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Crítica do filme: 'Phoenix'

Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente. Dirigido pelo cineasta alemão Christian Petzold (do ótimo Barbara ), o longa-metragem Phoenix possui uma narrativa bastante lenta, um ritmo próprio que deixa o público um pouco com sono, conta com uma ótima atuação de sua protagonista e uma direção apenas boa de Petzold. Esse longa-metragem, que estreia no Brasil no mês de julho tem coisas muito boas e coisas que deixam a desejar, principalmente quando falamos em roteiro. Na trama, ambientada no ano de 1945, acompanhamos a saga de Nelly Lenz (Nina Hoss), uma sobrevivente dos campos de concentração nazistas que, apesar de ter escapado do sofrimento que passou, sofreu vários ferimentos e seu rosto ficou totalmente desfigurado. Sem qualquer terror, vê a desunião das moléculas de sua própria existência, até que chega em sua vida, Lene Winter (Nina Kunzendorf), funcionária de uma agência judaica, que toma como missão cuidar e ajudar ela de todas as maneiras que é capaz. Junt...

Crítica do filme: 'Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros'

Os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais que outros. Aquela trilha sonora nostálgica, marcante (dessa vez assinada por Michael Giacchino), aquela tensão que um bom blockbuster pode provocar, o desejo do espectador de ser transportado para uma história criativa e cheia de efeitos mas com conteúdo. Esse mundo fabuloso de animais adorados por muitos, mereciam um filme do tamanho do carinho que toda essa franquia conquistou ao longo desses últimos anos. E conseguiram.   Dirigido pelo desconhecido cineasta californiano Colin Trevorrow, Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros, além de tudo que os efeitos especiais podem comprar é uma experiência inteligente que faz o espectador pensar sobre a origem das espécies a cada instante. Na trama, acompanhamos a aventura de dois irmãos em um parque de diversão cheia de dinossauros tentando lutar pela sobrevivência após a fuga de um dinossauro geneticamente manipulado. Para ajudá-los, a administradora ...

Crítica do filme: 'Segunda Chance'

Não é de hoje que o cinema dinamarquês vem conquistando a atenção dos cinéfilos mundo à fora. A qualquer novo trabalho, as atenções se voltam de novo a essa intensa escola e ao seu  modo de contar uma história. Assim, começamos falando da cineasta Susanne Bier e a sua marca registrada em preencher a tela com emoções à flor da pele por meio das histórias tristes, e muitas vezes sem rumo, de seus personagens. Não há delicadeza no cinema de Bier, o ser humano é exposto aos seus mais profundos limites. As fraquezas são mostradas da forma mais nua e crua. Porém, neste trabalho, diferente de sua grande maioria passada, infelizmente, tudo dá errado e o filme vai se tornando tão ou mais sonolento do que assistir a um jogo de futebol narrado pelo Galvão Bueno. Na trama, conhecemos o policial Andreas (Nikolaj Coster-Waldau), um sujeito boa praça que sofre um grande trauma em sua vida quando durante a noite seu único filho para de respirar. Desesperado e sem saber o que fazer, acaba es...

Crítica do filme: 'Rainha e País'

Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer. Com mais de 30 trabalhos como diretor, seja em curtas, medias ou longas metragens, o cineasta britânico John Boorman volta a falar sobre o universo que cerca uma guerra com esse novo drama Rainha e País. A fita tem alguns arcos bem chatos, o roteiro flutua entre mostrar dramas pessoais com certa profundidade, criar uma novela mexicana com a adição de paixões e a descoberta do amor. Uma fórmula muito cheia de clichês e que se mostra ao longo de todo a projeção bem sonolenta. O filme, protagonizado pelo ator Callum Turner traz de volta o personagem Bill Rohan que já vimos em Esperança e Glória (1987), também dirigido por Boorman. Agora, já mais velho, é convocado para o exército britânico, onde ele e seu melhor amigo, o maluquinho Percy (Caleb Landry Jones), invocam uma particular briga contra seus superiores cheios de regras na base onde servem e, entre uma boa briga e outra, acabam descobrindo o...

Crítica do filme: 'Kamikaze'

Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente. Dirigido pelo cineasta, debutante em longas-metragens, Álex Pina, o drama Kamikaze tem boas pitadas de comédia, prefere seguir a linha do superficial e se aproveitar da ótima atuação do excelente ator argentino Eduardo Blanco ( O Clube da Lua ). É um drama, de fato, mas a premissa se inverte quando percebemos que o reviver aflora no caminho do protagonista. A leveza da fita gera uma grande empatia do público em relação a história. Na trama, conhecemos o traumatizado Slatan (Álex Garcia) um homem que perdeu tudo em um evento traumático provocado pelo governo Russo. Agora, ele está disposto a se explodir a bordo de um avião que sai de Moscou com destino a Madrid, porém seu objetivo é desviado quando, devido a uma tempestade de neve, o vôo é cancelado . Assim, é enviado (junto com os restantes dos passageiros) para um hotel longe de tudo, para aguardar um novo vôo, onde o protagonista terá a oportunidade de conhecer melho...

Crítica do filme: 'Qualquer Gato Vira-Lata 2'

Utilizando fórmulas norte-americanas de comédias que beiram ao pastelão, estreia na próxima quinta-feira (04 de junho), o longa-metragem Qualquer Gato Vira-Lata 2 . Sob a regência da dupla Roberto Santucci e Marcelo Antunez, o filme é uma mistura torva de comédia romântica com dramas existências, extremamente mal desenvolvidos. O ponto positivo chega apenas para a atuação de Álamo Facó e Marcelo Saback que, mesmo com algumas falas totalmente sem sentido e com seus personagens, muitas vezes, perdidos na história, conseguem tirar risadas do espectador sempre que em cena. A história (bobinha, bobinha), baseada no espetáculo homônimo de Juca de Oliveira, conta a saga da bela Tati (Cleo Pires) que viaja com seu namorado Conrado (Malvino Salvador) para a paradisíaca Cancún, onde o segundo irá fazer um lançamento/conferência do seu novo livro. Aproveitando a ocasião, a inocente Tati arma um pedido de casamento surpresa com a ajuda de sua melhor amiga Paula (Leticia Novaes) e da mãe de ...

Crítica do filme: 'A Incrível História de Adaline'

Depois de dirigir o ótimo Celeste e Jesse Para Sempre (filme que passou desapercebido aqui no Brasil), o jovem cineasta Lee Toland Krieger voltou às telonas com o inusitado reconto moderno romântico A Incrível História de Adaline . Lembram daquelas histórias de começos “Era uma Vez”? Esse projeto caminha nessa vagarosa estrada, porém, possui uma profundidade marcante na maioria dos seus arcos, uma direção de arte espetacular e uma ótima atuação da atriz californiana Blake Lively. Tudo é muito bem feito nesse belo projeto que deve agradar ao público. Ao longo dos 110 minutos de projeção, vamos conhecendo (muito por meio de flashbacks) uma linda mulher chamada Adaline Bowman (Blake Lively) que nasceu próximo da virada do último século e após um terrível acidente de carro nunca mais envelheceu. Depois de viver grandes amores, ser perseguida pelo FBI, ver sua filha envelhecer, trocar de nomes a cada nova década, resolve se entregar/viver um novo e recente amor, Ellis Jones (Michiel...