Crítica do filme: 'Chernobyl'


Um filme de terror onde descobrimos sobre a família e mais da história de Slot, de "Goonies". 

Com um debutante ao leme (Bradley Parker), o novo suspense com um pezinho no terror, “Chernobyl” possui cenas que deixam o espectador chocado, tanto pelo absurdo dos acontecimentos (pensem ‘absurdo’ como uma coisa positiva ou negativa dependendo do seu ponto de vista) quanto pela audácia do roteiro. A grande sacada dos criadores da história é a atmosfera, a tensão que permanece estacionada no imaginário do público durante toda a projeção. Chega, em algumas partes, a ser um colírio aos olhos cinéfilos que curtem filmes de mistério com pitadas generosas de terror, pena que o final e algumas não explicações deixam a fita um pouco irregular. A movimentação de câmera e até a troca da proposta da mesma é muito bem elaborada, às vezes parece que estamos vendo um filme a la “Resident Evil”, às vezes parece que estamos assistindo um remake de “A Bruxa de Blair”. Quem se afasta completamente do que rola em cena pensa que está em um filme de terror onde descobrimos sobre a família e mais da história de Slot, de "Goonies".

Na trama conhecemos dois irmãos que estão acompanhados de duas bonitas moças e que juntos fazem sem lenço nem documento um grande ‘tour’ pela Europa. Como sempre acontece em longas do gênero, um dos personagens resolve inovar e chama o restante da galera para uma excursão à uma cidade abandonada que fora alvo do reator nuclear de Chernobyl. Unindo-se ao quarteto, um guia turístico misterioso e enrolado e mais um par de turistas. O que eles não esperavam era descobrir que o lugar tem grandes mistérios e eles estão longe de estarem sozinhos.

A atmosfera/tensão é muito bem criada, sendo um dos pontos altos do filme, consegue prender a atenção e gerar a expectativa do susto na plateia. Com um roteiro, do agora famoso Oren Peli (responsável pela franquia “Atividade Paranormal”) ,“Chernobyl”, tenta ser original mesmo contendo todos os elementos de filmes do gênero e saudosas coberturas de clichês.   Como sempre, nesse tipo de filme de suspense/terror não há muitos destaques em relação à atuações. Cada um veste bem seu respectivo personagem e juntos conseguem passar o clima tenso que persiste em não sair, durante toda a fita. O desfecho (que não explica nada) dá margem para mais um filme que talvez possa, enfim, explicar o contexto dessa trama.

Ursos, monstrengos que parecem ser da família do Slot (Goonies) e cachorros raivosos ao melhor estilo lobos/hienas famintos são os grandes vilões da história que deve chamar a atenção dos cinéfilos que gostam de filmes desse gênero. Não é bom nem é tão ruim, é apenas mais ou menos. 

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7 comentários

  1. Boa crítica. Eu me decepcionei bastante com o filme, tinha um puta potencial, mas decidiu não ousar e trilhar pelo caminho fácil.

    http://avozdocinefilo.blogspot.com.br/

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  2. Acredito que pode ser melhorado! O roteiro obscuro precisa ser mais explorado quem sabe com uma nova direção. Deixa margem para continuação é a chance de minimizar os estragos que fizeram esta produção cinematográfica perder o seu direcionamento original.

    http://vozesdilacerantes.blogspot.com.br/

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  3. tem que melhorar muito para ficar ruim !!!!!!

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  4. POutz...talvez a minha maior decepção do ano.Que filme ruim !

    A tal atmosfera se mantém até mais ou menos os 20,25 primeiros minutos, depois fica cada mais bobo...

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  5. Filme horrível, decepção total, esperava um ótimo filme pela primeira (e ultima) vez que vi, mas foi um dos piores que ja vi.

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