domingo, 17 de junho de 2012

Crítica do filme: 'Amor Impossível'


Nada como uma boa história de pescador. Se o filme fosse bom brincaríamos com essa frase, mas infelizmente o longa dirigido pelo sueco Lasse Hallström (diretor do excelente “Regras da Vida (1999)”) é abaixo da média. Tinha tudo para ser um grande filme, com um ar agradável, leve e com um elenco muito competente “Amor Impossível” pecou quando tentou se estender nos detalhes .  O filme é um grande sonífero e foca nos assuntos mais chatinhos e desinteressantes que poderiam existir.

Na trama, uma autoridade no assunto ‘pesca’ é convidado por um sheik para ajudá-lo a tornar o exercício de ‘catar’ os peixes um esporte, isso, em pleno deserto. Assim, uma consultora (contratada pelo poderoso asiático) acaba sendo o elo entre esse dois homens e o público embarca em uma viagem inusitada de amor com pitadas de fé.

O personagem principal (interpretado pelo sempre excelente Ewan McGregor) é excêntrico até demais o quê desvia muito, em certos momentos, o foco da trama. Muitas vezes insensível, o desastrado Dr. Jones vive muitos problemas no casamento (difícil até dizer qual o mais grave deles) o que já deixa a lacuna para o seu desfecho totalmente óbvia do meio pra frente.  Emily Blunt vive Harriet, a consultora que acaba tendo forte influencia no destino de cada personagem, na trama.  Por mais que isso doa o coração de qualquer cinéfilo, a Srta. Blunt passa a impressão de não ter entendido seu personagem, fato que praticamente deixa o filme sem solução.  A única que realmente briga para que a fita não se torne um sonífero é a maravilhosa Kristin Scott Thomas. A veterana inglesa está nojentamente magnífica na pele de Patricia Maxwell, assessoria do governo.  Quem consegue se conectar quando Kristin entra em cena consegue não dormir até o fim do filme.

No longa, vemos sendo abordados a política, a pesca, o amor, a fé, o desdém, a tristeza mas isso tudo jogado no liquidificador não resultou em um pingo de emoção e isso é uma constatação que muitos chegarão ao final dessa cansativa jornada.  

Mesmo com simpáticos personagens e belas paisagens a produção não consegue decolar. A analogia que se presta é a de um avião tentando correr na pista de decolagem para poder conseguir voar. No fim, acaba o combustível e não decola. Isso resume bem esse longa.

1 Postagens cinéfilas:

Eduardo Roza disse...

Mas o que se queria desse tonto do Lasse. O odeio com todas as minhas forças.

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