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E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #342 - Heloisa Machado

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.   Nossa entrevistada de hoje é cinéfila, nascida em Brasília. Heloisa Machado tem 27 anos é formada em Cinema e Audiovisual pela UFF , é integrante do DAFB, Coletivo de mulheres e pessoas transgênero do departamento de fotografia do Brasil e trabalha há 8 anos na ANCINE . Dirigiu e fotografou alguns curtas-metragens e está finalizando seu primeiro longa de ficção como roteirista e diretora, ...

Crítica do filme: 'O Astronauta Tupy'

Cada ser tem sonhos à sua maneira. Um ser solo que esbarra com os coletivos. Cronista do seu tempo. Tijucano. Observador da cidade que nasceu, suas belezas e as diversas questões que assolam seu Rio principalmente a polarização das ideias que nesses tempos presente comandam o modo de pensar da maioria dos cariocas. Dirigido por Pedro Bronz , o documentário O Astronauta Tupy conta de maneira leve e agradável, através de arte de Pedro Luís , suas escolhas, momentos, seu mosaico de ritmos, através de relatos do mesmo, amigos, vídeos de gravações e de depoimentos de outras épocas. Do Humaitá à Lapa, Da Zona Norte à Zona Sul, somos testemunhas em poucos mais de 90 minutos de como esse músico alimenta seu coração louco como uma máquina de escrever. Será que as inspirações ninguém realmente sabe de onde vem? O músico começa na música nos anos 80, em um coral, depois passa pelo Punk que conhecera nos tempos de São Paulo, pelos inusitados sons gerados com Pedro Luis e a Parede e suas batidas...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #341 - Bianca Zasso

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.   Nossa entrevistada de hoje é de Santa Maria (Rio Grande do Sul). Bianca Zasso tem 34 anos, é jornalista e crítica de cinema afiliada da Associação de críticos de cinema do Rio Grande do Sul (Accirs) e da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). É editora do site Formiga Elétrica . Possui Especialização em Cinema e é mestranda em Ensino de Humanidades e Linguagens.   ...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #340 - Henrique Vasco

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.   Nosso entrevistado de hoje é cinéfilo, de São Paulo. Henrique Vasco tem 36 anos, é formado em Rádio e Televisão, estudou cinema e teve experiências trabalhando em produção de TV em uma emissora de São Paulo, além de ter também exercido a função de apresentador em uma produtora de TV On Line. Entre seus trabalhos de destaque, produziu o documentário " Dois Lados de um só Lugar " realizad...

Crítica do filme: 'Flores do Cárcere'

No lugar onde a verdade é uma só, a mentira é uma ilusão. Resgatando o passado de algumas ex-prisioneiras da hoje desativada Cadeia Pública Feminina de Santos, também com paralelos em forma de vídeos antigos caseiros que elas filmaram quando estavam presas em 2005, Flores do Cárcere mostra o antes e depois dessas mulheres. O arrependimento, as situações das detentas que eram mães aos olhos de terceiras, e até mesmo algumas que estavam grávidas, a conturbada e complicada relação entre carcereiras e presidiárias, a nova vida quando são libertadas, os sonhos que chegam lentamente quando enxergam uma vida fora da prisão, a visão da família sobre o cárcere. Flores do Cárcere é dirigido pela dupla de cineastas Barbara Cunha e Paulo Caldas , inspirado no livro homônimo de Flavia Ribeiro de Castro . A cadeia precisa cumprir o papel de reeducação? Ou serve apenas para a criminosa cumprir sua pena? Há segundas chances nessa vida? 250 mulheres em 10 celas. A sensação de acordar e dormir tran...

Crítica do filme: '101 Reykjavík'

As questões do ‘como ou porquê’. Lançado a quase 20 anos, segundo longa-metragem da carreira do ótimo diretor islandês Baltasar Kormákur , 101 Reykjavík é um recorte interessante e até certo ponto atemporal sobre a saída de um homem da bolha em que vive, esperando o passo dos outros antes de dar o seu primeiro, vendo sua vida passar em sua frente sem qualquer sinal de esperança ou plena felicidade. Uma comédia com pitadas de crise existencial que mostra nas entrelinhas das eternas dificuldades de alguns no entender-se com as relações humanas. Roteiro assinado por Kormákur, baseado no livro homônimo de Hallgrímur Helgason . Na trama, conhecemos Hlynur ( Hilmir Snær Guðnason ), um amargurado boêmio da vagabundagem que vive seus dias refletindo sobre a vida e buscando soluções rápidas para seus conflitos. Ele mora com mãe em uma casa padrão classe média baixa e vive de ajuda do governo para desempregados. Certo dia, chega na cidade Lola ( Victoria Abril ), uma professora espanhola de fl...

Crítica do filme: 'Currais'

O silêncio apaga tudo. Um homem, sua Kombi e suas buscas por respostas da história de seu avô, a reconstrução da memória de uma região, por quem ainda se lembra dessa época terrível, fatos que parte da elite se esforça em ocultar. As margens de uma estrada de ferro e no alto do sertão morriam centenas de pessoas nos chamados campos de concentração (os currais do governo), lugares criados no início da década de 30, sob conhecimento do governo federal, onde flagelados da seca eram tratados com indiferença e discriminação pela elite que já morava na cidade de Fortaleza. Escrito e dirigido pela dupla de cineastas David Aguiar e Sabina Colares , modelado em uma mistura entre documentário e ficção, Currais apresenta relatos impactantes, impressionantes, surpreendentes, além de fotos antigas mostrando o que as palavras dizem ao longo dos cerca de 90 minutos de projeção. Uma história real, onde campos de concentração, chamados assim mesmo, lugares onde pessoas de baixa renda e sem pratica...