domingo, 8 de julho de 2012

Crítica do filme: 'O Espetacular Homem Aranha (2012)'


'O espetacular Bob Burnquist, que com certeza, deveria usar o instagram'

Após um ótimo trabalho no romântico “500 Dias com Ela”, Marc Webb topou um grande desafio em sua curta carreira, dirigir “O Espetacular Homem Aranha”, uma releitura daquela história que nos acostumamos a conhecer. Com um roteiro que beira ao ‘bobinho’, nessa versão, Peter deveria tentar uma vaga nos X-Games, em algumas sequencias radicais parece que ele tem um skate mágico e se esquece das teias, que é a grande marca do personagem. Algumas coisas não mudam, um amor, o mesmo erro com o tio, a radicalização das ações por conta da raiva, mas jogando tudo no liquidificador esse novo filme do famoso herói deixou muito à desejar.

Na trama, o agora (novamente) jovem Peter Parker é um estudante tímido e nerd do ‘high school’ americano que sofre ‘bullying colegial’, típico de qualquer filme-clichê americano (recebendo todos os tipos de agressões fúteis do Flash, não aquele que você está pensando). Vive com seu tio e tia em uma pequena casa, levando uma vida sem muitas badalações. Possui uma paixão, sua primeira, por uma loirinha de sua sala mas nunca tem coragem para convidá-la pra sair. Após se infiltrar, em um tour em uma empresa de biotecnologia avançada, é picado por uma aranha e ganha super poderes (sem novidades nisso , não é?). Ao mesmo tempo, encontra uma pista que vai ajudá-lo a entender porque seus pais desapareceram quando ele era bem jovem. Com seus novos poderes, vai atrás dessa verdade e acaba entrando no caminho do doutor, somente canhoto, Curt Connors (interpretado por Rhys Ifans), ex-amigo de seu pai, que no meio pra frente da fita, vira o monstrengo verde rabudo que quer destruir a cidade. Assim, Peter terá que combater essa ameaça, além de fugir da polícia, que está no seu pé.

Fotógrafo, skatista, cinéfilo (Peter tem um pôster de um clássico de Hitchcock na parede), o roteiro parece que foi adaptado à nova era tecnológica e de esportes radicais. Tecnologia de entradas ‘touch screen’ à efeitos visuais de última geração são vistos a cada segundo. O carismático herói possui celular, GPS e rastreamento de furtos totalmente digitais. Já que Peter virou da ‘geração Y’, será que ele usa o Instagram? Eis a questão. Assim como em outros carnavais, Peter busca sua identidade (digital?)e descobre aos poucos o herói que há, agora, dentro dele.

Andrew Garfield, o novo dono da camisa vermelha e azul aracnídea, faz uma leitura bem interessante de seu personagem (anteriormente interpretado por Tobey Maguire, na outra história do mascarado). Consegue ser um dos pontos positivos do filme, que conta com muitos exageros nas exibições dos poderes, beirou à filmes daquela famosa sessão que tanto gera críticas por parte dos cinéfilos.

Onde diabos está a Mary Jane Watson? Muitos se perguntarão e já até confudem na internet, achando que Emma Stone interpretada a jovem ruiva. Mas na verdade a jovem atriz (que está na crista da onda em Hollywood) interpreta a outra grande mulher na vida de Parker, Gwen Stacy.

Com um momento ‘Matrix’ já no seu desfecho, “O espetacular Bob Burnquist” passa longe de ser um bom filme. Pode até ser uma boa diversão, mas não convence a maioria, bola fora esse restart na franquia. 

8 Postagens cinéfilas:

renatocinema disse...

Amei seu comentário e sua visão.....estou me perguntando até agora: Onde diabos está a Mary Jane Watson?

André Ornellas disse...

A intenção dessa nova leitura do "The amazing spider-man" era ser mais fiel aos quadrinhos. E no início do universo Homem-aranha, seu primeiro affair foi a Gwen Stacy, por quem revela sua identidade e depois é ameaçado por ela para revelá-la. MJW surge depois, com um Peter Parker mais cauteloso sobre quem pode saber a identidade do spider-man. ;)

J. BRUNO disse...

Ainda não vi o filme e até há alguns dias eu não tinha nenhuma curiosidade de vê-lo, mas agora já quero assistir para dar meu veredito... "esse restart na franquia" foi o melhor comentário! kkk

Raphael Camacho disse...

rs! :)

Raphael Camacho disse...

:)

Raphael Camacho disse...

hehehhehe :)

Thainá Hey disse...

Eu achei o filme muito bom e sim ele quer ser uma cópia mais fiel dos quadrinhos. Que na história original primeiramente se relaciona com Gwen Stacy nos primeiros anos de faculdade, pra quem ele revela o segredo mas ela acaba morrendo pelo duende verde. Portanto a primeira trilogia do homem-aranha tinha que ter colocado a Gwen e nao Mary Jane, já que ela surge depois do duente. Por isso acho que modificaram um pouco a história para representar que o envolvimento de peter com gwen foi no colegial e nao na faculdade onde ela foi substituida pela Mary Jane.

Walker disse...

achei seu comentário fútil e sem sentido, estar se perguntando onde está a mary jane faz com que você não tenha sentido nenhum em estar fazendo uma crítica já que vcoê não sabe nada da história do homem aranha. pra quelquer fã do herói e da hq sabe que o primeiro amor de peter parker foi a gwen, e que ela vem a morrer e assim ele conhece a mary jane, o filme de agora pra quem leu sabe que está mais parecido com as hqs do que o outro, que convenhamos o ator não sabia interpretar e assar o verdadeiro espirito do peter parker.

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