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Crítica do filme: 'O Acompanhante'

Com um roteiro bastante afiado (mesmo sendo um pouco complicado), assinado por Paul Schrader (um dos roteiristas do fantástico ‘Touro Indomável’), nos surpreendemos a cada cena, entre os bons diálogos que o personagem principal possui. A trama é envolvente, temperada com pitadas de clima Noir. Para dar vida ao protagonista, um veterano artista que sempre surpreende com seus personagens fantásticos, tornando essa fita um caso onde a interpretação chama mais atenção do que o filme propriamente dito.

A história é focada em Carter Page III que é uma espécie de playboy que tem como passatempo preferido acompanhar mulheres (com esposos importantes) na compra de um tapete ou simplesmente em partidas de baralho. Ele vive em clima de romance com um paparazzi da cidade. Quando é envolvido em um caso de assassinato, exatamente por confiar demais em uma dessas mulheres que sempre está junto, tem que provar sua inocência custe o que custar.

Woody Harrelson praticamente toma ao filme para ele. Entre um diálogo melhor que o outro seu personagem, debochado por si só, rouba a cena sempre que aparece. O modo de falar e o jeito de se expressar são muito bem conduzidos pelo grande ator em cada tomada. ‘O Acompanhante’ é um dos melhores trabalhos do artista americano.

Kirsten Scott Thomas é a coadjuvante de luxo. Sempre faz a alegria de cinéfilos, com ótimas atuações em seus personagens enigmáticos e cheios de sentimentos guardados (na maioria dos casos). Dessa vez não é diferente, sua personagem Lynn Lockner possui a chave para o entendimento completo da história. Coloca o personagem de Harrelson em uma trama que não sabemos se é de propósito ou por defesa. É um grande conflito que é levado até o desfecho, bastante simbólico, da fita dirigida por Paul Schrader

É um longa que reúne ótimas atuações, esquecidas nos imensos acervos de algumas das melhores locadoras de sua cidade. Alugue e comprove! Recomendado!

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