que vivem entra em colapso, com direito a exército pelas ruas.

A expectativa era grande para esse novo projeto do famoso diretor. Pena que, em tela, o filme não conseguiu atingir o ápice em momento algum, frustrando um pouco maior parte do público. Isso não quer dizer que seja ruim, mas apenas frustrante, visto que era cotado como o possível melhor filme do ano.

O longa tem pontos altos nas atuações. Kyle Chandler é o melhor do elenco, mostrando seu lado firme e rígido que estamos acostumados a ver na ótima série em que o mesmo participou - Friday Night Lights. Poucos interpretariam o delegado da cidadezinha tão bem. Elle Fanning  está excelente no papel da menina do grupo. Muito bom assistir a jovem e promissora atriz com interpretações de tirar o chapéu. O restante do elenco também faz um bom trabalho, dando grande suporte ao filme. Acredito que a direção competente de J.J. Abrams contribuiu muito para isso.

Não é o melhor filme do ano, mas vale à pena conferir.



Super 8 - Cinema com @vassilizai


Um filme de monstros, de roteiro bem fraco e com um protagonista sem carisma algum. Assim começo falando sobre essa esperada adaptação dos quadrinhos de Tiziano Sclavi.

Na trama, o detetive Dylan Dog (perito em casos sobrenaturais) investiga o assassinato do pai de uma jovem moça e, ao lado do seu companheiro de aventuras - talvez a melhor coisa no filme -, irão combater dezenas de criaturas, com: lobisomens, vampiros e zumbis.

Brandon Routh é um péssimo protagonista, não envolve o público e deixa a desejar. Muito difícil entender o porquê dessa escolha pela produção do longa. A probabilidade de dar certo era ínfima. O resultado foi um filme que ficou descaracterizado, tendo bons momentos apenas quando o companheiro de aventuras de Dylan aparece transformado em Zumbi - algumas cenas parecem aquelas provas de comida do programa de televisão Hipertensão.

As maquiagens das “criaturas da noite” são bizarras, não gostei nenhum um pouco. Algumas são bastante estranhas. Me lembraram muito dos vampiros de Angel e Buffy.

Com certeza, um dos piores filmes do ano!

Na dúvida, fique com o quadrinho.

Dylan Dog e as Criaturas da Noite


Me diz porque o céu é azul? Me explica a grande fúria do mundo. Essa passagem clássica do grande sucesso do nosso rock se encaixa como uma luva nesse novo filme do brilhante Terrence Malick.

O filme conta a história de uma família, com seus princípios(muitos deles adotados pelo pai), onde todos tem que superar uma perda bastante sentida. É um longa que fala muito sobre a relação Pai x Filho. A data de lançamento aqui no Brasil veio para o dia certo (Fim de semana do dia dos Pais).

Desde a primeira cena, o semblante dos personagens transpõe à tela. A platéia fica imóvel durante boa parte do filme, e sem o menor esforço se conecta com esse drama fantástico.

Brad Pitt, Sean Penn e Jessica Chastain estão muito bem, principalmente o primeiro que desde o sensacional Clube da Luta ta merecendo a estatueta mais cobiçada do mundo do cinema.

Muitas cenas são metafóricas, o que é bastante bonito de se ver, integrando o conceito do longa. Os paralelos feitos com muitas outras formas de vida, a forma inovadora que muitas vezes os atores são deixados em segundo plano e a tristeza(a maneira como é traduzida) gerada pela quebra da lei natural da vida(o pai morrer primeiro que seu filho) faz dessa produção ÚNICA.

A trilha sonora, assinada pelo sempre competente Alexandre Desplat, acopla-se de maneira correta a cada uma das passagens do filme. Sendo um dos pontos altos da trama como um todo.

A minha expectativa era muito alta para esse longa. O mesmo, conseguiu superá-la. Palmas, de pé, ao grande diretor e roteirista desse filme.

O “ato final” (últimos 15 minutos de filme) é uma das coisas mais lindas que já vi no mundo do cinema.

Recomendo muito e digo: é o melhor filme do ano até agora.

Árvore da Vida - Cinema com @vassilizai

Intenso, com uma ótima fotografia e uma interpretação de destaque do conhecido ator sueco Peter Stormare, Small Town Murder Songs é uma fita curta, de aproximadamente 80 minutos, onde o espectador é envolvido em deduções principalmente sobre a verdadeira personalidade do personagem principal da trama.


Numa pacata cidadezinha, típica de interior americano, um assassinato brutal aflora diversas facetas de um homem, que luta contra si mesmo. Essa sinopse criará em você cinéfilo uma certa expectativa, porém, calma! É um filme um pouco difícil de acompanhar por ter uma narrativa demasiadamente lenta. Alguns não gostarão desse detalhe.


O longa em si é guiado por uma série de passagens religiosas, onde tentam mostrar alguns caminhos, muitos deles voltados à redenção,fato que nos leva a crer que aquelas passagens não só falam das situações vistas como também do personagem do ator sueco comentado.


O ponto alto do filme, e comentado na breve introdução desse texto, é a atuação do ex-intérprete do emblemático personagem do seriado Prison Break, John Abruzzi. Sua interpretação acompanha a história e desenvolve uma certa curiosidade sobre o que esse esconde.


Muito bom assistir um ator visto como um eterno coadjuvante, atuando como ninguém num papel principal.


Vejam o filme e reparem no Stormare. Grande atuação!

Small Town Murder Songs - Cinema com @vassilizai

Um filme educativo. Que deveria ser passado em muitas escolas e em reunião com pais e professores. Assim vejo esse novo longa que conta no elenco ótimos atores como: Clive Owen, Catherine Keener e a ótima atriz mirim Liana Liberato. O diretor do filme é a grata surpresa David Schwimmer, ex-integrante do elenco principal do seriado de sucesso mundial Friends.

“Trust” é uma película que aborda um tema muito difícil e que gera indignação, a pedofilia. Esse problema é trazido ao novo século e o cenário é a internet(onde esse tipo de ameaça é ainda muito grande mundo a fora). 

Na história, uma garota de 14 anos começa a se comunicar com uma pessoa denominada Charlie via dispositivos móveis(laptop,celular...). Ele, a princípio diz ter a mesma idade dela, fato que não é verdade e vamos descobrindo isso ao longo da fita. Ao marcar um encontro, a jovem protagonista, terá que viver com as conseqüências desse para sempre, fato que também, afetará e muito sua família, principalmente seu pai.

No começo do longa (e em parte dele) o fato de mensagens de texto aparecerem nos cantos da tela, me incomodaram um pouquinho mas depois entendi que era um recurso que a produção do filme quis adotar que ao término do filme achei bastante válido.

Gostei da troca de protagonistas durante a trama, no começo é a menina, depois vira o pai dela. Esse fato nos leva a ver mais elementos e novas visões do que foi aquele encontro fatídico. Percebi também uma espécie de depressão pós-trauma, fato que leva a público a se comover com as cenas ainda mais.

É um filme para se ver e se policiar em relação ao nosso uso, e a da nossa família, em relação à internet.

Confiar ("Trust") - Cinema com @vassilizai

Falcão - O Campeão dos Campeões - Cinema com @vassilizai

Querida Wendy - Cinema com @vassilizai

Muito frio, muito sangue. Uma história envolvente que fala sobre humanos, crianças e algumas surpresas. Esses, são alguns dos elementos desse longa do diretor Tomas Alfredson.

A princípio, o propósito do filme se baseia no fato do protagonista, interpretado por Kåre Hedebrant, viver diariamente com a ameaça do bullying dentro de sua escola. Sem amigos ou uma pessoa a quem confiar, numa noite conhece uma menina de sua idade(aparentemente) e assim começa-se uma amizade que vai gerar consequências inimagináveis para qualquer espectador.

A analogia que faço é a do bolo entrando para cozimento no fogão. Quando se coloca o bolo ele está normal e bem pequeno. Assim que, após alguns minutos de fogo, o bolo começa a crescer e ficar dourado e pronto: temos um grande bolo(no caso um grande filme).

Um certo mistério é colocado dentro da trama e se torna a grande sacada do filme, tornando-se uma fita, do gênero, totalmente surpreendente e com uma abordagem nua e crua.

Para o papel da menina, amiga do protagonista, o produção do filme deve ter procurado bastante, pois a personagem é extremamente complexa, do outro mundo. Creio, que acharam a pessoa certa! A jovem atriz Lina Leandersson tem uma atuação digna de Oscar.

Muita gente vai se perguntar: esse filme não não teve uma versão americana recentemente lançada? O jovem cinéfilo aqui responde: Teve! Mas nada supera ao original!

Recomendo com louvor!  

Deixe Ela Entrar - 2008 - (Versão Original Sueca) - Dica de cinema do @vassilizai

Nos coletivos da vida, um transeunte observa tudo ao seu redor, geralmente munido de seu radinho de pilha, daqueles bem antigos (às vezes com update de um headphone). Mas para onde ele vai? O que ele procura? O que o guia, certamente, é o que vê durante as longas passeadas pela cidade onde mora.

A palavra “Transeunte” é diferente e confesso que adoro vê-la intitulando um filme. Fato que me lembrara do meu amigo e cinéfilo, Guilherme Huyer que, via facebook, manifestou vontade de assistir a esta produção devido ao gosto pelo vocábulo em questão.

O primeiro longa de Eryk Rocha mostra um olhar da sociedade pela ótica do aposentado interpretado por Fernando Bezerra, que começa a enxergar coisas anteriormente invisíveis para ele. Com a câmera bem próxima ao personagem, desde um jogo do time de futebol com a maior torcida do Brasil até uma briga de casal por conta de problemas com a sogra, praticamente entramos na história, uma sensação que nos domina desde o primeiro minuto de filme. Algumas vezes o personagem lança um olhar penetrante em direção à câmera. O longa conta com uma excelente fotografia e o fato de ter sido feito todo em Preto e Branco dá uma estética interessante de captações das imagens.

Curiosidades:
·        
      O personagem principal assiste ao jogo de futebol com a TV ligada (no mudo) e o radinho ao pé do ouvido – prática com a qual diversas pessoas irão se identificar!

·         A banda Calypso toca ao fundo em uma cena... Se não gosta, abstraia: é mais rápido do que tirar sangue.


A galera que curte os Blockbusters pode sentir algum desinteresse. Para esses: dêem uma chance ao nosso cinema e ao presente filme, que nos envolve com a trama guiada por esse brasileiro.



Transeunte - Crítica de Cinema com @vassilizai

Quem já não teve(ou tem) um superior no trabalho que é um grande mala sem alça? Os chefes geralmente não agradam ninguém, pensando nisso os roteiristas Michael Markowitz, John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein fizeram o roteiro desse filme que tem um elenco bastante interessante e que deve levar muita gente aos cinemas a partir do dia 05 de agosto.

Na trama, três amigos (Jason Bateman, Charlie Day(ótima performace), Jason Sudeikis), não agüentando mais seus respectivos chefes (Kevin Spacey, Jennifer Aniston, Colin Farrell) decidem procurar ajuda para se desfazerem desses, encontram um homem em um bar que tenta ajudá-los no objetivo.

O longa tem algumas piadas engraçadas, outros nem tanto, segue a linha do sucesso “Se Beber, não Case” (pode se dizer que há muitos paralelos entre essas duas produções). Qual a melhor?  Sinceramente não sei. Porém ambos arrancam do espectador muitas risadas, isso eu posso garantir.

Entre os coadjuvantes, muitos nomes interessantes. 

Jennifer Aniston faz um papel bem diferente do que estamos acostumados a vê-la fazendo nas telonas. O papel dela parece muito(e não é exagero) com a personagem de Demi Moore em Assédio Sexual. Será que ela usou esse filme como laboratório?

Colin Farrell está um pouco forçado, porém, bem engraçado em algumas cenas (adorei o cenário da casa de seu personagem ao estilo “Bruce Lee”).

Mas quem rouba a cena, é ele sempre, o vencedor de dois Oscars, Mr. Kevin Spacey. É muito bom ator, faz todo tipo de papel. Fica até chato ser redundante. Faz o espectador odiar seu personagem desde a primeira cena e acaba roubando a cena nos takes que aparece. Não é, nem de longe uma de suas melhores atuações. Mas ele prova que sabe fazer comédias (de todos os tipos).

Donald Sutherland tem uma micro participação e não consegue mostrar seu verdadeiro valor. Queria muito tê-lo visto como um dos chefes odiados pelos protagonistas da trama. Jamie Foxx aparece pouco também e tem cenas cômicas ao lado dos três funcionários insatisfeitos com seus chefes.

Sem dúvidas, Kevin Spacey é o chefe mais engraçado e o Charlie Day é o funcionário mais engraçado. Porque não colocar um sendo o chefe do outro? Porque talvez não desse certo. Pensei assim depois de ver o filme e pensar sobre isso.

Um detalhe que percebi ao longo da sessão, muitas referências a filmes bem legais, como: “Pacto Sinistro” do Hitchcock e Diários de uma Paixão(com direito a participação de 3 segundos de Ryan Gosling).

Vá ao cinema e se divirta! Muitos risos são garantidos, pode apostar! J

Quero Matar meu Chefe - Crítica de cinema com @vassilizai

Programa que participei comentando sobre o filme Capitão América (2011)