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Crítica do filme: 'White God'

Quase sempre é preciso um golpe de loucura para se construir um novo destino. E vem da Hungria um dos roteiros mais significativos e inovadores dos últimos tempos no Universo do Cinema. White God , vencedor do prêmio de Melhor Filme da Mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes em 2014, é uma fita corajosa que mostra todas as habilidades técnicas do cineasta húngaro Kornél Mundruczó. Misturando inusitadas situações, envolvendo praticamente uma guerra entre cachorros e pessoas, o longa-metragem é uma grande lição sobre os limites que todos nós devemos navegar. Para tudo que é vida no planeta ter um certo tipo de evolução, precisamos nos entender como seres humanos urgentemente.   Na trama, conhecemos a corajosa menina Lili (Zsófia Psotta) que vai precisar passar algumas semanas com seu deprimido pai. A menina, que toca trompete em uma orquestra de sua cidade, leva consigo um belo cachorro chamado Hagen, fato que não é bem visto por seu pai. Certo dia, após um dos inúmero...

Crítica do filme: 'O Lobo do Deserto'

A guerra é feita para que os mais fortes vivam, e os mais fracos lutem pela sobrevivência. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pela Jordânia, O Lobo do Deserto é um filme com uma fotografia belíssima, uma direção determinada e atuações concentradas. A sutileza envolta de situações extremas é a assinatura de Naji Abu Nowar que marca sua estreia na direção de longa-metragem. Mas, mesmo com ótimas qualidades técnicas, é necessário dizer que é um filme deveras difícil e para alguns será facilmente esquecido.  Na trama, ambientada em parte do período da primeira guerra mundial, conhecemos o jovem Theeb (Jacir Eid Al-Hwietat) um menino, muito apegado com seu irmão, que vive com sua família na província otomana de Hijaz. Certo dia, um soldado do exército britânico aparece buscando ajudando para encontrar um lugar. Assim, em meio a um deserto cheio de perigos, Theeb e seu irmão vão ajudar o soldado e acabam encontrando uma aventura que fará Theeb amadurecer bem mais r...

Crítica do filme: 'El Desconocido'

Em seu primeiro longa-metragem como diretor, o cineasta espanhol Dani de la Torre percorre o gênero de ação e Thriller para contar uma história bem agitada que guarda algumas boas surpresas já no seu arco final. Protagonizado pelo excelente ator espanhol Luis Tosar, El Desconocido passa do drama para a ação com a maestria de outros bons filmes que se assemelham em sua estrutura. O único pesar é que talvez o filme nunca ganhe as telonas do circuito nacional. Na trama, conhecemos a história de um executivo de contas de um forte banco chamado Carlos (Luis Tosar) que passa por uma grave crise em seu casamento e possui uma relação bem distante com seus dois filhos. Certo dia, logo após sair de casa com os dois filhos no carro, recebe uma ligação misteriosa dizendo que embaixo do carro tem uma bomba e que se o carro parar o explosivo se acionará automaticamente. Desesperado, Carlos vai precisar de muito sangue frio para entender o porquê está nessa situação e quem está fazendo isso co...

Crítica do filme: 'Misconduct'

Quem abre o coração à ambição, fecha-o à tranquilidade. Em seu primeiro longa-metragem, o cineasta Shintaro Shimosawa tem a complexa missão de dirigir dois monstros sagrados do cinema. Misconduct , estrelado por Anthony Hopkins e Al Pacino, é um filme um pouco parecido com outros trabalhos do gênero, só que com alguns diferenciais nas composições dos personagens. O roteiro, assinado pela dupla Simon Boyes e Adam Mason, é estranhamente mentecapto. Neste thriller dramático, conhecemos o ambicioso advogado Ben (Josh Duhamel), um homem que passa por uma crise no casamento por conta de uma tragédia que aconteceu. Sua mulher Charlotte (Alice Eve) é uma mulher gelada que praticamente vive no hospital onde trabalha. Certo dia, Ben encontra uma ex-namorada chamada Emily (Malin Akerman) que esconde informações confidenciais sobre o namorado, o bilionário Denning (Anthony Hopkins), que interessam o escritório de advocacia onde Ben trabalha, que é comandado por Abrams (Al Pacino). Assim, Be...

Crítica do filme: 'O Clube'

Cada vez que você faz uma opção está transformando sua essência em alguma coisa um pouco diferente do que era antes. Indicado ao Oscar pelo Chile, a brilhante fita O Clube , dirigida pelo cineasta Pablo Larraín é sem dúvidas um dos melhores filmes do último ano. Não perdendo nem um segundo da atmosfera pesada, fruto dos passados dos personagens, o corajoso filme é um soco no estômago para quem ainda tinha qualquer dúvida sobre alguns absurdos que a Igreja Católica escondeu, esconde e esconderá do planeta. Grande vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim em 2015, O Clube conta a história de alguns homens ligados à Igreja Católica que se escondem de seus passados em uma casa no interior, ajudados por uma freira. Sem total ligação com o mundo e vivendo dia após dia enclausurados em seus pecados, certo dia recebem a visita de um padre que remexerá toda a angústia e aflição desses ex-padres.  O roteiro, assinado pela dupla Daniel Villalobos e Guillermo Calderón...

Crítica do filme: 'Moonwalkers'

Quase sempre é preciso um golpe de loucura para se construir um destino. Em seu primeiro longa-metragem no currículo, o cineasta Antoine Bardou-Jacquet resolve aceitar um projeto inusitado escrito pelo roteirista do excelente Morte no Funeral (as duas versões), Dean Craig. Dessa vez, Craig não consegue ajeitar o tom da comédia e tudo para muito exagerado, além da falta de força cênica, carisma mesmo, dos protagonistas em cena. Jacquet se perde do início ao fim, talvez fruto de sua inexperiência, não consegue realizar um bom trabalho.   Na trama, no final da década de 60, acompanhamos o perturbado agente da CIA Kidman (Ron Perlman) que se mete em uma missão deveras peculiar: encontrar com o diretor Stanley Kubrick e propôr que o mesmo grave uma espécie de filme, do homem pisando na lua, caso a aventura norte-americana no espaço não desse certo. Mas tudo vai por água abaixo quando Kidman se confunde e acaba entregando a ideia sobre o filme para Jonny (Rupert Grint), um trambi...

Crítica do filme: 'Amor ao Primeiro Filho' (Ange et Gabrielle)

Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências. Escrito e dirigido por Anne Giafferi Amor ao Primeiro Filho é mais um daqueles filmes água com açúcar que os franceses adoram produzir ao longo dos anos. Variando entre bons e arrastados momentos, o longa-metragem estrelado pela dupla Isabelle Carré e Patrick Bruel é um daqueles projetos que muitas vezes passam desapercebidos pelo público cinéfilo. Na trama, conhecemos o arquiteto de sucesso e hipocondríaco Ange (Patrick Bruel) um mulherengo que no passado não quis assumir uma suposta criança que seria seu filho. Como a vida dá voltas, certo dia, uma farmacêutica de meia idade invade seu escritório e pede uma curiosa ajuda de Ange, para ajudá-la a convencer seu suposto filho a assumir a paternidade de uma criança fruto do relacionamento desse suposto filho com a filha da farmacêutica em questão. Confusão criada, agora Ange precisará passar um apressado processo de amadurecimento para poder resolver todas...