Crítica do filme - 'Billi Pig'

  • fevereiro 28, 2012
  • By Raphael Camacho
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Falando sobre fé mas com um roteiro muito confuso, atores carismáticos e personagens cômicos, reunidos no subúrbio do Rio de Janeiro, o diretor José Eduardo Belmonte (do excelente "Se Nada mais der Certo”) apresenta ao público seu novo trabalho, “Billi Pig”. O grande problema do longa é ser muito superficial, não avança nas brechas criadas em nenhum momento, deixando de ser interessante e virando uma confusão projetada na telona.

Uma loucura misturada com um sonho. Assim somos apresentados à trama, Marinalva (Grazi Massafera) tem um sonho de ser atriz e possui um simpático porquinho falante como fiel confidente, casada com Vanderlei (Selton Mello) que é dono de uma seguradora no subúrbio do Rio de Janeiro. Após saber de um acidente com a filha de um mafioso local, Vanderlei resolve pedir ajuda do Padre do bairro (Milton Gonçalves) para fazer o impossível: ressuscitar a acidentada.  

Os atores são carismáticos e tentam preencher seus personagens com muito improviso mesmo com os problemas no roteiro.

Selton Mello é Vanderlei, um homem sem energia, depressivo em alguns momentos. Pouco inspirado em satisfazer o mulherão que tem dentro de casa, romanticamente falando. Possui uma seguradora de fundo de quintal em Marechal Hermes (RJ). Personagem cômico esse de Selton, quando nervoso, pratica passos de Moonwalker a la Michael Jackson.

A cantora e atriz Preta Gil tem uma boa atuação e cumpre bem seu papel para com o filme, bastante natural. Milton Gonçalves tem grande destaque com o seu Padre Roberval, rouba a cena falando expressões em inglês, tira muitas risadas nessa hora. O personagem de Otavio Muller é onde a trama tenta se sustentar, porém, peca na tal da profundidade mencionada. Grazi Massafera é uma mulher com um carisma impressionante e se esforça para tentar dar sentido à sua personagem.

Ser superficial acopla muitas histórias deixando dificuldades de se conectar com o público. Onde o filme é mais profundo? Talvez, quando apresenta a relação conturbada dos protagonistas casados. Quando o jovem suíno começa a falar (Grazi dubla o porquinho) com a protagonista as confusões provocadas por essa estranha situação é o mais profundo que o roteiro consegue ir.

O filme tem alguns momentos inesperados, como: um número musical dentro de um boteco (o diretor é fã de filmes do gênero) e um grande pagode comandado por Arlindo Cruz, regado a muita feijoada. Um fato negativo a comentar: A trilha sonora não se encontra com o filme em momento nenhum!

Mesmo não agradando esse crítico que vos escreve, recomendo a você leitor que vá conferir essa produção nacional nas telonas. Nosso cinema está se arriscando mais, isso é sempre importante de mencionar, às vezes as idéias dão certo outras vezes. Dê uma chance a sua curiosidade e vá aos cinemas a partir do dia 02 de março conferir esse filme. Quem sabe você não gosta, né?

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2 comentários

  1. Ao menos, sua crítica foi mais inteligente e não persuadiu o cinéfilo a deixar de ir porque você não gostou. Crítica boa de se ler é assim. Parabéns!

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