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Crítica do filme - 'O Motoqueiro Fantasma 2 - Espírito de Vingança'

“O Motoqueiro Fantasma 2  -> O irmão perdido da Cinderela Baiana”


Eu gostaria de vir aqui, na minha humilde coluna nessa querida editoria e escrever milhões de elogios à atuação de Nicholas Kim Coppola. Porém, como já esperávamos e que diz no ditado popular: ‘Hoje é o amanhã que tanto nos preocupava ontem’, Cage consegue realizar em 1:35 de fita seu pior filme da carreira. Sim cinéfilos, ele conseguiu essa proeza.

O longa dirigido por Mark Neveldine e Brian Taylor (bem dirigido por sinal, a melhor coisa da fita talvez seja a direção) é aquele tipo de filme que os homens levam a mulher para o cinema e ao final da sessão levam bufetadas das mesmas, junto com frases do tipo: “Nunca mais você escolhe o filme, viu?!”

Na trama, Johnny Blaze (o Motoqueiro Fantasma), está escondido em algum lugar na Europa Oriental. Quando tem a possibilidade de se livrar da maldição que toma conta de seu corpo, ele é chamado a interromper seu eterno inimigo, que sequestrou um jovem. Junto com seu amigo e a mãe do menino partem em busca de vingança.

O roteiro do filme é um jogo de encaixe que nem a mente mais japonesa de todas conseguiria decifrar. Digo isso por conhecer duas mãos de japoneses brilhantes que resolvem qualquer problema, porém, nesse caso é difícil ter uma solução que agrade. O público fica confuso com o trabalho esquisito de Seth Hoffman e Scott M. Gimple.

O elenco desempenha da maneira como pode seus excêntricos personagens.

O vencedor do Oscar (sim, ele já venceu o grande prêmio) Nicolas Cage, novamente, dá vida ao célebre 
personagem dos quadrinhos. Volta a ter sua atuação contestada pelo público. Até quando teremos que suportar os filmes ruins de Cage? Porque ele não vai para o retiro dos artistas, tira uma folga de 2 anos e volta interpretando bem, como em seus papéis em: “Adaptação”, “Despedida em Las Vegas”, entre outros... O público merece mais qualidade.

O ótimo ator inglês Ciarán Hinds parece tentar ser o ponto alto do filme, porém, as caras e bocas de seu personagem não o deixam brilhar como devia. Tem falas muito esquisitas.

A bela atriz italiana Violante Placido (que contracenou com George Clooney em “Um Homem Misterioso”) faz a mocinha da produção. Não compromete no papel.

O competente artista Idris Elba (do sensacional seriado “Luther”) interpreta Moreau, um viciado em vinhos que ajuda Blaze a resgatar o jovem sequestrado. Nas cenas de ação, movido à muita bebida, ajuda o motoqueiro a detonar os figurantes.

A caracterização dos elementos do personagem principal deixam a desejar, juntamente, com desfechos horríveis para os coadjuvantes da trama.  

As correntes (parte mais legal do poder de Johnny Blaze) não causam o efeito que poderiam. Ficam parecendo o Shun de Andrômeda (menção: “Cavalheiros do Zodíaco”) com miras variadas e sem nenhuma objetividade!

Após um dos bandidos vacilar com o chefão da história, acaba sendo transformado em uma espécie de Hulk Hogan que tem o poder de transformar tudo em pedra. Bizarro é pouco para esse personagem.

“Motoqueiro Fantasma 2” segue como líder nas nossas bilheterias. Acho que todos nós sempre daremos uma chance para Nicolas Cage e seus personagens, mesmo que infelizmente, já deixaram de nos agradar a muito tempo. Mas que ele saiba de uma coisa: Paciência tem limite! Dá vontade de perguntar se o motoqueiro em questão é o irmão perdido da Cinderela Baiana.

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