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Crítica do filme: 'O Espetacular Homem Aranha (2012)'


'O espetacular Bob Burnquist, que com certeza, deveria usar o instagram'

Após um ótimo trabalho no romântico “500 Dias com Ela”, Marc Webb topou um grande desafio em sua curta carreira, dirigir “O Espetacular Homem Aranha”, uma releitura daquela história que nos acostumamos a conhecer. Com um roteiro que beira ao ‘bobinho’, nessa versão, Peter deveria tentar uma vaga nos X-Games, em algumas sequencias radicais parece que ele tem um skate mágico e se esquece das teias, que é a grande marca do personagem. Algumas coisas não mudam, um amor, o mesmo erro com o tio, a radicalização das ações por conta da raiva, mas jogando tudo no liquidificador esse novo filme do famoso herói deixou muito à desejar.

Na trama, o agora (novamente) jovem Peter Parker é um estudante tímido e nerd do ‘high school’ americano que sofre ‘bullying colegial’, típico de qualquer filme-clichê americano (recebendo todos os tipos de agressões fúteis do Flash, não aquele que você está pensando). Vive com seu tio e tia em uma pequena casa, levando uma vida sem muitas badalações. Possui uma paixão, sua primeira, por uma loirinha de sua sala mas nunca tem coragem para convidá-la pra sair. Após se infiltrar, em um tour em uma empresa de biotecnologia avançada, é picado por uma aranha e ganha super poderes (sem novidades nisso , não é?). Ao mesmo tempo, encontra uma pista que vai ajudá-lo a entender porque seus pais desapareceram quando ele era bem jovem. Com seus novos poderes, vai atrás dessa verdade e acaba entrando no caminho do doutor, somente canhoto, Curt Connors (interpretado por Rhys Ifans), ex-amigo de seu pai, que no meio pra frente da fita, vira o monstrengo verde rabudo que quer destruir a cidade. Assim, Peter terá que combater essa ameaça, além de fugir da polícia, que está no seu pé.

Fotógrafo, skatista, cinéfilo (Peter tem um pôster de um clássico de Hitchcock na parede), o roteiro parece que foi adaptado à nova era tecnológica e de esportes radicais. Tecnologia de entradas ‘touch screen’ à efeitos visuais de última geração são vistos a cada segundo. O carismático herói possui celular, GPS e rastreamento de furtos totalmente digitais. Já que Peter virou da ‘geração Y’, será que ele usa o Instagram? Eis a questão. Assim como em outros carnavais, Peter busca sua identidade (digital?)e descobre aos poucos o herói que há, agora, dentro dele.

Andrew Garfield, o novo dono da camisa vermelha e azul aracnídea, faz uma leitura bem interessante de seu personagem (anteriormente interpretado por Tobey Maguire, na outra história do mascarado). Consegue ser um dos pontos positivos do filme, que conta com muitos exageros nas exibições dos poderes, beirou à filmes daquela famosa sessão que tanto gera críticas por parte dos cinéfilos.

Onde diabos está a Mary Jane Watson? Muitos se perguntarão e já até confudem na internet, achando que Emma Stone interpretada a jovem ruiva. Mas na verdade a jovem atriz (que está na crista da onda em Hollywood) interpreta a outra grande mulher na vida de Parker, Gwen Stacy.

Com um momento ‘Matrix’ já no seu desfecho, “O espetacular Bob Burnquist” passa longe de ser um bom filme. Pode até ser uma boa diversão, mas não convence a maioria, bola fora esse restart na franquia. 

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