Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'O Nevoeiro'


"4 balas para 5"

Uma janela sendo invadida por uma árvore seria o menor dos problemas enfrentados por um pai de família na luta pra sobreviver em um dia trágico na sua cidade. Dirigido pelo cineasta francês Frank Darabont, “O Nevoeiro” (por favor não confundam com “A Névoa”) é um retrato do fim do mundo com pitadas de ação, emoções e decisões erradas. Os acontecimentos bombásticos que preenchem a história (baseada em um livro de Stephen King) vão compondo o que vemos em cena, cada qual, pela personalidade de cada personagem somos guiados pelo medo, fé, coragem e desespero diante do fato inusitado daquele dia.

Na trama, somos rapidamente apresentados aos personagens principais que estão presos em um supermercado, por conta de uma estranha tempestade (que trás uma série de criaturas nada amistosas) que cobre a cidade. Rapidamente, a tensão toma conta do lugar. Embates acontecem, grupos são criados e a dúvida nas ações, fora as desconfianças pessoais levam todos ao extremo emocional. O poder religioso toma conta do ambiente levando pessoas comuns a virarem devotos em segundos. Vemos suicídios, pessoas longe dos corpos, gremlins gigantescos, tentáculos sobrenaturais que vão levando o supermercado ao caos, deixando a situação incontrolável. A questão que todos indagam: Como escapar daquela situação? 
O público é brindado com um desfecho aterrorizante e marcante.

Marcia Gay Harden e sua personagem pregadora, louca, fanática religiosa apresenta ao público uma face manipuladora e completamente insana daquela situação, causador fundamental do pânico e gritaria, já rumando ao final da história. Mais uma atuação marcante desta excelente atriz. Thomas Jane tem sua melhor atuação no mundo do cinema, David Drayton é um personagem que ele deve guardar com muito carinho em seu currículo, consegue passar pelo olhar todo o terror daqueles dias que não terminam.

Muitos rostos conhecidos dos fãs de “Walking Dead”. Essa crítica fora escrita após o início do famoso seriado de Zumbis, que fora produzido (e dirigido também, acha quem vos escreve) pelo diretor deste longa. Frank Darabont é, sem dúvidas, o diretor que mais entende o universo de Stephen King. Já não é o primeiro bom trabalho em uma adaptação do famoso escritor que dá certo, ao comando de Darabont, nas telas do cinema.

Com um dos finais mais arrepiantes, comoventes e chocantes de todos os tempos, “O Nevoeiro” deixa todos nós de ‘boca aberta’ na subida dos créditos. Veja esse filme, você não vai se arrepender!

Postagens mais visitadas deste blog

Jantar para Idiotas

Depois de ler a sinopse eu ja sabia que não iria gostar mas como todo cinéfilo é teimoso... fui assistir a esssa produção em uma noite que estava sem sono. Resumindo, foi muito difícil chegar ate o final. Paul Rudd não consegue sair desses papeizinhos de homem de 30 anos com alguma crise; seja ela no casamento, na desilusão de não ter amigos, ou conhecendo alguma garota dos seus sonhos. Dessa vez, ele é um empregado de uma grande empresa e para se enturmar com a gerência tem que arranjar um idiota(isso mesmo, pasmem) para levar em um jantar onde há uma zoação generalizada em cima dessas pobres almas. Nem comentarei o papel ridículo de Steve Carell nesse filme. Eu fiquei imaginando como Hollywood ainda pode bancar idéias desse tipo. Tanto roteiro bom engavetado e uma porcaria dessas é lançada, vendendo uma idéia besta como essa. Isso só serve para aumentar bullying(Alô Serginho Groisman!) nas escolas entre outras coisas, que não são os mais corretos, em uma sociedade robótica onde o cin...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...