quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Crítica do filme - 'Os Descendentes'

Com um drama familiar repleto de bons personagens com um paraíso tropical como pano de fundo, Alexander Payne (‘Sideways’) comove o público com a história de um homem em busca de um recomeço após uma série de acontecimentos que mudarão sua vida e a de sua família para sempre.

Matt King é um homem com muitas decisões nas mãos. Vive no Havaí, sustenta sua família com seu trabalho de advogado e seu uniforme de trabalho é Short, chinelo e camisa florida. Tem uma vida que muita gente pede a Deus. Mas não é bem assim, a situação dele não é tão boa como parece: a mulher está internada, ele não consegue se entender com suas duas filhas, os primos o pressionam para vender as terras da família (de olho na bolada do negócio) e acaba descobrindo que a mulher estava em um caso extra-conjugal com o salsicha (personagem de trabalhos anterior do ator Matthew Lillard).

George Clooney tem uma atuação muito boa. Foi bastante elogiado por críticos de todo o mundo. Com esse personagem bastante real, comove e transporta o espectador para dentro da tela. Não sei se é o melhor trabalho dele mas está entre os grandes papéis do veterano ator com certeza. Ganha o Oscar com a cena de despedida à esposa na cama do hospital.

O relacionamento do personagem principal com suas duas filhas é péssimo. Não sabe ser mãe e acaba muitas vezes não sendo pai. A situação melhora com a inclusão de um personagem inesperado que dá um grande ritmo à trama. Sid é hilário. Acompanha a família em todos os lugares. Tem cenas impagáveis com o sogro de Matt King. Esse personagem é um ponto fundamental para o sucesso de público e crítica desse longa que é baseado no livro de Kaui Hart Hemmings. Méritos também para o jovem ator Nick Krause.

Alexander Payne sabe contar um drama comovente, sempre tem uma maneira de amarrar o público com suas doses de emoções cirúrgicas.  A história é narrada com a ajuda de um visual sensacional de um dos lugares mais bonitos dos EUA.

O ouvido cinéfilo é premiado com a participação super especial de Morgan Freeman já na subida dos créditos.

A partir do dia 27 de janeiro, o público se emocionará, se divertirá e sairá feliz das salas de cinema de todo o Brasil.

5 comentários:

  1. Olá Raphael! Achei o seu blog por acaso, e que surpresa boa!!! Estou gostando demais de ler suas críticas, anotar sugestões, e todo o clima agradável do seu blog... Já salvei em favoritos!! Obrigada!

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  2. Olá ! Que bom que está gostando! Flo muito de cinema pelo facebook tb!

    Add lá se tiver facebook, http://www.facebook.com/raphael.zaitsev

    Beijos!

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  3. OLá Raphael - discordo de seu comentário. Achei o filme chato, linear, muito desconexo e cheio de cliches tão a gosto do cinema americano (filha problemática, mulher em coma, traição).
    O Clooney realmente está bem no filme, as locações no Hawai são muito bonitas. O diretor que havia acertado em Sideways, desta vez, não me agradou.
    De zero a dez, cinco.

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  4. Esqueci: uma falha do site foi não ter dado qualquer crédito a Robert Forster, o Comandante da Enterprise, agora já bem idoso e que faz o sogro do Clooney.

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  5. As suas críticas são muito boas, bem fundamentadas. Parabens Rafael!

    Não leu o livro que serviu de base para o filme, leu?

    Eu li, depois assisti ao filme. Normalmente os livros são sempre melhores, mas este filme, é uma excepção. Brilhante!!!

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