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Crítica do filme 'Sombras da Noite'

Tem vampiros, paixões mela cuecas, lobos, mas passa longe (ainda bem)  daquela saga chatinha que conhecemos. 

Uma das dobradinhas mais famosas do mundo do cinema (Depp/Burton) está de volta apostando na escuridão, no mundo dos vampiros e na comédia, junção que se encaixou muito bem na composição da história e dos personagens. Tem vampiros, paixões mela cuecas, lobos mas passa longe (ainda bem)  daquela saga chatinha que conhecemos. “Sombras da Noite” é um ótimo trabalho do elenco e do diretor, diverte e leva o público a risadas inesperadas, mesmo com alguns absurdos (exageros que já conhecemos de Tim Burton) é uma fita acima da média.

A trama começa no século XVIII e mostra uma família que sai da Inglaterra e vai para os Estados Unidos levando com eles uma terrível maldição. Barnabas Collins é um pequeno jovem, rico e que vive confortavelmente com sua família em uma cidade americana. Já na fase adulta, o jovem playboy derrete os corações das jovens com eu charme. Só que ele não sabia que uma delas era uma poderosa bruxa (Angelique), e após despedaçar o coração da jovem bruxa é amaldiçoado, transformando em um vampiro e enterrando vivo. Alguns séculos mais tarde, Barnabas é libertado de sua ‘prisão’ e assim, surge nos dias modernos, no começo meio perdido, depois firme e forte para buscar vingança.

A grande sacada de Burton e companhia é inserir a comédia num contexto de dramalhão antigo. Aproveitaram a ótima deixa, que consiste em trazer um indivíduo do passado para o presente, e rechearam a fita com personagens intrigantes que no meio do filme viram uma espécie de super-heróis, tornando fácil a empatia do espectador (de qualquer idade) com a história e automaticamente com cada detalhe que é usado para chegar ao clímax da trama. O elenco é excelente e tem ótimos nomes como:  Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Helena Bonham Carter, Eva Green, Jackie Earle Haley, Jonny Lee Miller, Chloë Moretz e Christopher Lee.

Dizem que Burton e Depp se repetem. Aos que pensam assim, por favor, revejam os filmes da dupla , cada qual com sua história, cada qual com seu sentido. Impossível, revendo, dizer que eles se repetem. Pode ser questão de ponto de vista, mas muitos pegam no pé da dupla. Seus bobões, deixem os créditos para os que tentam fazer algo original num mundo tão superficial em que vivemos.  Assim se faz filmes de vampiros, não precisa ter amanheceres nem crepúsculos para o filme ser bom.

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