Pular para o conteúdo principal

Qual o primeiro filme que você viu nos cinemas?

Muitos de nós jornalistas especializados em sétima arte, somos no fundo de nossas almas, eternos cinéfilos. A paixão pelo cinema veio de várias formas, quase sempre avassaladora, transformando nosso caminho para sempre. Somente nós cinéfilos compreendemos como é satisfatório estar em uma sala de cinema (alguns nos seus lugares preferidos) e assistir a um bom filme (de preferência, rs). Quando paramos para contar quantos filmes já vimos, percebemos que a paixão às vezes pode ser um tanto quanto obsessiva. Raciocinando em cima disso, pensemos, existe o número 1! O primeiro filme visto em uma sala de cinema!

Quem vos escreve foi ao cinema quando tinha 6 anos, pela primeira vez. Viu um filme que muitos gostam outros nem tanto, "Robin Hood - O Príncipe dos Ladrões". A aventura fora estrelada por Kevin Costner e contou com a ajuda de um elenco renomado: Morgan Freeman, Alan Rickman, Sean Connery, Christian Slater, Mary Elizabeth Mastrantonio, Hugh Laurie (sim, o "House" fez esse filme).  Mais velho fui informado o quanto de curiosidade rolou por trás daquela produção.  A mais curiosa: Sean Connery ganhou 250 mil dólares por dois dias de filmagens nesse longa. Após encerrar o trabalho, o veterano artista doou a quantia que recebeu para instituições de caridade. Um cavalheiro, não?!


Aquela jovem criança, que foi ao cinema pela primeira vez, saiu da sala pasmo, maravilhado e olhando para todos os lados, andares. Sim, havia dois andares. Era um cinema chamado "América" que ficava no coração da Praça Saenz Peña no bairro da tijuca, no Rio de Janeiro (cinema que hoje virou uma igreja, a fé que eu tinha nesse cinema se converteu, ou alguém lá de cima entendeu tudo errado).

De lá pra cá, muitos filmes se passaram e a paixão daquela criança pelo cinema só cresce.

Bem, essa foi a minha curta história! E a sua? Qual o primeiro filme que você viu nos cinemas?

Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...