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Sim, Jim Carrey sabe fazer filmes de drama!

Diretamente de Ontario, nossa pauta de hoje: James Eugene Carrey, ou apenas Jim Carrey. Filho de uma dona de casa e um contador (que era músico de Jazz nas horas vagas), Carrey cresceu junto de sua família no Canadá. Interessou-se pela comédia desde cedo e sua habilidade em fazer os outros rirem levou professores do seu colégio a lhe concederem alguns minutos antes do fim do dia de aulas para ele fazer rápidas encenações cômicas para os seus colegas. Assim, anos mais tarde perto dos anos 80, Jim começou a fazer stand-up comedy de maneira profissional, e tempo depois, a grande porta para a fama estava aberta.

Trabalhou em inúmeras produções gigantescas, como: O Máscara (Chuck Russell), Desventuras em Série (Brad Silberling), O Mentiroso (Tom Shadyac), Todo Poderoso (Tom Shadyac), As Loucuras de Dick & Jane (Dean Parisot), Ace Ventura - Um Detetive Diferente (Tom Shadyac), O Grinch (Ron Howard), isso só para citar alguns dos meus favoritos do gênero comédia.

O lado comediante do artista canadense todo mundo conhece... mas...e o lado dramático?

Jim Carrey já se aventurou em outros gêneros (fora à comédia) algumas vezes e tirando o péssimo filme ‘Número 23’ se destacou em todas as outras produções levando o público e crítica a baterem palmas para seu talento.

Abaixo, uma curta análise sobre quatro produções do gênero Drama que o carismático ator participou.

O Mundo de Andy (Milos Forman)
Dirigido por um mito do cinema, o checo Milos Forman (‘Um Estranho no Ninho’), nosso comediante favorito deu um show na pele Andy Kaufman, famoso humorista de épocas antigas, da terra do Tio Sam.  Nessa excelente biografia, Jim Carrey tem uma atuação magistral que emociona e faz o espectador querer ver o filme outras vezes.

Cine Majestic (Frank Darabont)
Filme um pouco contestado pelo público cinéfilo, é um daqueles famosos casos “Ou amo ou odeio”. Fico com o primeiro lado desse caso. Essa história é uma grande onda de louvor à sétima arte. No papel de um roteirista perseguido (na década de 50) que perde a memória após um acidente e recomeça a vida (com a identidade de outro) redescobre a magia do cinema ao iniciar a reforma da sala da cidade e preparando-a para sua nova estreia. É um dos filmes mais emocionantes do artista canadense que tanto gostamos. Nesse trabalho, conta com uma direção muito competente de Frank Darabont (‘Um Sonho de Liberdade’).



O Show de Truman (Peter Weir)
Fita de 1998, dirigida por Peter Weir e escrita por Andrew Niccol, acabou se tornando um sinal de alerta à ascensão dos reality shows na mídia. Muito usado em salas de aula mundo à fora, esse filme demonstrou todo o talento e carisma de Jim Carrey em cena. Ele diverte, briga e emociona transformando esse num dos trabalhos mais elogiados do canadense.
O personagem principal Truman Burbank (Carrey) passa uma vida inteira em frente às câmeras e não sabe, a descoberta do verdadeiro mundo nos levam a um final maravilhoso que emociona só de lembrar. Segunda melhor atuação na carreira.

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Michel Gondry)
Com os passos dados na direção do gênero drama ficando cada vez maiores, era certo que algum dia a grande atuação da carreira desse genial ator estava próxima. No ano de 2004, Jim Carrey foi chamado para atuar ao lado de uma das melhores atrizes do mundo (Kate Winslet) e juntos fizeram um filme que está na memória de qualquer alma da galáxia que adora cinema, ‘Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças’. Joel e Clementine vivem uma história de fracasso amoroso da forma mais esquisita que alguém podia contar, talvez por isso, a fórmula tenha dado tão certo. Clementine e Joel podem ter tentando esquecer um ao outro com aquele tratamento louco de memória mas nós cinéfilos jamais esqueceremos desse maravilhoso longa dirigido por Michel Gondry, onde, Jim Carrey crava de vez seu nome na galeria dos grandes atores de comédia, ou drama...

E aí, gostaram da explicação? Concordam ou não? Comentem! J

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