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Crítica do filme: 'O Despertar'

Com uma história atraente, uma personagem portentosa e boas atuações, o suspense O Despertar, promete causar muitos sustos nos cinemas a partir do dia 17 de fevereiro. Pena que o desfecho é o ponto negativo do filme que tem o roteiro assinado por Stephen Volk e Nick Murphy.

A bela atriz Rebecca Hall conquista o espectador com sua personagem (Florence Cathcart) logo nos primeiros minutos, a trama é muito envolvente em seu início (não deixa o público desgrudar os olhos da telona) mostrando os dramas e as convicções de uma caçadora de fantasmas no início do século XX. A discípula de Padre Quevedo, acredita apenas na evidência tendo uma bolsa cheia de instrumentos para comprovar não a existência de fantasmas mas algum truque, feito por pessoas comuns de carne e osso.

Na história, muito bem dirigida pelo estreante em longa-metragem Nick Murphy, uma investigadora de assuntos paranormais e escritora de livros sobre o assunto, é envolvida em um caso misterioso sobre o falecimento de uma criança em um colégio de meninos. O que ela não sabia é que o assunto em questão a fará desacreditar em crenças e mudará para sempre sua vida.

Ao longo dos acontecimentos, Florence Cathcart começa a repensar sua maneira de ver a vida. É um momento delicado do filme e conta muitos pontos positivos para a intérprete da protagonista que passa para o público todo o sofrimento, medo e tensão daquele instante. Com a ajuda do Sr. Mallory (Dominic West), gago funcionário da escola onde ocorre a tragédia, e de Maud Hill (funcionária experiente do estabelecimento, interpretada pela sempre ótima Imelda Staunton), coloca em prática todo um plano para desvendar o mistério sem saber que ela tinha a chave para abrir aquela caixa de pandora.

O filme é montado de maneira que abre um leque de possibilidades para seu desfecho, deixando público ligado em cada informação que aparece, para mais tarde juntar o quebra-cabeça misterioso. Mas é nessa armadilha que o filme peca. Não consegue ter um final satisfatório, na verdade, conseguiram pegar um dos piores finais possíveis para dar fim à trama. Tudo caminhava muito bem (atores ótimos em cena, boa direção) até o encerramento da fita!

Deixa um gostinho de decepção, tinha muito potencial. Era para ser o primeiro grande filme de suspense do ano. Quase acontece.

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