quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Noite de Ano Novo - Crítica de Cinema

Reúna muita gente famosa, coloque-os em situações com a temática ‘ano novo’ com um desfecho de ‘final feliz’ e jogue um roteiro fora. O resultado disso é praticamente o novo filme de Garry Marshall, ‘Noite de Ano Novo’.

Lembram quando éramos crianças e virávamos um balde cheio de peças para formar um grande quebra-cabeça? É mais ou menos a sensação que passa vendo esse novo longa de ano novo. O problema, pra complicar mais ainda, é que faltam peças, pois pouca coisa se encaixa. Há muita informação do começo ao fim, o espectador precisa estar atento desde o início.
O elenco é tão grande que prefiro não comentar as atuações de alguns deles, como as das loiras Katherine Heigl e Sarah Jessica Parker, muito limitadas no quesito atriz. A primeira faz um filme pior que o outro, deveria ser figura presente no framboesa de ouro. A segunda não consegue fugir de sua personagem no seriado ‘Sex and the City’, Carrie Bradshaw.

Asthon Kutcher ao melhor estilo ‘Grinch’ (vocês entenderão a analogia quando virem esse filme) não consegue fugir dos mesmos personagens. Bon Jovi e suas canções dão o ar de sua graça, o artista americano é uma espécie de Fabio Jr. da Terra do Tio Sam: cantor, ator... só falta ter filho famoso. Sophia Vergara, sua beleza e seu inglês enferrujado, ela interpreta exatamente da mesma maneira que em ‘Modern Family’. Michelle Pfeiffer totalmente irreconhecível (em todos os sentidos). Josh Duhamel tem sua melhor cena quando briga com o GPS de seu carro, muito pouco para agradar com sua atuação nessa produção.

Muitas histórias se estabelecem na expectativa do novo ano que chega: Um ilustrador de coração partido fica preso no elevador com uma back vocal (bastante famosa do mundo das séries), uma mãe que enfrenta dificuldades na relação com a filha de 15 anos, dois casais que estão preparados para a chegada dos novos integrantes de suas famílias, uma organizadora de um dos mais badalados eventos de NY que enfrenta uma grande dificuldade na execução do mesmo, uma mulher solitária que deseja ‘realizar uma lista de desejos’ e para isso conta com a ajuda de um jovem motoboy recém saído de um certo High School,  um paciente e uma enfermeira que encontro no afeto uma saída para o eminente adeus de um deles, um empresário luta contra o tempo para reencontrar um grande amor do passado e finalmente uma chefe de cozinha que nutre uma paixão por um astro do Rock (e vice-versa).

Após o dueto de Bon Jovi e Lea Michele acredito que o cantor deverá ser chamado para uma aparição na próxima temporada de Glee. O médico do personagem do Robert de Niro é o mesmo que o de ‘Jogos Mortais’ (Dr. Lawrence Gordon). O imaginário cinéfilo faz a referência na hora.

Sensacional a menção a um dos mais clássicos personagens da história do cinema Ferris Bueller (‘Curtindo a Vida Adoidado’) . Sim cinéfilos! O Matthew Broderick também está nesse longa! Fora isso, a melhor coisa do filme é ouvir Frank Sinatra cantando New York, New York ao fundo de uma cena já em seu desfecho.

Desejo um ano novo bem melhor que esse filme para todos nós! J


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