quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Crítica do filme - 'O Motoqueiro Fantasma 2 - Espírito de Vingança'

“O Motoqueiro Fantasma 2  -> O irmão perdido da Cinderela Baiana”


Eu gostaria de vir aqui, na minha humilde coluna nessa querida editoria e escrever milhões de elogios à atuação de Nicholas Kim Coppola. Porém, como já esperávamos e que diz no ditado popular: ‘Hoje é o amanhã que tanto nos preocupava ontem’, Cage consegue realizar em 1:35 de fita seu pior filme da carreira. Sim cinéfilos, ele conseguiu essa proeza.

O longa dirigido por Mark Neveldine e Brian Taylor (bem dirigido por sinal, a melhor coisa da fita talvez seja a direção) é aquele tipo de filme que os homens levam a mulher para o cinema e ao final da sessão levam bufetadas das mesmas, junto com frases do tipo: “Nunca mais você escolhe o filme, viu?!”

Na trama, Johnny Blaze (o Motoqueiro Fantasma), está escondido em algum lugar na Europa Oriental. Quando tem a possibilidade de se livrar da maldição que toma conta de seu corpo, ele é chamado a interromper seu eterno inimigo, que sequestrou um jovem. Junto com seu amigo e a mãe do menino partem em busca de vingança.

O roteiro do filme é um jogo de encaixe que nem a mente mais japonesa de todas conseguiria decifrar. Digo isso por conhecer duas mãos de japoneses brilhantes que resolvem qualquer problema, porém, nesse caso é difícil ter uma solução que agrade. O público fica confuso com o trabalho esquisito de Seth Hoffman e Scott M. Gimple.

O elenco desempenha da maneira como pode seus excêntricos personagens.

O vencedor do Oscar (sim, ele já venceu o grande prêmio) Nicolas Cage, novamente, dá vida ao célebre 
personagem dos quadrinhos. Volta a ter sua atuação contestada pelo público. Até quando teremos que suportar os filmes ruins de Cage? Porque ele não vai para o retiro dos artistas, tira uma folga de 2 anos e volta interpretando bem, como em seus papéis em: “Adaptação”, “Despedida em Las Vegas”, entre outros... O público merece mais qualidade.

O ótimo ator inglês Ciarán Hinds parece tentar ser o ponto alto do filme, porém, as caras e bocas de seu personagem não o deixam brilhar como devia. Tem falas muito esquisitas.

A bela atriz italiana Violante Placido (que contracenou com George Clooney em “Um Homem Misterioso”) faz a mocinha da produção. Não compromete no papel.

O competente artista Idris Elba (do sensacional seriado “Luther”) interpreta Moreau, um viciado em vinhos que ajuda Blaze a resgatar o jovem sequestrado. Nas cenas de ação, movido à muita bebida, ajuda o motoqueiro a detonar os figurantes.

A caracterização dos elementos do personagem principal deixam a desejar, juntamente, com desfechos horríveis para os coadjuvantes da trama.  

As correntes (parte mais legal do poder de Johnny Blaze) não causam o efeito que poderiam. Ficam parecendo o Shun de Andrômeda (menção: “Cavalheiros do Zodíaco”) com miras variadas e sem nenhuma objetividade!

Após um dos bandidos vacilar com o chefão da história, acaba sendo transformado em uma espécie de Hulk Hogan que tem o poder de transformar tudo em pedra. Bizarro é pouco para esse personagem.

“Motoqueiro Fantasma 2” segue como líder nas nossas bilheterias. Acho que todos nós sempre daremos uma chance para Nicolas Cage e seus personagens, mesmo que infelizmente, já deixaram de nos agradar a muito tempo. Mas que ele saiba de uma coisa: Paciência tem limite! Dá vontade de perguntar se o motoqueiro em questão é o irmão perdido da Cinderela Baiana.

3 Postagens cinéfilas:

FabianoCaldeira. disse...

Boa tarde! Você atualiza seu blog com frequência? Eu tenho um também e vou colocar o teu na lista de indicações que mantenho lá no meu, pra todo mundo ver.

Abraços. Fabiano Caldeira.

Raphael Camacho disse...

Vlw Fabiano! Grande abraço!

FabianoCaldeira. disse...

Seu blog já se encontra na lista de indicações do meu.

http://socializando2009.blogspot.com/

Assim, acompanho atualizações de forma mais fácil.

Abraços. Fabiano Caldeira.

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