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Crítica do filme: 'Ponte dos Espiões'

Qual o próximo passo quando você não sabe qual é o jogo? Duas conflitantes potências do mundo, envolvidas em uma guerra de ameaças numa época de exércitos com grande potência de fogo. Nesse cenário, Ponte dos Espiões , novo trabalho da dupla Tom Hanks e Steven Spielberg (antes já fizeram O Resgate do Soldado Ryan , Prenda-me Se For Capaz e O Terminal ), conta a incrível história de um norte-americano, pouco conhecido, que fora até mesmo chamado pelo ex-presidente norte-americano Kennedy para intermediar negociações políticas anos mais tardes dos acontecimentos deste longa. Com uma atuação brilhante do eterno Forrest Gump e uma direção fantástica do mago Spielberg, este trabalho deve listar nos caderninhos cinéfilos como um dos grandes filmes do ano. Na trama, acompanhamos detalhadamente a saga heroica do advogado, especialista em seguros, James Donovan (Tom Hanks), um norte-americano cheio de princípios que recebe a difícil missão de defender nos tribunais um espião russo captu...

Crítica do filme: 'Cidades de Papel'

Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura. Baseado no livro do famoso autor John Green e dirigido Jake Schreier (do fraco Robot & Frank )   Cidades de Papel é aquele filme água com açúcar que parece não querer se arriscar. O público que curte os livros de Green merecia uma adaptação mais profunda da boa obra do autor de A Culpa é das Estrelas .   Na trama, somos brevemente apresentados ao jovem e inteligente Quentin (Nat Wolff), um estudante do último período da escola que nutre uma paixão de anos por sua ex-amiga Margo (Cara Delevingne). Certo dia, após já perder as esperanças de conversar novamente com o amor de sua vida, ela surge na sua janela e a partir daí acaba se envolvendo em uma aventura de descobertas sobre a vida, o amor e o destino. Na versão cinematográfica da história, os personagens parecem não ter o mínimo de entrosamento em cena, talvez falte química entre os jovens Nat Wolff e Cara Delevingne.   As cena...

Crítica do filme: 'The Gift' (O Presente)

O mistério gera curiosidade, e essa, é a base do desejo humano para compreender. Primeiro longa-metragem dirigido pelo também ator australiano Joel Edgerton ( Warriors ), The Gift é quase um thriller, quase um suspense psicológico e quase um filme bom. A fita, que estreou nos Estados Unidos em agosto deste ano, fala sobre ganância, mentira e o quão longe um ser humano pode chegar para fazer o que é o ‘certo’, segundo o que pensa. O narcisismo detalhado, principalmente em um dos protagonistas, faz um paralelo com um problema bem complicado que acontece diariamente em algumas escolas, o bullying.  Em The Gift , o casal Simon (Jason Bateman) e Robyn (Rebecca Hall) se mudam para uma nova cidade por conta de uma nova oportunidade de emprego do primeiro. Logo após a chegada dos pombinhos à sua nova casa, um misterioso homem chamado Gordo (Joel Edgerton) aparece na vida deles dizendo ser um antigo amigo de infância de Simon. A partir disso, percebe-se que Gordo possui segredos ...

Crítica do filme: 'The Final Girls'

Se, a princípio, a ideia não é absurda, então não há esperança para ela. Dirigido pelo cineasta nova iorquino Todd Strauss-Schulson, protaganizado pela jovem Taissa Farmiga e pela estonteante atriz sueca Malin Akerman, The Final Girls é um projeto insólito, que veste a carapuça de filme tosco, repleto de personagens estereotipados nos mais clássicos trabalhos do gênero terror dos anos 90. Na trama, conhecemos a delicada jovem Max (Taissa Farmiga – irmã mais nova da atriz Vera Farmiga), traumatizada e culpada pelo acidente trágico que matou sua mãe Amanda (Malin Akerman), uma atriz fracassada que ficou marcada por um único papel em um filme trash anos atrás. Três anos se passaram e Max, certo dia, resolve aceitar um convite para comparecer a uma exibição para fãs do filme trash que sua mãe participou. Após um inusitado acidente, envolvendo uma garrafa de vodka e uma guimba de cigarro, ela e os amigos vão parar dentro do filme que estava sendo exibido e a partir disso precisam lut...

Crítica do filme: 'Eu Estava Justamente Pensando em Você' (Comet)

O tempo e o seu começo, meio e fim. Qual a diferença entre sonhos e lembranças? Por que parece ser tão impossível tentar te esquecer? Escrito e dirigido pelo cineasta norte-americano, estreante em longas-metragens, Sam Esmail (criador de um dos seriados mais aclamados por crítica e público nos últimos anos, Mr. Robot ) Eu Estava Justamente Pensando em Você parece uma peça de teatro, com vários cenários, diálogos inteligentes beirando ao tragicômico e dois atores em grande harmonia em cena. Na trama, acompanhamos a história de amor profunda entre Dell (Justin long) e Kimberly (Emmy Rossum), um jovem casal que se conhece de maneira inusitada e durante um certo período de tempo, vive intensamente todos os bons e terríveis momentos que uma rotina à dois pode oferecer. Indagações sobre a forma de viver, sobre o amor, o pensar os 5 minutos depois de um grande acontecimento, as inseguranças que geram um possível relacionamento. Michel Gondry adoraria conhecer essa história (se já não o...

Crítica do filme: 'Mia Madre'

Apenas em torno de uma mulher que ama se pode formar uma família. Mia Madre , um dos filmes de destaque do festival do Rio 2015, é um recorte sensível sobre a chegada de novas ideias e modos de pensar para uma personalidade egoísta e solitária.   O carisma da fita chega muito mais forte ao público por meio das elegantes pitadas cômicas provocadas pelo caos emocional de Margherita, a protagonista, além da triunfal e fundamental chegada de John Turturro e seu iluminado personagem Barry Huggins. Turturro simplesmente dá um show em cena. Na trama, conhecemos a incompreensiva Margherita (Marguerita Buy, em uma grande atuação), uma mulher de personalidade forte, controladora, que enfrenta uma fase difícil, seja nas intensas gravações de seu novo projeto como diretora ou nas doloridas idas e vindas ao hospital onde sua mãe se encontra internada. A protagonista, uma italiana guerreira, luta diariamente para manter uma certa sanidade em meio a tantas novas linhas de pensamentos que c...

Crítica do filme: 'Bem-vindos ao Mundo' (Welcome to Me)

Quase sempre é preciso um golpe de loucura para se construir um destino. E vem do circuito independente norte-americano um dos filmes mais estranhos dos últimos tempos, principalmente quando pensamos na análise psicológica da protagonista, interpretada pela atriz Kristen Wiig. Welcome to Me , ou no título traduzido Bem-vindos ao Mundo , é dirigido pela desconhecida Shira Piven, que consegue em menos de 90 minutos deixar o público impactado com tantas estranhezas em cena. De interessante realmente somente a tentativa do espectador em tentar decifrar a mente da personagem principal. Na trama, conhecemos a peculiar Alice Klieg (Kristen Wiig), uma mulher de meia idade com um transtorno de personalidade evidente, que por acaso acaba ganhando na loteria norte-americana e decide apostar todas suas fichas investindo em um programa de televisão que fala sobre sua vida, suas memórias e situações que já vivenciou. A partir dessa opção, acaba se tornando obsessiva em ser famosa e acaba se...