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Crítica: 'Operação Fronteira'

Em mais uma produção Netflix lançada nesse ano, Operação Fronteira aborda as questões das escolhas vs essências com críticas ao pós intenso serviço militar. Dirigido pelo ótimo cineasta J.C. Chandor ( O Ano Mais Violento , Margin Call ) o filme navega na violência para encontrar algum sentido em almas paralisadas por só saberem realizar um tipo de trabalho. O roteiro é interessante e com arcos bem definidos, é um filme redondo que não alcança brilhantismo no clímax imposto mas convence como filme de ação com leves pitadas de dramas profundos. Na trama, conhecemos Santiago (interpretado pelo excelente ator guatemalteco Oscar Isaac) que trabalha como consultor para a polícia de uma região na América do Sul, acaba conseguindo saber o paradeiro de um bandido de renome da região através de sua fonte. Assim, reunindo informações sobre a localização desse bandido, que está escondido dentro da selva em uma verdadeira casa/fortaleza, resolve chamar antigos companheiros de exército par...

Crítica do filme: 'The Mustang'

Exibido no prestigiado Festival de Sundance desse ano, The Mustang , primeiro trabalho como diretora de Laure de Clermont-Tonnerre e com o já experiente ator belga Matthias Schoenaerts no papel principal, é um filme bastante sensível que aborda fortes temas familiares através da mudança de perspectiva de seu protagonista que começa a se envolver em um trabalho diferente, mesmo dentro de uma prisão. O roteiro consegue boas profundidades para abordar vários temas que envolvem o protagonista conseguindo criar um elo importante para entendermos as ações e consequências ao longo dos 96 minutos de projeção. Na trama, conhecemos Roman Coleman ( Matthias Schoenaerts ), um homem condenado a muitos anos de prisão (a causa conhecemos ao longo do filme). Pai e prestes a ser avô, ele é bastante quieto e fala pouco mas acaba ganhando a oportunidade de ser selecionado a um programa de reabilitação ligado a treinamento de cavalos que serão apresentados em leilões. Assim, Coleman acaba conhece...

Crítica do filme: 'Arizona'

A ideia inicial era, abordar as problemáticas imobiliárias norte americanas como um background para uma trama com certas questões ligadas a família. Só que nesse trabalho do diretor Jonathan Watson , em seu primeiro longa-metragem na cadeira principal, vários arranjos não funcionam e declinam em uma protagonista confusa e um assassino/vilão desprovido de coerência para com tudo aquilo que presenciamos. Um filme esquecível, sonolento e que nos da margem para pensar quantos filmes deixaram de se fazer para investirem tempo e dinheiro nesse trabalho que não deixará saudades aos olhos cinéfilos. Na trama, conhecemos Cassie ( Rosemarie DeWitt) , uma mulher de meia idade, mãe, divorciada, que mantém uma boa relação com o ex-marido. Ela está falida e prestes a perder sua casa. Seu dia a dia é uma batalha, já que trabalha no mercado imobiliário exatamente na época de uma das maiores crises norte americanas no setor. Certo dia, após chegar para trabalhar, acaba presenciando o assassinat...

Crítica do filme: 'Coringa'

A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável. Essa famosa frase do suíço Rousseau exemplifica muito bem o que assistimos ao longo de 122 minutos de projeção. Coringa é antes de mais nada um retrato de nossa sociedade, que anda entre vales nebulosos onde o medo e as desilusões se tornam estopim para novos modos de pensar mas que também caminha para a maldade em mentes perturbadas. Dirigido pelo cineasta nova iorquino Todd Phillips e com uma atuação de gala de Joaquin Phoenix no papel principal, o filme, que já bateu recordes de bilheteria onde exibido, é um dos fortes candidatos a melhor filme do ano. Na trama, ambientada na década de 80 na famosa Gotham City, conhecemos o jovem Arthur ( Joaquin Phoenix ), um trabalhador norte-americano que entre alguns bicos faz parte de uma empresa que seleciona palhaços para campanhas publicitárias de ruas e eventos pela cidade. Ele mora com sua mãe debilitada em um apartamento em uma zona violenta de G...

Crítica do filme: 'Dois Papas'

Há beleza num mundo caótico? Uma igreja que se casa com uma era ficará viúva na próxima era. Dirigido pelo cineasta brasileiro Fernando Meirelles , Dois Papas é um contratempo do pensar, dois dos maiores artistas de suas gerações, o tango vs pretzel, tudo isso envolto em suposições de dias de diálogos entre duas mentes completamente diferentes mas que amam o mesmo Deus. Indicado em algumas categorias no próximo Globo de Ouro, e, provavelmente com algumas futuras indicações ao Oscar 2020, essa produção Netflix é um leve filme, onde nos diálogos a magia acontece. Na trama, em passagens rápidas e intensas em certos anos, acompanhamos o encontro entre Jorge Bergoglio ( Jonathan Pryce ) e Joseph Ratzinger ( Anthony Hopkins ), o atual e o ex-papa. A fundo em seus modos de pensar, vamos descobrindo curiosidades - algumas com boas pitadas de licença poética e imaginária - uma que evoluiu outra que ainda não consegue de desprender da defesa de tradições ultrapassadas. Discutindo o temp...

Crítica do filme: 'Sombra Lunar'

As originalidades confusas de uma tentativa de ficção científica inovadora. Perdido no catálogo da Netflix, sem muito marketing, Sombra Lunar se propõe a ser um filme de bom ritmo que mistura conceitos de passagens de tempo dentro de uma ideia de correção de ações, algo parecido com Minority Report . O problema é que os hiatos acabam sendo muito grandes e há pouco tempo de além da superfície principalmente nas narrativas do seu protagonista, um homem obsessivo por uma noite que mudou sua vida. Não é chato, não é ruim mas é confuso e perde o fôlego nos arcos finais. Na trama, acompanhamos a complicada história de Locke ( Boyd Holbrook ), um jovem policial que tem o sonho de ser detetive em breve. Dedicado a família, sua esposa está grávida da primeira filha do casal, passa seus dias entre a delegacia e seu lar. Mas tudo muda em uma noite, quando uma série de assassinatos interligados o levam a perseguir pistas em poucas horas e ao mesmo tempo sua esposa entra em trabalho de par...

Crítica do filme: 'O Pintassilgo'

As razões e as emoções oriundos de um trauma pode moldar toda uma vida se não houver esperança. Dirigido pelo cineasta irlandês John Crowley ( Brooklyn ), O Pintassilgo , baseado no livro homônimo vencedor do prêmio Pulitzer da autora Donna Tartt, é uma grande gangorra de emoções e caminhos a se seguirem após um grande trauma que marca para sempre a vida do protagonista. O roteiro, muitas vezes confuso, vai e volta em suas linhas temporais tentando aproximar o público da essência de sua trama. Não é tão ruim quanto dizem, alguns divulgaram que foi um dos maiores fiascos de bilheteria do ano, mas fica claro em seu desfecho que o livro deve ser muito melhor que o filme. Na trama, acompanhamos Theo Decker ( Oakes Fegley e Ansel Elgort ), na infância/adolescência até os dias atuais já adulto.   Na infância, voltamos em forma de flashback ao momento chave da vida de Theo: um ato terrorista em um museu onde estava com sua mãe. Esse acontecimento é ligado a outras vidas que esta...