Like Crazy - Cinema com Raphael Camacho

Um amor inteligente em um desenvolvimento original. A futura jornalista, o futuro designer de móveis. Um sentimento forte nasce desses dois corações e faz a platéia se emocionar esperando para que lado o vento vai levar essa relação. O novo longa do diretor Drake Doremus (confesso que não vi nenhum outro filme dele), poderia ter sido mais um feito nesse gênero tão visto que é o ‘drama recheado de amor’. Mas a maneira como vemos o desenvolvimento da história é deveras interessante e transforma essa produção numa grata surpresa a todos os cinéfilos.

Na trama uma jovem inglesa vai para os EUA estudar, lá se apaixona por um rapaz. Juntos, vivem uma intensa paixão. Quando tudo está indo muito bem, uma problemática com o visto da jovem coloca em xeque esse forte sentimento. Eles acabam tendo que enfrentar um arriscado relacionamento à distância. Será que esse amor é maior que qualquer obstáculo que a vida impõe?

Os atores possuem uma harmonia em cena e desenvolvem bem seus personagens. Anna e Jacob são muito bem interpretados pelos competentes Felicity Jones e Anton Yelchin. A primeira passa um carisma logo nas primeiras cenas e faz o espectador sofrer com ela quase que em todo o filme, boa dinâmica e ótima atuação. O segundo é um ator russo que já vimos em mega produções como ‘Star Trek’ (2009) e ‘O Exterminador do Futuro – A Salvação’ (2009), porém, nunca enxergamos essa veia dramática que Anton consegue transmitir com esse novo personagem. Um belo trabalho da dupla.

Ainda falando em atuações, Jennifer Lawrence aparece (sempre linda) como Samantha, uma jovem que se envolve com Jacob e acaba tentando ser uma espécie de lado, num triângulo que não pode existir.

O longa bate na tecla de como pequenos detalhes se transformam numa relação de amor e afeto, sem deixar de lado um ar juvenil sobre o conceito desse forte sentimento. Por conta da distância, do fuso-horário, dos novos trabalhos... resumindo... pelas barreiras impostas pela vida, a melancolia toma conta dessa paixão. 
Aos poucos, o ciúmes toma conta da história. ‘Simons e Samanthas’ contornam o imaginário dos protagonistas e os levam a um caos emocional. A trilha muito boa de Dustin O'Halloran tem forte presença  em todas essas reviravoltas.

Um desfecho é proposto, gerando inúmeras interpretações para o público, que com certeza, deve ver esse bom filme.


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