domingo, 29 de julho de 2012

Crítica do filme: 'O Nevoeiro'


"4 balas para 5"

Uma janela sendo invadida por uma árvore seria o menor dos problemas enfrentados por um pai de família na luta pra sobreviver em um dia trágico na sua cidade. Dirigido pelo cineasta francês Frank Darabont, “O Nevoeiro” (por favor não confundam com “A Névoa”) é um retrato do fim do mundo com pitadas de ação, emoções e decisões erradas. Os acontecimentos bombásticos que preenchem a história (baseada em um livro de Stephen King) vão compondo o que vemos em cena, cada qual, pela personalidade de cada personagem somos guiados pelo medo, fé, coragem e desespero diante do fato inusitado daquele dia.

Na trama, somos rapidamente apresentados aos personagens principais que estão presos em um supermercado, por conta de uma estranha tempestade (que trás uma série de criaturas nada amistosas) que cobre a cidade. Rapidamente, a tensão toma conta do lugar. Embates acontecem, grupos são criados e a dúvida nas ações, fora as desconfianças pessoais levam todos ao extremo emocional. O poder religioso toma conta do ambiente levando pessoas comuns a virarem devotos em segundos. Vemos suicídios, pessoas longe dos corpos, gremlins gigantescos, tentáculos sobrenaturais que vão levando o supermercado ao caos, deixando a situação incontrolável. A questão que todos indagam: Como escapar daquela situação? 
O público é brindado com um desfecho aterrorizante e marcante.

Marcia Gay Harden e sua personagem pregadora, louca, fanática religiosa apresenta ao público uma face manipuladora e completamente insana daquela situação, causador fundamental do pânico e gritaria, já rumando ao final da história. Mais uma atuação marcante desta excelente atriz. Thomas Jane tem sua melhor atuação no mundo do cinema, David Drayton é um personagem que ele deve guardar com muito carinho em seu currículo, consegue passar pelo olhar todo o terror daqueles dias que não terminam.

Muitos rostos conhecidos dos fãs de “Walking Dead”. Essa crítica fora escrita após o início do famoso seriado de Zumbis, que fora produzido (e dirigido também, acha quem vos escreve) pelo diretor deste longa. Frank Darabont é, sem dúvidas, o diretor que mais entende o universo de Stephen King. Já não é o primeiro bom trabalho em uma adaptação do famoso escritor que dá certo, ao comando de Darabont, nas telas do cinema.

Com um dos finais mais arrepiantes, comoventes e chocantes de todos os tempos, “O Nevoeiro” deixa todos nós de ‘boca aberta’ na subida dos créditos. Veja esse filme, você não vai se arrepender!

4 comentários:

  1. Boa tarde...
    muito legal o seu blog.. Eu como um fanático por filmes (independente se críticos falam mal ou bem deles, eu prefiro tirar minhas conclusoes)...

    O que falar sobre o nevoeiro..
    Concordo em tudo que vc disse...
    Principalmente sobre o final..
    Acabou o filme e eu fiquei lá sentado na sala do cinema angustiado pelo final...

    Pra mim, um dos melhores (se não o melhor) filme desse genero.
    Eu amei esse filme, nos prende do começo ao fim..

    Parabens pelo blog ...
    FAVORITEI

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  2. fala serio!!!! eu ja vi finais bons, ruins,pessimos e o desse filme ai...o finalzinho ruim viu, tipo o filme foi otimo durante todo o tempo mas parece q o autor gastou toda a criatividade no começo e meio e se esqueçeu q todo filme tem um fim, ai deu no q deu.... recomendo a todos os q vão ver q parem de ver na hora q eles tentam fugir do supermercado a procura de ajuda pq dai em diante vc vai passar uma raiva ..e vai xingar ate a 5°geração de quem fez aquele final..kkk

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  3. Filme bastante tenso, e com um final de muito impacto emocional, Achei surpreendente e sensacional

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  4. Um filme que no início logo na primeira cena de "aparições" das criaturas deu um ar de filme B, contudo, as cenas trash são muito bem feitas (produzido pela mesma equipe de O labirinto do Fauno). O final... sem palavras! Literalmente sem ar para descrever a sensação. Me deu vontade de gritar junto com aquele personagem antes da subida dos créditos de tão angustiante. Confesso que fiquei remoendo pra tentar digerir essa decisão do diretor de mudar o final do livro de King e ousar tanto para escolher um final como este. Demorei bastante para aceitar, foi muita audácia e coragem fazer algo assim. Realmente impressionante.. um filme à se refletir.

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