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Crítica do filme: 'Festa no Céu'

A mística dos sonhos românticos, ano após ano, quando desenterrada, fazem toda a diferença. Produzida pelo craque do cinema Guilhermo Del Toro, a comédia romântica que utiliza técnicas de animação Festa no Céu é um filme que será taxado, facilmente, como fofo. Além dos simpáticos personagens, o roteiro consegue ser competente o suficiente para oferecer diversão e reflexão para todas as idades. Esta ótima animação, bem romântica por sinal, traz de volta aos cinemas o polêmico universo das touradas. Assim conhecemos o Julio Iglesias das touradas, Manolo, um jovem confiante e corajoso que é apaixonado pela bela Maria. Manolo é íntegro em seu modo de pensar e sempre sofre bullying de todos por não querer machucar os tourinhos que desafia. Até que um dia, por força de uma aposta de duas figuras místicas, Manolo vai para o céu mas logo percebe que seu lugar é entre os vivos, por isso, embarca em uma divertida aventura de volta ao nosso mundo para, entre outras coisas, lutar por s...

Crítica do filme: 'Obvious Child'

A energia criativa e a confiança em arriscar, às vezes, chega quando estamos no fundo do poço. O primeiro trabalho da cineasta Gillian Robespierre conta uma profunda história sobre a arte de reconstruir uma vida. O filme, baseado em um curta-metragem do ano de 2009, homônimo, de sucesso, não daria tão certo senão fosse a interpretação inspirada da desconhecida atriz Jenny Slate, que simplesmente dá um verdadeiro show a cada segundo seu em cena. Obvious Child é uma história sobre adultos em crise e o delicado pensamento sobre as escolhas que comandam o destino. Na história, conhecemos Donna (Jenny Slate), uma mulher triste e sem muitos planejamentos sobre seu futuro que encontra um oásis quando sobe ao palco e faz seu carismático e engraçado Stand Up Comedy. Sua vida muda completamente quando leva um pé na bunda do namorado e conhece Max (Jake Lacy) com quem tem uma noite de risos e sexo. A questão é que Donna engravida e assim precisa tomar decisões que vão afetar completam...

Crítica do filme: 'Homens, Mulheres e Filhos'

Somos feitos de milhões de moléculas que nos guiam em nossa formação física mas também racional, essa última, em relação a toda uma sociedade deveras enlatada numa caixinha de atum. O novo projeto do ótimo diretor Jason Reitman (Amor sem Escalas), mostra diversos conflitos familiares provocados pela era da comunicação virtual, além de vestir a camisa como crítica escancarada aos valores conservadores de uma América doente, perdida em um medieval comodismo exagerado. Na trama, acompanhamos alguns personagens, homens, mulheres e jovens, que possuem características distantes mas que passam por grandes conflitos existenciais. A mãe que controla a vida da filha, a outra mãe que deseja que sua única filha seja famosa, um casal com problemas de sexo no casamento, um estudante e destaque no futebol americano que se isola do mundo quando a mãe abandona a família. Toda a angústia e aflições desses personagens são escancarados pela câmera de Reitman. Somos ou não somos importantes ...

Crítica do filme: 'O Cordeiro'

A coragem em atos simples justifica as escolhas daqueles que possuem esse mérito. E chega diretamente da Turquia uma das grandes surpresas deste ótimo Festival do RJ 2014, O Cordeiro . Dirigido pelo cineasta Kutlug Ataman, o filme é quase uma fábula dramática com personagens cativantes, principalmente o protagonista Mert, interpretado brilhantemente pelo ator mirim Mert Tastan. Esse é um daqueles filmes que quando acaba, abrimos um lindo sorriso e pensamos: vimos uma pequena obra prima! Na trama, conhecemos Mert e sua humilde família que vivem em uma aldeia no interior da Turquia. De acordo com as tradições da tribo, há um evento de comemoração para a Circuncisão das crianças jovens onde o pai deve dar uma festa e fazer o sacrifício de um cordeiro. Só que o pai de Mert não tem dinheiro e a irmã dele começa a criar ilusões macabras na mente do menino, dizendo que se não conseguirem um cordeiro, quem vai ser sacrificado é ele. Assim Mert embarca em uma busca bastante peculiar ...

Crítica do filme: Los Hongos

O se encontrar na vida pode começar com um caminhar artístico sem esperança. O novo trabalho do cineasta Oscar Ruiz Navia, Los Hongos , é um filme que transpira pluralidades culturais e possui uma trilha sonora muito bem encaixada com a trama. Mas nem tudo são flores, a boa intenção em reunir muitos elementos artísticos na história dos personagens acaba deixando o roteiro mais descontrolado que as últimas interpretações de Nicolas Cage no mundo do cinema. Na trama, somos jogados para dentro de uma grande cidade da Colômbia, onde conhecemos dois jovens amigos que possuem em comum o amor pelo grafite. Um deles, Calvin, cuida de sua carinhosa vovó em uma humilde casa, já Jovan possui muitos problemas familiares e se encontra desempregado, sem rumo. Ambos precisarão unir forças e sonhos para encontrar suas vocações e entender melhor o que os espera no futuro. Los Hongos é recheado de boas intenções. Explora de maneira exarcebada gostos e costumes da cultura local, sempre so...