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Crítica - Moneyball - O Homem Que Mudou o Jogo

Até onde os números podem ajudar um time a ser vitorioso? Que influência os números possuem dentro do gerenciamento de um esporte? Essas e mais perguntas, além de suas respostas, vão moldando o enredo nas pouco mais de duas horas de fita, do novo longa ‘Moneyball’, adaptado do livro de Michael Lewis (‘Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game’).

O filme conta a história de um manager (gerente) de um time de baseball que ao lado de um jovem funcionário economista desenvolve um método, baseado em um programa de estatísticas, para administrar o plantel. Mesmo ouvindo muitas críticas, o sistema criado é seguido até o fim pelo obstinado gerente.

O astro multifacetas Brad Pitt dessa vez encarna um manager de visão única (original) sobre a realidade por trás de um dos esportes mais famosos dos americanos, o Baseball. A construção de Pitt para seu personagem Billy Beane é um dos pontos altos da produção que é dirigida Benneth Miller (que também assinou a direção de ‘Capote’). O roteiro do longa ( a adaptação do mesmo) fica a cargo do veterano e craque Aaron Sorkin (‘A Rede Social’) e do também competente Steven Zaillian (‘A Lista de Schindler’).

O elenco de apoio, vulgos coadjuvantes, é rodeado de boas promessas e realidades idolatradas pelos amantes da sétima arte. Jonah Hill (‘Superbad)’, que vemos sempre em muitos filmes de comédia, dessa vez aceita o desafio de um papel mais sério e passa no teste com louvor. Philip Seymour Hoffman aparece completamente careca na pele do treinador do time de baseball gerenciado pelo personagem de Pitt. E falando nesse último, mais uma vez demonstra todo o seu talento na pele de um sofrido e idealista personagem.  Provavelmente Brad circulará pelas listas de possíveis ganhadores de prêmios ano que vem. 
Não considero esse seu melhor trabalho mas é uma atuação de respeito, do marido de Angelina Jolie.

Pelo seu contorno americanizado, o longa deve deixar uma parte do público brasileiro com certa ressalva, porém, conta com um grande astro do mundo cinematográfico, o que de fato, por si só, já enche salas em todo o mundo.

A trama poderia ter focado mais no núcleo familiar do seu personagem principal. Os melhores diálogos do filme são entre pai e filha. No livro esse detalhe não deve ter sido esquecido.

Gostando de matemática ou não o único número que tem que pensar é o sete. Mesmo não sendo a perfeição (como o número mencionado), a sétima arte convida para mais um bom longa que estréia em nossas terras em 2012.

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