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Crítica do filme: 'Interestelar'

Não consuma a ternura com apenas uma boa noite, sonhe, imagine e principalmente acredite, é real! Para alegria dos cinéfilos de todo o planeta, o cineasta norte-americano Christopher Nolan volta aos cinemas com mais um daqueles trabalhos impactantes que, dessa vez, vai deixar até o Stephen Hawking de cabelos em pé. Interestelar é um drama que mostra a saga da humanidade rumo ao desconhecido mundo das galáxias e da relatividade do tempo no espaço. Orçado em 150 Milhões de dólares e com câmeras Imax sendo utilizadas em grande parte das filmagens, o novo trabalho do espetacular diretor da lendária trilogia do homem morcego é mais um daqueles filmes eletrizantes que valem a pena serem conferidos numa sala de cinema. Na trama, somos jogados a um futuro onde a Terra vem consumindo boa parte de suas reservas naturais, deixando o planeta em situação extrema. Assim, com o aval da extinta Nasa, no caso, um grupo de astronautas, liderados pelo ex-engenheiro e piloto espacial Cooper (M...

Crítica do filme: 'A Alegria de Emma'

As delicadezas do ser humano podem ser descobertas das maneiras mais duras ou inusitadas pelas pessoas. Depois de 8 anos sumido do circuito carioca de cinema, estreia no Rio de Janeiro na próxima quinta-feira (06.11), o maravilhoso filme alemão A Alegria de Emma . Essa produção do ano de 2006, dirigida pelo ótimo diretor Sven Taddicken, é uma lição de como nossos sonhos podem estar guardados tão profundamente dentro de nós e que, às vezes, só partimos para realizá-los quando um fato impactante acontece em nossas vidas. O filme incomoda, é duro, mostra com muita verdade os dilemas de seus personagens principais, interpretados muito bem pelos atores Jördis Triebel e Jürgen Vogel. Em Alegria de Emma , conhecemos Max (Jürgen Vogel), um homem que trabalha em uma loja de automóveis que após receber uma terrível notícia ligada a sua saúde, entra em desespero e resolve fugir da sua controlada e pacata vida rumo a um novo destino. Acontece que ele sofre um acidente e seu carro capota...

Crítica do filme: 'Relatos Selvagens'

Não tenham dúvidas! Três atitudes bloqueiam o ser humano: o negativismo, o julgamento e o desequilíbrio! Dirigido pelo cineasta argentino Damián Szifrón, chegou aos cinemas brasileiros semana passada um dos fortes candidatos ao Oscar do ano que vem na categoria Melhor filme Estrangeiro, Relatos Selvagens . Contando algumas histórias impactantes, com pontos de interseções movidas a desequilíbrios e explosões emocionais em situações extremas, o longa-metragem de tremendo sucesso no mundo inteiro é um daqueles filmes que deixam o cinéfilo sorrindo de orelha a orelha. Na trama, brilhantemente escrita pelo próprio diretor, conhecemos diversas pessoas aleatórias, cada uma passando por uma situação de extremo impacto emocional que gera um desequilíbrio que impressiona a todos. Lembram do filme Um Dia de Fúria ? O filme de Szifrón segue os mesmos moldes, só que com diversos pontos de vistas. Uma história sobre raivinhas do passado, a raiva com a impunidade, brigas imbecis no trânsit...

Crítica do filme: 'O Melhor de Mim'

Aqueles que se amam e por circunstâncias do destino são separados, podem viver sua dor, mas isso não é desespero: eles sabem que o amor existe. Com essa famosa frase do filósofo argelino Albert Camus, começamos a explorar mais um filme lançado nesses últimos anos baseado em uma obra do mais romântico dos autores atuais, Nicholas Sparks. Dirigido por Michael Hoffman (do ótimo O Clube do Imperador ) e estrelado por atores secundários de Hollywood, O Melhor de Mim é marcado pelo tom melancólico, alguns lapsos de boas cenas e uma massiva e desnecessária propaganda de uma marca de cerveja bem famosa nos Estados Unidos. Na trama, somos jogados ao universo de Amanda e Dawson (calma, não é o Dawson chato de Dawson’s Creek ). Dois pombinhos que tiveram um grande amor na adolescência e por circunstâncias do destino, e da criatividade dramática de Sparks, tiveram que se separar. Amanda é uma mulher inteligente que após romper com Dawson, teve a vida que seus pais sempre sonharam, caso...

Crítica do filme: 'Cantinflas'

O prazer em fazer os outros rirem é quase uma exclusividade das pessoas que amam o que fazem. Lembrando de uma época de glória do cinema mundial, onde astros inesquecíveis cortavam quarteirões emendando uma grande produção atrás da outra, o simpático longa-metragem Cantinflas mostra a trajetória corajosa de um ícone do cinema mexicano, seus amores e seu trinfo em Hollywood. Na pele do protagonista, o ótimo ator espanhol Óscar Jaenada dá conta do recado tirando diversos risos da plateia ao longo dos 100 minutos de filme. Na trama, conhecemos Mario Moreno, um homem bastante humilde que luta diariamente pelo pão nosso de cada dia. Pulando de emprego em emprego, consegue aos poucos mostrar todo seu talento com o humorista em alguns circos (teatros populares). Em paralelo à trajetória de vida desse que se tornaria o grande Cantinflas no futuro, um dos grandes produtores da Era de Ouro de Hollywood Michael Todd (Michael Imperioli) está encontrando dificuldades para poder fechar c...