Pular para o conteúdo principal

Noite de Ano Novo - Crítica de Cinema

Reúna muita gente famosa, coloque-os em situações com a temática ‘ano novo’ com um desfecho de ‘final feliz’ e jogue um roteiro fora. O resultado disso é praticamente o novo filme de Garry Marshall, ‘Noite de Ano Novo’.

Lembram quando éramos crianças e virávamos um balde cheio de peças para formar um grande quebra-cabeça? É mais ou menos a sensação que passa vendo esse novo longa de ano novo. O problema, pra complicar mais ainda, é que faltam peças, pois pouca coisa se encaixa. Há muita informação do começo ao fim, o espectador precisa estar atento desde o início.
O elenco é tão grande que prefiro não comentar as atuações de alguns deles, como as das loiras Katherine Heigl e Sarah Jessica Parker, muito limitadas no quesito atriz. A primeira faz um filme pior que o outro, deveria ser figura presente no framboesa de ouro. A segunda não consegue fugir de sua personagem no seriado ‘Sex and the City’, Carrie Bradshaw.

Asthon Kutcher ao melhor estilo ‘Grinch’ (vocês entenderão a analogia quando virem esse filme) não consegue fugir dos mesmos personagens. Bon Jovi e suas canções dão o ar de sua graça, o artista americano é uma espécie de Fabio Jr. da Terra do Tio Sam: cantor, ator... só falta ter filho famoso. Sophia Vergara, sua beleza e seu inglês enferrujado, ela interpreta exatamente da mesma maneira que em ‘Modern Family’. Michelle Pfeiffer totalmente irreconhecível (em todos os sentidos). Josh Duhamel tem sua melhor cena quando briga com o GPS de seu carro, muito pouco para agradar com sua atuação nessa produção.

Muitas histórias se estabelecem na expectativa do novo ano que chega: Um ilustrador de coração partido fica preso no elevador com uma back vocal (bastante famosa do mundo das séries), uma mãe que enfrenta dificuldades na relação com a filha de 15 anos, dois casais que estão preparados para a chegada dos novos integrantes de suas famílias, uma organizadora de um dos mais badalados eventos de NY que enfrenta uma grande dificuldade na execução do mesmo, uma mulher solitária que deseja ‘realizar uma lista de desejos’ e para isso conta com a ajuda de um jovem motoboy recém saído de um certo High School,  um paciente e uma enfermeira que encontro no afeto uma saída para o eminente adeus de um deles, um empresário luta contra o tempo para reencontrar um grande amor do passado e finalmente uma chefe de cozinha que nutre uma paixão por um astro do Rock (e vice-versa).

Após o dueto de Bon Jovi e Lea Michele acredito que o cantor deverá ser chamado para uma aparição na próxima temporada de Glee. O médico do personagem do Robert de Niro é o mesmo que o de ‘Jogos Mortais’ (Dr. Lawrence Gordon). O imaginário cinéfilo faz a referência na hora.

Sensacional a menção a um dos mais clássicos personagens da história do cinema Ferris Bueller (‘Curtindo a Vida Adoidado’) . Sim cinéfilos! O Matthew Broderick também está nesse longa! Fora isso, a melhor coisa do filme é ouvir Frank Sinatra cantando New York, New York ao fundo de uma cena já em seu desfecho.

Desejo um ano novo bem melhor que esse filme para todos nós! J


Postagens mais visitadas deste blog

Jantar para Idiotas

Depois de ler a sinopse eu ja sabia que não iria gostar mas como todo cinéfilo é teimoso... fui assistir a esssa produção em uma noite que estava sem sono. Resumindo, foi muito difícil chegar ate o final. Paul Rudd não consegue sair desses papeizinhos de homem de 30 anos com alguma crise; seja ela no casamento, na desilusão de não ter amigos, ou conhecendo alguma garota dos seus sonhos. Dessa vez, ele é um empregado de uma grande empresa e para se enturmar com a gerência tem que arranjar um idiota(isso mesmo, pasmem) para levar em um jantar onde há uma zoação generalizada em cima dessas pobres almas. Nem comentarei o papel ridículo de Steve Carell nesse filme. Eu fiquei imaginando como Hollywood ainda pode bancar idéias desse tipo. Tanto roteiro bom engavetado e uma porcaria dessas é lançada, vendendo uma idéia besta como essa. Isso só serve para aumentar bullying(Alô Serginho Groisman!) nas escolas entre outras coisas, que não são os mais corretos, em uma sociedade robótica onde o cin...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...