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Eu Queria ter a Sua Vida - Cinema com Raphael Camacho

O novo longa de comédia estrelado por Ryan Reynolds e Jason Bateman tem alguns momentos desnecessários e diálogos sem graça, dirigido por David Dobkin (que fez também a comédia Penetras Bons de Bico) bate o recorde de clichês em uma produção nesse ano.

Na trama, dois amigos (que vivem a vida de maneira bem diferente) conseguem, a partir de um pedido a uma fonte, que suas vidas sejam trocadas. Para o desespero dos cinéfilos e entusiastas de boas atuações, isso acontece, transformando a fita numa desorganizada confusão com direito a cenas bem cafonas e um desejo para que o mesmo termine o mais cedo possível.

O contexto geral do filme e principalmente a cena da ‘troca’, lembram muito o longa Quero ser Grande.
Jason Bateman é um ator que possui boas atuações no curriculum, mas brincar com crianças na tela, ninguém supera Jim Carrey e sua “garra” (referência ao filme O Mentiroso). Sempre que há uma cena semelhante é inevitável essa comparação.

Em vários momentos, parece que Ryan Reynolds volta à pele do personagem que ficara famoso no filme O Dono da Festa, Van Wilde. Uma grande decepção essa atuação, desse bom ator. Ele tinha evoluído muito desde seu primeiro filme, recentemente Enterrado Vivo provara isso.

Olivia Wilde (que está fazendo muitos filmes esse ano, pegando carona no sucesso de sua personagem no seriado House) aparece como coadjuvante e par romântico de um dos amigos na história. A personagem não aparece muito e Olivia ainda continua à espera de uma grande chance como protagonista.

Alan Arkin e Leslie Mann completam a lista dos coadjuvantes. O primeiro poderia ter sido muito melhor aproveitado e a segunda soma mais um filme tenebroso em sua carreira.

Para os cinéfilos que ainda tem esperança, Eu Queria ter a sua vida, estréia em nossas salas de cinema no dia 07 de outubro.

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